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17 novembro, 2013

OS DONOS DO SHOW


Trailer do documentário Showrunners, de Des Doyle e John Wallace, que mostra a rotina insana dos profissionais da TV responsáveis por criar, roteirizar e supervisionar todos os elementos de produção de séries como Lost, Boardwalk Empire, The Big Bang Theory, The Shield, Once Upon a Time, Bones, Revenge, House, The Good Wife, entre outras.

Eles movem um dos principais produtos de exportação do mercado de entretenimento americano. E precisam aprender a lidar com as imensas expectativas de milhões de fãs ao redor do mundo que dedicam horas e horas de suas vidas mergulhados em suas histórias.




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08 maio, 2013

E se Saul Bass criasse as aberturas de Lost e Mad Men?

Em homenagem a Saul Bass - que faria 93 anos hoje - aqui vai um post originalmente publicado em 2011.



O célebre designer gráfico, além de criar a identidade visual de marcas internacionais como AT&T, Minolta e Warner, ficou conhecido pelas suas aberturas de filmes. Seus trabalhos para grandes cineastas como Hitchcock, Preminger, Kubrick e Scorsese são considerados absolutos clássicos. Um dos seus trabalhos mais conhecidos são os créditos iniciais do filme The Man with the Golden ArmDe fato as latas do filme de Preminger ao serem entregues nos cinemas em 1955, traziam em anexo um bilhete para os projecionistas: “FAVOR ABRIR AS CORTINAS ANTES DA ABERTURA DO FILME”. É que até então era muito comum que as cortinas só fossem abertas após os créditos iniciais, que eram considerados muitas vezes entediantes para a audiência. Mas Preminger considerava os gráficos desenvolvidos por Bass parte integrante da obra. Sua influência pode ser vista até hoje no cinema, na TV e na publicidade. 

Entre as homenagens não-oficiais estão as aberturas de The Hour (da BBC) e Mad Men, e as criadas por fãs de Lost e Mad Men (assista aos vídeos abaixo).

Lost Saul Bass style:



Mad Men Saul Bass style:



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14 abril, 2012

Fan art que veio do frio


O designer austríaco Albert Exergian tem duas paixões: minimalismo e séries de TV. Aqui está o delicioso resultado da união das duas.

Mais minimalista impossível.











(Ou Twin Peaks, dependendo da sua imaginação)


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07 fevereiro, 2012

Dickens, o precursor da teledramaturgia



Leitura obrigatória nas escolas dos países de língua inglesa, Charles Dickens seria algo equivalente aos nossos queridos Machado de Assis e Jorge Amado, tanto em importância como em popularidade. Suas obras são, junto com as de Jane Austen, campeãs de adaptações da BBC (mais aqui). Exímio storyteller, Dickens criou personagens atemporais, multifacetados e cativantes. E como suas obras foram escritas em formato serializado, elas se adaptam facilmente à linguagem televisiva. Foi ele inclusive quem popularizou o cliffhanger (gancho), um recurso narrativo muito usado na TV para deixar o público na expectativa do próximo episódio.

Hoje Dickens estaria completando 200 anos. Por isso, Jace Lacob, do 
Daily Beast, resolveu perguntar aos roteiristas das séries Lost, NCIS, Big Love e Veep  qual a influência que o autor vitoriano teve em suas carreiras. Abaixo um resumo das respostas (versão completa em inglês aqui).

Gary Glasberg (de NCIS)
"Não consigo deixar de imaginar o que Dickens acharia da TV. Horas e mais horas de histórias de mistério, suspense e comédia produzidas no decorrer de um ano... Pensando bem, ele daria um excelente roteirista para a TV... Ei Charles, se você está disponível, tenho duas vagas para freelancer. E não se preocupe com os intervalos comerciais. Nós inserimos eles depois."

Damon Lindelof (de Lost)
"Acho que poderia dizer tranquilamente que Lost não existiria sem Charles Dickens. Ele é uma grande inspiração para tudo que amo em storytelling. A forma como ele publicava suas obras, em capítulos mensais, popularizou o storytelling serializado. E isso mais de um século antes da invenção da TV. Além disso, ele mudou o final de Great Expectations quando seus leitores reclamaram... Bom exemplo de como escutar sua comunidade de fãs."

Carlton Cuse (de Lost)
"Dickens foi o mestre irrefutável dos cliffhangers. Ele contava histórias serializadas, complexas e cuidadosamente construídas em torno dos personagens, que eram publicadas em jornais e atraíam um enorme público. Então nós pensamos, por que não podemos usar o mesmo modelo para Lost? Ele faz você querer saber não apenas o que vai acontecer depois, mas o que vai acontecer com aquele personagem especificamente. Isso se tornou mandatório entre os escritores de Lost: a mitologia é importante, mas mais importante ainda é contar uma história convincente e envolvente a respeito de nossos personagens."

Armando Iannucci (de Veep e The Thick of It)
"Em Little Dorrit, por exemplo, que mostra o quanto o governo e a burocracia não funcionam, admiro sua habilidade de ir do cômico para o dramático ou mordaz num pulo, e seu talento para manter a trama se desenrolando em três níveis diferentes."

Will Scheffer e Mark V. Olsen (de Big Love)
"Nosso personagem favorito é Oliver Twist, porque nos faz mergulhar no universo da pobreza (um ótimo recurso para apresentar este mundo aos leitores educados e de alto poder aquisitivo da época). É também um retrato do próprio artista, que sabe que, como Oliver, está destinado a algo maior."


22 janeiro, 2012

Retrailers: parodiando a fórmula


Lost: comédia romântica inocente?

Para quem não sabe, um retrailer (ou recut trailer) é uma paródia do trailer de um filme ou série de TV, alguns feitos por profissionais, outros feitos por amadores munidos de equipamento básico de edição. A brincadeira gira em torno de mudar o gênero original, usando cenas do filme/série mas mudando o tom da narração, a trilha sonora e o ritmo da edição. Incrível como alguns pequenos ajustes podem transformar um family movie da Disney em um sinistro filme de horror. E séries dramáticas tensas como Breaking BadLost podem virar romances açucarados ou sitcoms.

A onda começou em 2005, quando um concurso realizado pela Creative Editors Independent Association gerou o hilário retrailer de uma obra prima do terror, The Shinning (O Iluminado). Criado por Robert Ryang, o vídeo acabou vencendo o concurso e viralizando. 


O colunista Marc Karo do Chicago Tribune lembra que estas remontagens “revelam o quanto os trailers se transformaram numa ferramenta de marketing totalmente formulaica”. E sugere: “Ao invés de colocar advogados atrás desse pessoal, os estúdios devem criar trailers que não sejam um prato cheio para a paródia”. De acordo com o Wikipedia, como são "transformações" de conteúdos originais, estes vídeos não estariam – teoricamente - infringindo as leis de direitos autorais.

Abaixo alguns dos retrailers mais populares na rede:



BREAKING BAD - Sitcom style:


LOST - Wonder Years style:




LOST - Baywatch style:




SEINFELD - Thriller style:




FERRIS BUELLER'S DAY OFF - Indie drama style:




THE SHINNING - Comedy style: 




TAXI DRIVER - Romantic comedy style:



MARY POPPINS - Horror style:

19 janeiro, 2012

Sobre o laugh track: do adoçante ao bizarro

Será que existe alguém sentado na frente da TV, assistindo a um episódio de Modern Family, The Middle, 30 Rock, The Office, Parks and Recreation, ou Curb Your Enthusiasm, e pensando: “Puxa, bem que esta série poderia ter uma laugh track...” Duvido. Porque este recurso não faz mais sentido para a audiência contemporânea. Muito pelo contrário, ele tende a afastar alguns nichos do público. Foi o que testemunhei recentemente ao observar um grupo de jovens assistindo The Big Bang Theory. Entre este grupo, o comentário era exatamente o oposto: “Esta série ficaria bem melhor SEM laugh track...”

Claro, séries clássicas, que tanto amamos, como Seinfeld e Friends, tiveram sua dose de sweetening (como é chamado pelos produtores, justamente por injetar uma pitada de “açúcar” nas cenas que nem sempre têm o efeito esperado com a live audience). Mas isso era nos anos 90 (lembrando, é claro, começou lá nos anos 50). Hoje o público está mais maduro, sofisticado, e seria melhor para todos se as emissoras se convencessem de uma vez por todas que estamos prontos para pedalar sozinhos sem as rodinhas traseiras. O público ficaria grato, assim como os atores e roteiristas de qualidade. Afinal, sem a pitada de açúcar, as piadas precisariam ser REALMENTE engraçadas.

Quer saber onde o laugh track funciona de verdade? Em dramas. Esqueça o adoçante. O “efeito bizarro” é bem mais poderoso, como já provaram Oliver Stone em Natural Born Killers (1994), e David Lynch em Rabbits (2002). Nestes filmes, os diretores usaram a risada de fundo para fazer um comentário sobre o absurdo da cena.

Quer fazer uma experiência? Então assista aos vídeos abaixo, e veja como uma laugh track pode mudar o sentido e provocar um estranho desconforto quando aplicada sobre dramas como Lost, Dexter e Breaking Bad.  





11 dezembro, 2011

Artigos acadêmicos: Estudos de Televisão


Aqui está uma seleção de artigos acadêmicos na área de Estudos de Televisão publicados no Brasil nos últimos anos. Ao clicar no título você será direcionado ao material completo em PDF.

de Sheron Neves (GEMInIS - UFSCar) A edição completa da revista pode ser acessada aqui.

- FICÇÃO TELEVISIVA: MELODRAMA E IRONIA EM PERSPECTIVA GLOBAL
de Ien Ang (MATRIZes - USP)

- NARRATIVA SERIADA TELEVISIVA: O SERIADO MANDRAKE PARA A HBO
de Lílian Fontes Moreira (Ciberlegenda - UFF)

- REALIDADE AMBÍGUA: IMERSÃO EM THE LOST EXPERIENCE
de Dario Mesquita (GEMInIS - UFSCar)

- TELEVISÃO - FORMAS AUDIOVISUAIS DE FICÇÃO E DE DOCUMENTÁRIO
Editado por Gabriela Borges, Renato Luiz Pucci Jr. e Flávia Seligman (SOCINE)

25 outubro, 2011

Dica de Leitura: Coleção "Reading Contemporary Television"



(POST UPDATE) A popularidade das séries de televisão sem dúvida não é um fenômeno novo, mas os contextos de produção e recepção se transformaram ao longo da história. A tecnologia digital e estratégias globais das grandes corporações de mídia não apenas aumentaram o mercado para produtos televisivos mas também intensificaram o debate acadêmico sobre as conseqüências da circulação e recepção destes produtos num nível global, nacional, regional e local.

A coleção Reading Contemporary Television da I.B. Taurus / MacMillan oferece uma leitura crítica dos produtos televisivos contemporâneos, com obras que agregam artigos de acadêmicos ingleses e americanos cujas linhas de pesquisa giram em torno da dramaturgia serializada. A coleção é coordenada por Kim Akass, da London Metropolitan University, e Janet McCabe, da Manchester Metropolitan University. Entre os títulos estão:

- Reading Sex and the City, de Janet McCabe e Kim Akass (ed.)
- Reading The Sopranos, de David Lavery (ed.)
- Reading Lost: Perspectives on a Hit TV Show, de Roberta Pearson (ed.)
- Reading CSI, de Mike Allen (ed.)
Reading Six Feet Under, de Janet McCabe e Kim Akass (ed.)

Embora ainda não exista previsão de publicação em português, a maioria das grandes livrarias brasileiras importam os livros sob encomenda.


Outros títulos interessantes na área de cultura visual e estudos de mídia são:
- Re-viewing Television History: Critical Issues, de Helen Wheatley (ed.)
- Third Wave Feminism and Television, de Merri Lisa Johnson (ed.)
- Reading 24: TV Against the Clock, de Steven Peacock (ed.)
- The Queer Politics of Television, de Samuel Chambers

18 agosto, 2011

O genial J.J. Abrams e sua "caixa de mistérios"

Neste vídeo (com legendas em português), J.J. Abrams fala do seu fascínio pelo mistério e pelo storytelling, paixões que ficam evidentes nos seus trabalhos, em especial na série LostEntenda como funciona uma das mentes mais criativas da atual indústria do entretenimento. Apesar de não ser um vídeo recente, é interessante revê-lo já que Super 8 - seu novo filme produzido pelo ídolo de infância Steven Spielberg - acaba de entrar em cartaz nos cinemas.



16 agosto, 2011

Saul Bass: o gênio minimalista


E se a abertura de "Lost" fosse criada por Saul Bass?


Saul Bass foi um talentoso designer gráfico americano que, além de criar a identidade visual de marcas internacionais como AT&T, Minolta e Warner, ficou mundialmente famoso pelas suas aberturas de filmes. Seus trabalhos para grandes cineastas como Hitchcock, Preminger, Kubrick e Scorsese são considerados absolutos clássicos.


Um dos seus trabalhos mais conhecidos são os créditos iniciais do filme 
The Man with the Golden ArmDe fato as latas do filme de Preminger ao serem entregues nos cinemas em 1955, traziam em anexo um bilhete para os projecionistas: “FAVOR ABRIR AS CORTINAS ANTES DA ABERTURA DO FILME”. É que até então era muito comum que as cortinas só fossem abertas após os créditos iniciais, que eram considerados muitas vezes entediantes para a audiência. Mas Preminger considerava os gráficos desenvolvidos por Bass parte integrante da obra.

Sua influência pode ser vista até hoje em vários trabalhos de ilustradores, tanto no cinema como na televisão, tanto em homenagens “oficiais” (original da produção) como “não-oficiais”. No caso de séries de TV, entre as vinhetas de aberturas “oficiais” destacam-se as de Mad Men (AMC) e de The Hour (BBC).

No sentido horário: detalhe da abertura de "Mad Men"; cartaz e detalhe da bela abertura de "The Hour.

Entre as “não-oficiais” criadas por fãs estão a abertura de Lost recriada por Hexagonall e a abertura de Mad Men recriada por Paul Rogers.

Lost Saul Bass style


Mad Men Saul Bass style



28 abril, 2011

Na sala de aula com Don Draper e Homer Simpson




Você acredita que é possível aprender algo com Os Simpsons? Para a University of California, a resposta é sim. Para o professor Sam McManis, Bart e Homer têm tanto a ensinar sobre escolhas morais em um mundo caótico quanto Nietzsche.

E a turma de Mad Men, os publicitários politicamente incorretos dos anos 60? O que eles teriam a ensinar aos estudantes da Chicago Northwestern University? O professor Michael Allen acredita que a série é perfeita para mostrar a dinâmica dos papéis sociais da época e papel da publicidade da sociedade de consumo contemporânea.

Trata-se é uma nova tendência nas universidades americanas. Séries como Lost, Sex and the City, The Sopranos e The Wire, também já entraram para o currículo de cursos como História, Filosofia, Mídia, Teologia e Literatura.

Para saber mais sobre o universo pop da TV na sala de aula, clique aqui para ler meu artigo no blog O Café.

08 dezembro, 2010

O impacto dos wikis nas comunidades de fãs

Depois do polêmico WikiLeaks, vale a pena conferir este ótimo artigo sobre o impacto da tecnologia wiki no comportamento dos fãs. O texto Wikis and Participatory Fandom”, de Jason Mittell, professor de Media Studies no Middlebury College, está disponível online, numa versão draft aberta a sugestões. A versão finalizada fará, posteriormente, parte da coletânea Routledge Handbook of Participatory Cultures, a ser lançado em maio de 2011.

Mittell, que já publicou artigos sobre o wiki da série Lost, o LOSTpedia, e sobre a influência do TiVo no comportamento de jovens telespectadores americanos, discorre agora sobre o impacto dos wikis na cultura participativa deste século, mais especificamente entre as comunidades de fãs de cultura pop, desde seriados de TV a música e games.

Apesar das funções de catalogação e compartilhamento próprias da tecnologia wiki serem também perfeitas para assuntos de interesse geral como árvores genealógicas (Familypedia) e documentos secretos (WikiLeaks), o foco de Mittel são os wikis organizados por grupos de fãs, com temas que vão desde os Beatles (BeatlesWiki) até a série Mad Men (Mad Men Wiki), a saga Star Wars (Wookieepedia) e até mesmo zumbis (Zumbiepedia), só para citar os endereços mais hyped do momento. Para o autor, certos princípios básicos do modelo editorial do Wikipedia – no qual a maioria dos wikis se espelha – como transparência, fluidez, inteligência coletiva e anonimato, são as principais causas da propagação dos wikis de fãs, e da apropriação desta prática pela online fandom culture, ou “cultura de fãs online” (ou ainda, traduzindo literalmente a palavra fandom, “cultura de fanatismo online”).

Diga-se de passagem, estes fãs são também ávidos consumidores de produtos relacionados ao seu objeto de idolatria, pagando muitas vezes preços exorbitantes em sites especializados por todo o tipo de merchandising (logo depois das categorias Moda e Tecnologia, a categoria Memorabilia & Collectables é uma das que mais lucra nos sites de leilões online).

17 novembro, 2010

Dica de Livro: "Finale - Ends of Television Series"

Image by Atypyk
O episódio final de Lost em Maio de 2010 foi incontestavelmente um dos eventos mais badalados na história da televisão. Mas apesar de ter se intensificado na era digital, isto não é um fenômeno tão recente. O finales de séries de TV já causavam enorme comoção desde os anos 1970. Eles tornaram-se "espetáculos culturais" conforme descrito por Joanne Morreale em seu ensaio sobre o final de Seinfeld. No Brasil eles podem ser comparados ao último capitulo de uma novela, com a diferença de que uma série pode ficar no ar por cinco, seis ou mais anos, e consequentemente o engajamento do público é bem maior.

O livro Finale -- Ends of Television Series, que reúne ensaios escritos por acadêmicos ingleses e americanos, pretende examinar como funciona a relação do público com o término do seu show favorito. Serão abordados seriados que fizeram história nas três ultimas décadas, desde M*A*S*H e Twin Peaks até Arquivo X, Life On Mars, Família Soprano, Sex and the City e muitos outros.

De acordo com o editor do livro, David Lavery, da Tennessee State University, os finales de séries nos fascinam porque “mexem com nossas identidades imaginadas, nossas obsessões, nossas formas particulares de leitura, enfim, nosso fascínio com a televisão”. É o adeus final, a simbólica despedida que antecede um período de luto que é diretamente proporcional ao envolvimento do fã com a série.

O livro será lançado em 2011 nos EUA.
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