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30 outubro, 2013

Os melhores vines de Halloween

Quem está acostumado a ler meu blog sabe que sou entusiasta do aplicativo/rede social Vine (leia mais aqui e aqui), tanto pelo seu potencial de storytelling como pela sua capacidade de criar uma espécie de diálogo visual entre consumidores e marcas. 

No mês do Halloween, é claro, não faltam vines temáticos e/ou com referência a filmes de terror. Por isso selecionei alguns dos melhores postados por marcas e também por usuários extremamente talentosos. Alguns são bastante engraçados, mas atenção: alguns podem ser assustadores, então não esqueça de tirar as crianças da sala. 

 

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10 outubro, 2013

COMO CRIAR HISTÓRIAS: 8 DICAS DE STORYTELLING DE GEORGE R.R. MARTIN E NEIL GAIMAN


The Story Lizard, by Jeremy Zerfoss

Saiu na FastCo. O recém lançado livro Wonderbook: The Guide to Creating Imaginative Fiction, traz Story Lizards e Prologue Fishes (fotos) que nos guiam pelos rebuscados caminhos do storytelling. Mas além destes infographic buddies, o livro traz também dicas do vencedor do Pulitzer Junot Diaz e dos mestres Neil Gaiman e George R.R. Martin.

Abaixo uma amostra do livro. Não tive tempo de traduzir, mas fica a dica.

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Read on for a sampling of Wonderbook: The Guide to Creating Imaginative Fiction tips about how to craft mind-blowing stories:

TELL DON’T SHOW
Hugo Award-winner Kim Stanley Robinson, author of the Mars trilogy, believes "exposition" deserves more respect. He says, "The advice 'show don’t tell' is a zombie idea, killed 40 years ago by the publication in English of Gabriel Garcia Marquez’s One Hundred Years of Solitude, yet still sadly wandering the literary landscape ... what is boring in fiction tends to be the hackneyed plots with all their tired old stage business, while the interesting stuff usually lies in what is called the exposition, meaning the writing about whatever is not us."

NAME WISELY
Fantasy novelist Neil Gaiman stresses the importance of a good name in describing the genesis of his American Gods protagonist. "There’s a magic to names, after all," he says. "I knew his name [needed to be] descriptive. I tried calling him Lazy, but he didn’t seem to like that, and I called him Jack, and he didn’t like that any better. I took to trying every name I ran into on him for size, and he looked back at me from somewhere in my head unimpressed every time. It was like trying to name Rumpelstiltskin. He finally got his name from an Elvis Costello song ... on Bespoke Songs, Lost Dogs, Detours and Rendezvous. It’s performed by Was (Not Was) and is the story of two men named Shadow and Jimmy. I ... tried it on for size ... 
'... Shadow stretched uncomfortably on his prison cot, and glanced across at the Wild Birds of North America wall calendar, with the days he’d been inside crossed off, and he counted the days until he got out.' And once I had a name, I was ready to begin."

BUILD A BETTER BACKSTORY
Stant Litore, author of the Zombie Bible series, asks himself three questions when creating characters. "I take a very pragmatic approach to backstory," he says. "I want to know what moment defined the character’s relationship to their parents, what moment defined their greatest desire, and what moment defined their greatest fear. Those three moments are most of what I need, because those three tell me where the character comes from, what they want, and what holds them back."

TAKE YOUR LUMPS
How to Live Safely in a Science Fictional Universe author Charles Yu, winner of the National Book Foundation 5 Under 35 award, advises "Leave things lumpy." He elaborates, "People want to know how the protagonist’s father’s dress socks looked against his pale white shins. People want to know the titles of the strange and eclectic books lining the walls of his study. People want to know the sounds he made while snoring, how he looked while concentrating, the way his glasses pinched the bridge of his nose, leaving what appeared to be uncomfortable-looking ovals of purple and red discolored skin when he took those glasses off at the end of a long day. Even if those lumps make the mixture less smooth, less pretty, even if you don’t quite know what to do with them, even if they don’t figure into your chemistry--they don’t have a place in the reaction equations--leave them there. Leave the impurities in there.

LET IT BLOOM
George R.R. Martin, author of the Song of Ice and Fire series divides storytellers into pre-planning Architects and Gardeners. "The Gardener just sort of digs a hole and plants a seed, and then he waters it with his blood and sweat before waiting to see what will come up. It’s not totally random, because obviously the Gardener knows what he’s planted; he knows whether it’s an oak tree or a pumpkin. If he’s not taken totally by surprise by further inspiration he has a general idea of what he’s doing ... I lean very much to the side of the Gardener."

The Prologue Fish, by Jeremy Zerfoss

FINISH THE THING
Early in his career Martin produced reams of unfinished story fragments. He learned to appreciate Robert Heinlein's Four Rules for Writing. Martin says "The first one was 'you must write, but the second one was 'you must finish what you write. A lot of young writers somehow get stuck, or it goes awry and they don’t finish those stories. Heinlein was right: You have to overcome that."

DEFORM THE FAMILIAR
Pulitzer Prize winner Junot Diaz says his first-person narratives demand that he push past personal autobiography. “I’ve never been able to write directly about things that happen to me," he says. "I need to deform them in ways to make them strange to me ... if I’m playing the court stenographer, then there isn’t going to be room for play, and if there is no room for play the work sits on the page lifeless. It’s during the play that I come up with all the weird connections, when my subtle structures come to life, when what’s best about the book starts to unfold.”

TALK TO STRANGERS
Arthur C. Clarke Award winner Lauren Beukes, a white South African, created a black Ugandan ex-junkie as the hero of her critically lauded sci-fi noir novel Zoo City. Beukes says "I don’t have a lot of patience for [authors who are] too lazy to do any research ... culture and race and sexuality and even language are all lenses that shape our experiences of the world and who we are in it. The only way to climb into that experience is to research it, through books or blogs or documentaries or journalism or, most important and obvious, through talking to people."

By Hugh Hart.


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22 setembro, 2013

De olhos bem fechados: storytelling imersivo em áudio 3D

Artigo originalmente publicado em 03/01/2013 no blog da Escola de Criação ESPM.


Apesar do argumento frequentemente utilizado de que os humanos são antes de tudo seres visuais, o sentido da audição não deve ser subestimado, especialmente na criação de narrativas. Usando apenas a audição é possível estimar distâncias, saber de qual direção vem um determinado barulho e perceber quando alguém está se aproximando.

Quem frequenta salas de cinema com sistema de som dolby ou possui um home theater sabe o quanto a experiência sonora de um filme pode ser decisiva na sua apreciação. Entretanto existe uma técnica que, apesar de não ser nova, pode deixar esta experiência ainda mais surpreendente e realista. Com a técnica de gravação conhecida como binaural (binaural recording) que possibilita que fones de ouvidos comuns reproduzam efeitos 3D semelhantes aos sistemas de som 5.1, é possível criar uma experiência auditiva incrivelmente imersiva, emulando a forma como o som deveria ser ouvido na vida real (mais detalhes aqui). Atualmente usada em alguns games, atécnica ainda não é comum na indústria cinematográfica, onde o hype nos últimos anos concentrou-se mais na imagem em 3D. Para que o público experiencie o áudio binaural é preciso que a sala de exibição possua cadeiras adaptadas para fones de ouvido, o que dificulta a sua popularização.

Por outro lado, por que não usar a técnica para vídeos online, webséries e filmes para exibição a bordo de aeronaves? Apesar de não ser especialista em áudio, como publicitária não consigo deixar de enxergar aí uma tremenda oportunidade de marketing. Produtos que nos remetem a sons que ativam outros sentidos – como o de uma cerveja gelada sendo aberta,pipoca estourando ou biscoitos fresquinhos e crocantes – poderiam se aproveitar desta tecnologia para desenvolver vídeos online que proporcionassem um storytelling imersivo e sensorial. Ou até mesmo para trazer à memória experiências negativas que o consumidor deseja evitar: o zumbido de um mosquito no seu ouvido que leva você a comprar a marca x de inseticida, ou quem sabe o barulho da broca do dentista que faz você comprar aquela pasta de dente com extra flúor?

Abaixo alguns exemplos do que vem sendo feito. Você vai precisar de conhecimento básico da língua inglesa e fones de ouvido comuns - além de, em alguns casos, nervos de aço:

   - Entre os mais populares (e simples) estão Virtual Barber Shop e os sons de mosca e outros insetos da Pimp Your Brain. 

   - Menos conhecido, The Screwdriver Effect, da banda MindFlow, simulaum psicopata com uma furadeira “conversando” com a vítima (vetado para os deestômago fraco).

   - Já The Interrogation Chamber, criado por estudantes de Media Technology na Suécia, tem produção mais sofisticada, colocando você na pele de alguém sendo interrogado por vilões que mais parecem saídos de um filme do Austin Powers (incluindo “Bruno, o torturador russo”). A frase “Bruno does not run away from police, police runs away from Bruno” prova que a narrativa foi criada mais para divertir do que para assustar. Divertido é também assistir aos reaction videos.

   - Em 2011 a HBO usou a técnica como parte de sua campanha de lançamento para Game of Thrones, possibilitando que fãs “caminhassem” por entre as mesas de uma taverna em Westeros e escutassem as conversas entre os personagens.

   - Para promover o filme “A Última Casa Da Rua” a Relativity Media lançou um aplicativo gratuito para iPad chamado Escape The House: A 3D Sound Experience, onde os fãs podem “viver” a experiência da protagonista fugindo do assassino na escuridão (enquanto ouve seus próprios batimentos cardíacos).

   - O game BlindSide simula a experiência de ficar cego justamente quando há um monstro atacando sua cidade. (que azar, não?) Sem visão, você precisa se orientar através dos sons a sua volta. Bem mais complicado do que parece.






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29 agosto, 2013

Intel e Toshiba convidam público a derrotar bigodes alienígenas (não, você não leu errado)



Hoje é quinta-feira, dia de episódio novo de #ThePowerInside, terceiro projeto de branded content originado da parceria entre Intel e Toshiba (leia aqui sobre o primeiro projeto, e aqui sobre o segundo). Desta vez trata-se de um thriller cômico no estilo Buffy. No lugar dos vampiros, bigodes alienígenas. E para acabar com eles, um barbeiro badass, interpretado por Harvey Keitel (The Moustache Slayer?). No elenco estão também Reid Ewing (Modern Family), Analeigh Tipton (Meu Namorado é um Zumbi) e VOCÊ. Sim, você. Descubra como participar aqui.

O protagonista Neil é um nerd que descobre sua força interior e derrota os invasores. Obviamente, o Ultrabook da Toshiba com processador Intel são fundamentais nessa jornada. Marcas como Spotify, Skype, Fossil e Skullcandy também participam da história, uma espécie de branded content dentro do branded content, como vimos acontecer na ação de lançamento de Prometheus (que teve participação da Microsoft) e no ARG Why So Serious (participação da Nokia). Uma tendência bem interessante: se você não pode bancar uma mega campanha transmidiática como a Intel e a Toshiba, existe a possibilidade de encontrar um espaço para sua marca dentro do conteúdo criado para uma marca maior - que conversa com o mesmo tipo de público que o seu ou que possui uma imagem que pode beneficiar a sua.

PJ Pereira, da premiada agência Pereira & O’Dell, declarou à revista Fast Company:

“We’ve learned that you have to plan everything to multiple levels of engagement. If you do it right and have a good story, there will be a small group of people who will geek out about it and want to spend hours obsessed about it. Others will want to be far less involved but wherever you are, the brand message needs to work on all those levels”.

Os dois primeiros episódios trouxeram tiradas ótimas, brincando com o universo hipster e geek como pode ser conferido nas imagens abaixo. Assista aos primeiros episódios aqui.




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16 maio, 2013

Conteúdo de marca: Chanel lança filme de 18 min



Mais um belo exemplo de branded content. Para comemorar o 100º aniversário de sua primeira loja na França, Chanel lança filme de 18 minutos protagonizado por Keira Knightley (que faz o papel de Coco Chanel). Assista abaixo:





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14 maio, 2013

Vine: storytelling em 6 segundos

Originalmente publicado no blog da Escola de Criação ESPM-Sul.



Depois de nos ensinar a conversar em 140 caracteres, agora o Twitter quer provar que 6 segundos são suficientes para contar uma história em vídeo. Com o aplicativo Vine, lançado no início deste ano, usuários podem gravar e postar vídeos de até 6 segundos de duração.

Não demorou para as marcas começarem a experimentar com a ferramenta, de revistas de moda a automóveis, de destilados a sabonetes. Nesta fase inicial, a grande vantagem é que ainda não existe certo e errado, pois todos ainda estão aprendendo a se relacionar com o formato “menos é mais”. Além disso, o Vine, assim como o Twitter, é democrático. Não interessa se você é apenas um simples mortal ou uma celebridade, uma mega marca ou uma micro empresa: ali todos têm o mesmo espaço.

E se todos têm o mesmo espaço, então o que irá diferenciá-lo no final será sua mensagem, seu conteúdo, a história que você tem para contar. Ela precisa ser memorável e criativa. Seja você uma marca ou um cineasta, um jornalista ou um chef de cozinha.

No Brasil, o Guaraná Antarctica foi uma das primeiras marcas a usar o Vine. Na Espanha, Toyota. No Reino Unido, Cadbury e Bacardi. Nos EUA, Dove, Calvin Klein e Malibu Rum vêm se destacando. A rede Urban Outfitters recentemente realizou em conjunto com a Converse o concurso A day in the life of your Converse sneakers”. O hotel Cavendish London premiou em fevereiro o vine mais romântico. E o fato do ilustre Tribeca Film Festival deste ano ter também premiado os melhores vines (escolhidos por ninguém menos do que Penny Marshall e Adam Goldberg) comprova o potencial da ferramenta, que traz uma linguagem visual própria e incontáveis possibilidades narrativas.













O aplicativo é gratuito e pode ser baixado na App Store (por enquanto disponível somente para sistema operacional iOS). Fonte do infográficoIstoéDinheiro.


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