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08 setembro, 2015

Curso “NARRATIVAS SERIADAS” EM PASSO FUNDO





Enquanto os grandes estúdios de cinema têm se voltado cada vez mais para resultados comerciais, a TV paga vem se tornando terreno fértil para a experimentação, liderando uma grande transformação no cenário mundial de entretenimento. Quem sai ganhando é o público, que é brindado com tramas densas e inteligentes como as de Breaking Bad, Game of Thrones e Mad Men. De olho neste mercado, o Netflix – cujo negócio inicial era apenas distribuição de conteúdo – começou também a produzir séries próprias, incluindo os prestigiadíssimos dramas House of Cards e Orange Is The New Black. O formato de entrega direta do Netflix – atualmente também adotado pelos gigantes do e-commerce Amazon e Alibaba – resulta não apenas em programas mais ousados, mas também revoluciona e redefine o que é “assistir”.

NARRATIVAS SERIADAS: DA TV ÀS NOVAS MÍDIAS”, que acontece dia 3 de outubro em Passo Fundo, é organizado pela Cine Um e ministrado por Sheron Neves. O curso pretende discutir a narrativa seriada e a televisão contemporânea, além dos novos formatos de produção, exibição e interação com o público. O curso analisará este processo evolutivo e o inevitável impacto da web, projetando o que podemos esperar das séries nos próximos anos.

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Data: 3 de outubro de 2015  (sábado)
Horário: das 14h às 19h30
Local: Auditório da ACISA - Av. General Netto, 332 - 5º andar - Passo Fundo - RS

Mais informações e ficha de inscrição aqui.
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22 outubro, 2013

Netflix bate HBO em total de assinantes nos EUA



Netflix acaba de ultrapassar a HBO em número de assinantes no mercado americano. O serviço de streaming fechou o trimestre com 29,9 milhões de assinantes, contra 28,7 milhões da HBO (que, apesar de não divulgar seus números, teve o total de assinantes estimado pela Bloomberg). Leia mais sobre a batalha entre as duas empresas aqui e aqui

O jornal USA Today fez até um vine para divulgar a novidade.




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08 novembro, 2012

Revenge tem promo "congelada" no canal Sony


Ainda na cauda do fenômeno de Avenida Brasil, o canal Sony colocou no ar com uma promo para a nova temporada da série Revenge que imita a famosa - e para lá de memetizada - imagem congelada da novela. Como a trama da série se parece com a do folhetim (garota se infiltra em uma família atrás de vingança), o canal não perdeu a chance (só perdeu no timing...) de brincar com as diferenças entre os dois gêneros. O texto do vídeo alega que "esta protagonista sim sabe se vingar", e no final entra a assinatura: "História de novela, mas com pegada de série".

Qualquer semelhança não é mera coincidência. Será que a Rede Globo não vai comprar briga no Conar como fez com a Vivo? Melhor assistir ao vídeo logo antes que seja bloqueado.





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23 agosto, 2012

90% dos usuários de TV conectada são receptivos à publicidade



Acaba de ser publicada uma pesquisa sobre a relação entre TV conectada (também chamada de Smart TV) e publicidade, realizada pela YuMe em parceria com a empresa de pesquisa Frank Magid. O estudo usou como amostra 736 usuários nos EUA (onde 30% dos domicílios com internet possuem TVs conectadas), e entre os achados destacam-se:

- 90% dos usuários de TV conectada se declararam receptivos à publicidade;
- 66% interagiriam com comerciais em suas TVs conectadas se fossem relevantes;
- 20% afirmaram já ter comprado um produto/serviço após ver sua publicidade via TV conectada.

No Brasil, de acordo com a Sony, a base instalada entre 2009 e 2015 será de mais de 500 milhões de TVs conectadas. De acordo com a LG, a cada cinco TVs de tela plana no país, uma já é conectada.






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01 novembro, 2011

Somos todos críticos no Twitter. A NBC que o diga.



As redes sociais criaram um exército de críticos. Todo mundo tem uma opinião, e a Internet é o canal perfeito para expressá-las. De olho nessa tendência, a NBC aproveitou para promover Grimm, sua nova série policial com um toque sobrenatural, de uma forma bem inteligente.
 
Primeiro, deu acesso exclusivo ao primeiro episódio a todos os seguidores do perfil @NBCGrimm no Twitter. Depois, usou citações tiradas das críticas dos próprios internautas no comercial da série (foto). Ótima estratégia para engajar a audiência e criar buzz. Agora, se a série é boa mesmo, daí é outra história. Mas não vão faltar críticos para dizer.

O poder do #hashtag



(UPDATED) Como já escrevi aqui em outros posts, a TV Social é a nova forma de revitalizar a appointment television, ou seja, a TV em tempo real, com a qual o público tem uma "hora marcada". Trata-se de uma excelente saída para as emissoras, que precisam cada vez mais driblar a ameaça dos DVRs (Digital Video Recorders), dos serviços de Video On Demand como Netflix, dos downloads ilegais e a consequente perda de anunciantes.

Pois o vídeo abaixo é parte da estratégia do Twitter para provar que a sua integração com a TV pode ser poderosa. Ele encoraja as emissoras de TV e os anunciantes a usar hashtags durante a transmissão de programas para estimular a audiência a assistir e twittar em tempo real. Afinal, como já declarou o VP de Marketing da Coca-Cola Joe Tripodi, na Harvard Business Review: "Não queremos saber apenas quantas impressões. Estamos interessados também em expressões."


#MensagemRecebida.




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que um filme ou uma série de TV precisa para se tornar uma experiência genuinamente imersiva para a audiência? Venha saber no curso intensivo Narrativa Audiovisual Imersiva na PUCRS, de 6 a 9 de maio de 2013. Matrículas abertas. Vagas limitadas.
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26 agosto, 2011

Chairman do Google é convidado especial do Edinburgh Television Festival



Sinal dos tempos: Eric Schmidt, presidente executivo do Google, será a primeira pessoa de fora do setor de broadcasting a apresentar o discurso de encerramento do primeiro dia do prestigiadíssimo Edinburgh International Television Festival deste ano. O MacTaggart Lecture, como é conhecido, acontece na noite desta sexta-feira, e é normalmente destinado a nomes do primeiro escalão da BBC, do Channel Four, da ITV, e até a algumas personae non gratae como James e Ruppert Murdoch. Mas a honra do MacTaggart Lecture até hoje não havia sido concedida a alguém - teoricamente - de fora do setor.
Eric Schmidt no
festival: sinal dos tempos

De acordo com 
James Robinson, do Guardian, a mensagem central do discurso será clara e direta: "Google needs you". Ao que parece, trata-se de uma tentativa de esquecer as disputas em relação a patentes e copyrights e oferecer o cachimbo da paz ao setor televisivo. A intenção de 
Schmidt é acalmar os ânimos (especialmente após o Google ter adquirido a Motorola, o que torna a empresa a maior fornecedora de decodificadores de TV por assinatura do mundo) e assegurar a todos que o Google não é uma ameaça ao setor e sim um parceiro em potencial, e que o caminho é a colaboração.



21 agosto, 2011

Menos Que Nada – Teaser #2



Como comentei aqui, o Gerbase me convidou para criar uma série de teasers que brincassem com a imaginação do público e gerassem curiosidade antes do seu novo  longa-metragem, Menos Que Nada, ser lançado. 

O resultado final foram quatro teasers de aproximadamente 2 minutos, montados com a ajuda do querido Germano Oliveira (e muita cafeína!). O primeiro foi lançado em junho deste ano. O segundo acaba de ficar pronto, e já traz a trilha original, que está belíssima.



Assista abaixo ao teaser #2:



08 julho, 2011

As mídias sociais e o fim dos perfis demográficos

Johanna Blakley, diretora do media think tank da University of Southern California, apresentou no TED Women de dezembro de 2010 um estudo sobre o impacto do entretenimento e da mídia sobre os nossos hábitos sociais e de consumo. Ela defende que os tradicionais “perfis demográficos” usados para definir o target e direcionar a comunicação das marcas não mais refletem com precisão a realidade do mercado. Muitas empresas, baseadas em rótulos simplistas e excludentes, “presumem” o que certos consumidores gostam. Mas para saber o que realmente está em suas mentes - e celulares, TVs, iPods, perfis no Facebook, armários, salas de estar, etc – é preciso saber a que grupos se conecta, quais seus gostos, suas comunidades online, seu comportamento e comentários nas redes sociais.

Quando pessoas se agrupam online, elas não o fazem exclusivamente baseadas em idade, raça, ou gênero. E sim em torno de gostos e interesses. Nas palavras de Blakley: “Para mim é bem mais útil saber que você é fã de Buffy, A Caça Vampiros do que saber qual é a sua faixa etária ou renda média, pois isto me diz muito mais sobre quem você é [ou gostaria de ser].”

Sim, soa um tanto “sinistro” - e é, de certa forma. Mas também não é nenhuma novidade. Já postei aqui sobre mídias sociais e a reinvenção dos níveis de audiência da TV pelo MIT Media Lab. Além disso, nossos hábitos já vem sendo monitorados por pesquisas de mercado e de audiência há décadas. A diferença é que 1) existem agora ferramentas mais aperfeiçoadas para isto, e 2) estamos vivendo muito mais “para fora”, constantemente exteriorizando e compartilhando nossas opiniões e preferências, tanto com conhecidos como desconhecidos online.

Assista ao vídeo da palestra com legendas em português, é só selecionar na parte inferior da tela.



20 maio, 2011

Mad for Mad Men? 10 dicas para lidar com a crise de abstinência

A notícia arrasou milhares de fãs: Mad Men só volta à telinha em março de 2012. Para os mais fanáticos, a espera pela 5a temporada pode parecer interminável. Mas com um toque de criatividade, é possível imergir em um universo paralelo habitado pelos personagens, tudo regado a muito uísque e Lucky Strikes. Veja como:

1) Uma questão de química: A trama de Mad Men, assim como a vida de Don Draper, pode ser tão complicada que o Flavorpill criou a Tabela Periódica Mad Men. Você pode se divertir descobrindo as conexões entre cada um dos “elementos” (clique para ampliar imagem).



2) Fanfiction: Que tal escrever uma história baseada na série? O site Fanfiction.net já conta com 47 histórias de fãs de Mad Men (em inglês, francês e indonésio, mas ainda nenhuma em português). Uma das mais populares é a historia em que Don Draper acorda de um coma em 1974, e é visitado no hospital por todos os personagens (com exceção de Roger Sterling e Bert Cooper, que já estariam mortos).

3) Fan art: Invista em um poster, opções não faltam (veja aqui). Meu mais novo achado é o designer britânico Stan Chow, que recentemente foi ameaçado pelos advogados da emissora por copyright infringement. Mas os posters são tão bonitos que vou arriscar e postá-los aqui.




4) Você no vídeo: O site JibBab lançou o vídeo interativo Mad Men Starring You, onde você pode, gratuitamente, substituir o rosto de um personagem com sua foto e assim assistir a cenas originais da série onde você é a estrela.



5) Você na foto: No site FACEinHOLE, ao inserir sua foto no espaço indicado, você pode ser – ou posar ao lado de – um de seus personagens favoritos. Abaixo minha versão Betty Draper.



6) Party with style: Organize festas temáticas dos anos 60s. As "Mad Men Parties" já viraram febre, e você pode se inspirar checando as fotos de Angelina Santana (e) e de Chimay Bleue (d), ou visitar a comunidade Mad Men Party no FlickrAs dicas de coquetéis e de trilha sonora você pega no site da AMC.




7) Planejando uma visita a Manhattan? Então faça um Mad Men Tour. Dos bares P. J. Clarke’s e Oyster Bar até a loja Bergdorf Goodman, o tour leva você a uma viagem no tempo sem sair de 2011.


8) Pergunte ao Don: No site What would Don Draper do?, perguntas sobre os mais variados assuntos (de conselhos amorosos ao preparo de drinks) são respondidas por Don (bem, na verdade pelo criador do site, Michael Dempster). O mesmo vale para a Joan Holloway. Se você é fã da personagem, então mate a saudade enviando perguntas para ela em What Would Joan Do?

9) Cinemateca anos 60: Assista a clássicos da época, como: Se meu apartamento falasse (The Apartment), Os Guarda-Chuvas do Amor (The Umbrellas of Cherbourg), A Doce Vida (La Dolce Vitta), Confissões de uma Ladra (Marnie) e Moscou Contra 007 (From Russia with love). Ou a produções mais contemporâneas, como: Foi apenas um sonho (Revolutionary Road), Educação (An Education), e Direito de Amar (A Single Man).






10) Para ganhar (ou dar) de presente: A designer Dyna Moe, responsável pelo site Mad Men Yourself, lançou o livro Mad Men:The Illustrated World, que traz ilustrações lindíssimas inspiradas em várias cenas da série.



04 abril, 2011

Ajude um pobre diretor a recuperar sua popularidade


A campanha para mandar o cineasta M. Night Shyamalan de volta para a escola de cinema (ou, como no trocadilho da língua inglesa, “Night School”), parece não estar tendo muito resultado. A proposta inicial do site Send M. Night Shyamalan Back to Film School, criado mês passado, era arrecadar US$ 150 mil. Mas as doações atingiram apenas US$ 682 até o momento. Neste ritmo o diretor não vai conseguir pagar nem por um cursinho online.

Na pior das hipóteses, se falharem em arrecadar a quantia desejada, os autores prometem usar o dinheiro para promover um festival para aspirantes a cineastas, onde o vencedor receberia a quantia como uma bolsa de estudos para a Universidade de Nova York.

A campanha foi criada por um grupo de publicitários cinéfilos cansados dos filmes chatos do cineasta indiano. Rei dos Razzie Awards (que premia o que há de pior no cinema), Shyamalan já venceu nas categorias Pior Filme, Pior Diretor, Pior Roteiro e até Pior Ator Coadjuvante (em seu próprio filme).

O site oferece downloads de avatares para redes sociais, protetores de tela, além do exclusivo kit de Plot Twist (a típica e previsível reviravolta nas tramas de Shyamalan). Mesmo que você seja um fã ardoroso do cineasta e ache que tudo isso é uma grande injustiça, vale a pena visitar o site pela criatividade dos autores.



02 abril, 2011

Oficinas gratuitas de cinema

O pessoal do Cine Tela Brasil, que leva salas itinerantes de cinema para as mais remotas regiões do Brasil, criou há alguns anos outro projeto bacana, as Oficinas Itinerantes de Vídeo, para ensinar às comunidades de baixa renda a contar suas próprias histórias. Cada uma das etapas da produção audiovisual é ensinada, e no final um curta-metragem é produzido.

O projeto evoluiu para o portal Tela Brasil, e a formação audiovisual agora pode ser acessada de casa. O portal oferece oficinas virtuais de roteiro, direção, fotografia, trilha sonora, montagem, entre outras. O conteúdo dos cursos online é totalmente gratuito, e inclui exercícios práticos, sugestões de bibliografia e podcasts. O portal traz ainda agenda de festivais, cursos, eventos, e dicas de lançamentos no cinema.

Confira as oficinas abaixo, e aproveite para fazer alguns exercícios, que são bem divertidos.



07 março, 2011

#WatchUs #OhAndAlsoTweetAboutUsPlease #Thanks


Na segunda-feira passada, durante o premiado programa de viagens No Reservations, o Travel Channel usou a seguinte chamada sete vezes durante a transmissão: “Anthony Bourdain [o apresentador do programa] está twittando ao vivo em @noreservations”. E este foi o resultado:


A linha amarela significa menções ao @noreservations, e a linha azul mostra os novos seguidores. Os tweets de Bourdain, além de serem divertidos e inteligentes, complementavam a história apresentada no programa, e a audiência claramente aprovou. Somente naquela segunda-feira, Bourdain ganhou 10.000 novos seguidores, dos quais 3.000 foram adquiridos durante os 60 minutos de duração do programa.

Robin Sloan, do Twitter Media, escreveu: “O Travel Channel provou que a estratégia de integração entre TV e Twitter é simples mas poderosa. Um modelo para ser seguido por qualquer programa de TV. 1) Twitte ao vivo durante um episódio. 2) Avise seus telespectadores via chamadas na TV. 3) Então incentive-os a twittar também.”


Ainda naquela semana, a NBC usou o hashtag #winning na chamada promocional do programa de reportagens Dateline, que ia ao ar sexta-feira. O hashtag referia-se ao agora famoso bordão do ator Charlie Sheen, tema daquele noite. Desde então, #winning e #tigerblood se tornaram ainda mais populares no Twitter, e o programa Dateline apareceu como um dos top trending topics do site na noite de sexta-feira.

Ao que parece, em tempos de TV Social, a mais simples das chamadas, divulgando um hashtag ou incentivando o publico a assistir e twittar, pode fazer toda a diferença para um programa ou emissora.


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