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10 dezembro, 2015

Black Mirror: o reflexo de uma realidade aterrorizante (REPOST)


Para quem ainda não sabe, a genial série britânica Black Mirror terá sua 3a temporada produzida pelo Netflix. Para ler mais sobre essa novidade, confira a matéria no jornal Zero Hora de 09/12/2015 com a qual contribuí aqui.

E para quem quiser assistir aos 6 primeiros episódios, segue abaixo meu post de 2013 com os links para assisti-los com legendas em português. 

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A série Black Mirror, do Channel Four britânico, é sem duvida o que há de mais inovador na TV mundial dos últimos tempos. Os episódios (apenas três por temporada) são independentes e não precisam ser assistidos em ordem - no estilo antologia de The Twilight Zone. A única coisa que eles possuem em comum é seu criador, Charlie Brooker (colunista de tecnologia e cultura digital do jornal The Guardian), e a temática da realidade distópica que, teoricamente, estaria à nossa espera logo ali na esquina. O tal "espelho negro" do título, o nosso próprio reflexo nas múltiplas telas que invadiram nossas vidas nos últimos anos. 

Pois alguma alma generosa disponibilizou a série inteira com legendas em português no site Dailymotion (com excepção do S01E02 cujo link é do YouTube e você precisa clicar em "CC" para ativar a legenda). É provável que não permaneça muito tempo, por questões óbvias de copyright. Portanto ASSISTA JÁ. Uma coisa eu garanto: você nunca assistiu nada igual.



TEMPORADA 1:

EPISÓDIO 1 - O HINO NACIONAL 













EPISÓDIO 2 - 15 MILHÕES DE MÉRITOS  














EPISÓDIO 3 - A HISTÓRIA INTEIRA DE VOCÊ  













TEMPORADA 2:

EPISÓDIO 1 - VOLTO LOGO 













EPISÓDIO 2 - URSO BRANCO 



EPISÓDIO 3 - O MOMENTO WALDO 
















24 abril, 2015

Mordomos e sabres de luz


O sensacional projeto The Evil Butler se utiliza de dois universos narrativos já existentes (e que até então poderiam parecer inconciliáveis) para ajudar uma boa causa. 

A ação faz um cross over entre “Downton Abbey” e “Star Wars” para incentivar doações de suporte ao ator Rob James-Collier (o maquiavélico Thomas Barrow da série), que irá correr na Maratona de Londres no final de abril. O objetivo é arrecadar 10 mil libras esterlinas para a causa da esclerose múltipla. 

Se você curte “Downton Abbey” e “Star Wars não pode deixar de assistir ao hilário vídeo “Downton Wars Part 1: The Phantom Valet”, dirigido pelo próprio Rob, com a participação de outros atores da série. Se o valor de 10 mil libras for atingido, o segundo vídeo será disponibilizado: “Downton Wars Part 2: The Evil Butler Strikes Back”.


12 janeiro, 2015

George Clooney é "Lord Hollywood" em Downton Abbey




Assista abaixo ao vídeo (legendado) Text Santa, a hilária sátira de Downton Abbey feita pelos próprios produtores da série britânica para uma campanha de caridade organizada pelo canal ITV. Além do elenco original, Text Santa conta também com três participações especiais: o autor da série, Julian Fellowes, o ator Jeremy Piven (como Sr. Selfridge, personagem de outra série do canal) e George Clooney como Lord Hollywood, que arranca suspiros de todos, inclusive da Dowager Countess of Grantham (Maggie Smith) e do maquiavélico lacaio Thomas (Robert James-Collier).

São apenas 9 minutos, mas vale muito a pena, independente de você ser ou não fã de Downton Abbey. Legendas em português disponíveis (caso não entrem automaticamente clique em CC no topo do vídeo).



22 novembro, 2013

Aos fãs de Doctor Who


Antes de tudo, uma confissão: não sou uma fã número um de Doctor Who. Não me entendam mal, é só porque ficção científica não é meu cup of tea. Mas sou, isso sim, fã dos fãs. E que melhor exemplo de fã do que os apaixonados e inventivos Whovians? Com certeza também os mais estilosos, com seus ternos, cachecóis e tênis All Star, e os mais antigos. Vocês resistem ao tempo assim como o próprio doutor - que, para quem não sabe, já viaja pelo universo muito antes do Spock, e numa nave que, se não mais potente que a Enterprise, no mínimo mais elegante. Este post é dedicado a vocês Whovians, e aos 50 anos da sua dedicação.

Palmas também para a “Tia BBC” (como é chamada na Inglaterra) por reinventar em 2005 um clássico que poucos acreditavam que daria certo numa versão 2.0. E deu.

Aqui estão os 10 melhores exemplos de fan art - ou Whovian art - que encontrei ao longo dos anos. Para começar, duas peças com meu doutor favorito, David Tennant: a primeira, lá no topo, é de KGreene, e a versão Simpsons abaixo é de Springfield Punx.


O Stewie Griffin virou Doctor Stew neste genial cross over feito pelo fã olg.


Outro cross over, desta vez com a turma do Peanuts, As criações de Adam Koford (primeiro) e Larry Wentzel (segundo) não deixam nada a desejar aos originais de Charles Schulz.


Time and Relative Dimensions in Space 2001, de Mark Wallinger, é uma versão da TARDIS coberta de espelhos, exposto na prestigiada Hayward Gallery de Londres.


Já o fã Timemachineyeah fez sua TARDIS numa versão mais low budget, usando uma geladeira velha.


Os bonequinhos Lego foram criados pelo fã Spielbrick.


Eggsterminate é um Dalek feito de ovo, criação da fã PugnoM, que inclusive ensina como confeccionar o seu, passo a passo.


Este belo cartaz estilo vintage foi criado pelo genial Benjashizzle.

E para terminar, uma dica para quem gosta de fan fiction: o site inglês A Tea Spoon and an Open Mind traz uma coleção de mais de 36 mil (!) textos. É leitura suficiente para uma vida inteira. De um Time Lord, é claro.

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28 outubro, 2013

O macabro na TV: quatro dicas para o Dia das Bruxas



(Artigo publicado originalmente no Segundo Caderno do jornal Zero Hora)


No mês do Halloween não faltam opções de entretenimento para quem é fã de sustos. Mas para os que preferem o terror psicológico aos costumeiros banhos de sangue, aqui estão quatro boas alternativas.

Entre as novidades disponíveis no Brasil está a nova temporada de American Horror Story, que há três anos vem redesenhando o gênero terror na TV, agradando a público e crítica com seu visual cinematográfico e elenco recheado de veteranos. Ambientada em uma casa amaldiçoada no primeiro ano e em um hospital psiquiátrico no segundo, a ação agora se passa em New Orleans, e é centrada na poderosa Fiona (Jessica Lange), da facção de bruxas de Salem, e sua filha Cordelia (Sarah Paulson), diretora de uma espécie de Hogwarts ianque. O cenário, como sempre, é um personagem à parte, e a série desta vez incorporou duas personalidades da cultura local: Marie Laveau (Angela Bassett), rainha das bruxas praticantes de vodu, e Madame LaLaurie (Kathy Bates), socialite conhecida por torturar impiedosamente seus escravos.



Ainda sem data para estrear aqui, Dracula é uma coprodução entre NBC e Sky1 que conta com Jonathan Rhys Meyers (The Tudors) no papel principal. A julgar pelo primeiro episódio, os produtores não pretendem economizar nos efeitos especiais e nas cenas picantes - dois elementos imprescindíveis para atrair um público já acostumado aos “padrões HBO”.


Uma outra alternativa pode ser a clássica - e saudosa - Além da Imaginação, série de Rod Serling sobre o sobrenatural que impactou toda uma geração de diretores e roteiristas ao redor do mundo, de Stephen King a Spielberg e JJ Abrams.



Prefere algo mais contemporâneo? Então a pedida é a cerebral Black Mirror, criada por Charlie Brooker, colunista do jornal britânico The Guardian. Nos moldes de Além da Imaginação, esta extraordinária antologia explora a cultura digital e as ansiedades e paranoias geradas pela tecnologia - o “espelho negro” do título. Com Jessica Findlay (Downton Abbey) e Hayley Atwell (Os Pilares da Terra), a série britânica pode ser facilmente encontrada com legendas em português em sites como YouTube e DailyMotion.



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15 setembro, 2013

Desmondo Ray em busca de amor nos pubs de Londres



No inicio de setembro, o adorável vídeo de um senhorzinho tímido, com voz de criança, procurando uma companheira circulou nas redes sociais. Criado pelo designer australiano Steve Baker, “The Video Dating Tape of Desmondo Ray“ conta a história deste triste/fofo/esquisito personagem, que se autodescreve como “lonely but with love to give”.

Mas a novidade (ao menos para mim) são os cartazes de divulgação que acabo de descobrir em bares e cafés de Londres. Com o rosto rechonchudo do protagonista, o cartaz (que também aparece no filme) acrescenta um elemento transmidiático à narrativa, permitindo que você destaque um dos papelotes na parte inferior e leve com você. 

Além das palavras LOVE ME, a parte destacável traz também o Twitter do personagem (@DesmondoRay) e o link para o vídeo, que você pode assistir abaixo.




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14 agosto, 2013

A dor e a delícia da TV escandinava



O solo mais fértil para a teledramaturgia de qualidade – em especial thrillers psicológicos - não é mais o americano nem o britânico. É a península escandinava. Os ingleses já sabem disso, e retransmitem sua grande maioria, sempre com sucesso de público e crítica. Os remakes também têm rendido bons frutos, como é o caso de The Killing e Wallander (com elenco do calibre de Kenneth Branagh), além de outros que já se encontram em fase de produção.

O fenômeno do “nordic-noir” não é tão novo. Nos anos 90 a bizarra minissérie The Kingdom, escrita e dirigida por ninguém menos do que Lars von Trier, impressionou audiências ao redor do mundo ao mesclar a estética crua do Dogma 95 com fenômenos sobrenaturais e suspense.

Sofia Helin na versão escandinava de The Bridge
Mas meu argumento baseia-se especialmente em dramas recentes. O primeiro é The Bridge, uma série policial sueco-dinamarquesa que gira em torno de vários assassinatos e de uma detetive com síndrome de asperger. O canal FX Brasil recentemente transmitiu o remake americano, com Diane Kruger no papel da brilhante policial, mas a atuação da sueca Sofia Helin é absolutamente impecável e, na minha opinião, muito melhor. A versão original pode ser assistida gratuitamente no Now ou no site Muu. 

O segundo caso é a série sueca Real Humans, que no Brasil já passou no canal pago Max. Classificá-la puramente como ficção cientifica seria simplista demais. Este belo – e amargo – drama é um tratado sobre a raça humana, sobre dignidade e solidão, que em momentos lembra a ternura de O Homem Bicentenário e em outros a crueldade de A. I. Inteligência Artificial. A história se passa num futuro próximo, onde os hubots (ou human-robots, como são chamados) estão à venda tanto para serviços domésticos como para prostituição. Mas quando os humanos começam a perder seus empregos e até suas esposas, a coisa muda de figura. Psiquiatras passam a tratar casos de atração por androides, advogados questionam a legislação, e grupos terroristas se formam para defender a raça humana. Numa alusão à escravidão, as máquinas também se rebelam e passam a lutar pela liberdade e aceitação social.

Se tiver oportunidade, não deixe de assistir a estas duas joias nórdicas que conseguem passear tão sutilmente entre o sombrio e o encantador.



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