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06 outubro, 2014

TWIN PEAKS voltará em 2016


Você não está sonhando. É verdade. O canal a cabo premium Showtime acaba de anunciar que trará de volta a série de TV ultra-super-hiper cult de David Lynch, Twin Peaks.

Não acredita? Então dá uma olhadinha no vídeo publicado hoje no canal da Showtime no Youtube. E aguarde mais novidades aqui (assim que esta que vos escreve se recuperar do susto que levou com a notícia...)


29 abril, 2011

O que Lynch, Disney e Swayse têm em comum? Resposta: retrailers.



Já escreevi aqui sobre os retrailers, que podem  alterar completamente o gênero de um filme, até mesmo de um inocente desenho animado Disney, com apenas alguns retorques na trilha, narrativa e ritmo da edição.

O homenageado de hoje é o mestre David Lynch. As paródias abaixo foram feitas por fãs que souberam captar o estilo sinistro - e genial - de contar histórias do diretor americano. Com vocês, Pateta - O Filme (1995) e Dirty Dancing (1987) vistos pela ótica lynchiana:







Curiosidade: Twin Peaks não foi o único projeto de Lynch para a TV. Mulholland Drive foi inicialmente concebido como uma série para o canal de TV ABC. Mas após ter sido rejeitado pelos produtores da emissora americana, foi adaptado para o cinema em 2001.



01 março, 2011

O PTC e a televisão americana


Quem já ouviu falar da polêmica que a série Skins US vem provocando nos EUA, já deve ter se deparado com a sigla PTC (Parents Television Council), uma organização de tendência conservadora que policia o que é exibido na TV aberta, e já comprou briga com outras séries teen, entre elas Dawson's Creek, Glee, Gossip Girl e $#*! My Dad Says.

Temida há anos pelos anunciantes mais tradicionais (que calculam que uma mãe ultrajada pode ter um efeito multiplicador, incitando boicotes e causando incomensuráveis danos à marca), estaria a organização finalmente começando a perder seu poder? Com todo o buzz que vem gerando na mídia e nas redes sociais, não estaria o tiro do PTC saindo pela culatra?

Esta semana o blog Na TV publicou um artigo meu sobre o tema. Clique aqui para ler o texto na íntegra e descobrir como emissoras e anunciantes americanos têm lidado com as pressões do (uma vez) temido PTC.

01 fevereiro, 2011

Lost in translation? Os remakes americanos de séries britânicas



Esta semana o blog Na TV publicou um artigo meu sobre os sucessos - e fracassos - das adaptações de séries britânicas nos EUA.

Com um novo ciclo de remakes acontecendo este ano - como os recém lançados Being Human, Shameless e Skins -, vale a pena conferir como as diferenças culturais entre estes dois países vêm selando o destino de várias séries desde os anos 70.

Clique aqui para ser direcionado para o artigo.

04 janeiro, 2011

Lords, ladies, tea and timing

No território das séries americanas, as disputas acontecem entre as categorias vampire drama (True Blood, Vampire Diaries), medical drama (House, Grey’s Anatomy), crime drama (CSI, Law & Order), family drama (Brothers & Sisters, Parenthood).

Já entre as séries britânicas, a grande disputa de 2010 aconteceu no galante território do drama de época, onde dois programas duelaram pela atenção da audiência no segundo semestre: Upstairs, Downstairs (do canal público BBC), e Downton Abbey (do canal comercial ITV).

Ambas são representações de um passado nostálgico, utilizando-se de um dos gêneros mais exportados pela indústria britânica do entretenimento: o costume drama, ou drama de época. Ambas são co-produções com a TV pública americana. Ambas são meticulosamente bem produzidas e bem atuadas. Ambas exploram em algum momento as mudanças trazidas pela guerra. Ambas observam, através de uma lente de aumento, as relações simbióticas entre tradicionais famílias inglesas e sua criadagem. Como não poderia deixar de ser numa sociedade classista como a britânica, a dinâmica entre classes é uma temática constante. Assim, enquanto no “upstairs” ninguém se despe sozinho, prepara seu próprio banho, e muito menos prepara seu próprio chá, “downstairs” trabalha-se 24 horas por dia e vive-se para servir, e os dramas familiares do andar de cima são observados e discutidos pelos empregados como quem discute o enredo e os personagens da novela das oito.

Então afinal qual a diferença entre as duas séries, além do fato de uma se passar no período que antecede a Primeira Guerra Mundial, e a outra antes da Segunda?

Upstairs, Downstairs é a sequência de um estrondoso sucesso da televisão inglesa, multipremiada e  assistida por cerca de um bilhão de pessoas ao redor do mundo.Transmitida de 1971 a 1975 e reprisada incontáveis vezes, Upstairs, Downstairs tem lugar cativo no imaginário popular britânico. Sua música de abertura é tão familiar que equivaleria ao tema de abertura do nosso Dancin’ Days ou A Escrava Isaura, e o endereço 165 Eaton Place é tão conhecido quanto o 221b Baker Street de Sherlock Holmes.

Downton Abbey, cuja história inicia exatamente no mesmo momento histórico do Upstairs, Downstairs original, é uma cópia exata desse sucesso, o que gerou acusações de plágio e alfinetadas nos jornais e no Twitter entre as equipes das duas produções. 

Em teoria, tudo isso faria de Upstairs, Downstairs um sucesso garantido, enquanto Downton Abbey seria apenas visto como o primo pobre, sem pedigree, sem lugar na memória coletiva. Mas na prática, Downton Abbey acabou vencendo nos números e se revelando a surpresa do ano, com uma extraordinário audiência de 10 milhões de espectadores. Upstairs, Downstairs não fez feio com seus 7,4 milhões, mas sem dúvida ficou abaixo do esperado pelos executivos da BBC.

Os possíveis motivos já foram examinados pela crítica, mas embora as conclusões tenham sido diversas, o elemento comum em todas é timing. Apesar do enorme carinho do público pelo Upstairs, Downstairs original, e da nova versão ter sido transmitida num horário nobre reservado para especiais de Natal, o fato de ter sido veiculada mais de dois meses após sua concorrente na ITV teve um peso maior do que calculado.
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