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12 janeiro, 2015

George Clooney é "Lord Hollywood" em Downton Abbey




Assista abaixo ao vídeo (legendado) Text Santa, a hilária sátira de Downton Abbey feita pelos próprios produtores da série britânica para uma campanha de caridade organizada pelo canal ITV. Além do elenco original, Text Santa conta também com três participações especiais: o autor da série, Julian Fellowes, o ator Jeremy Piven (como Sr. Selfridge, personagem de outra série do canal) e George Clooney como Lord Hollywood, que arranca suspiros de todos, inclusive da Dowager Countess of Grantham (Maggie Smith) e do maquiavélico lacaio Thomas (Robert James-Collier).

São apenas 9 minutos, mas vale muito a pena, independente de você ser ou não fã de Downton Abbey. Legendas em português disponíveis (caso não entrem automaticamente clique em CC no topo do vídeo).



13 dezembro, 2013

Game of Thrones: King Joffrey e a ira dos fãs


Já era tempo do personagem mais odiado de Game of Thrones, o reizinho-bastardo-metido-a-besta Joffrey Baratheon, pagar pela suas vilanias. Enquanto o dia não chega na série, a HBO achou uma forma satisfazer nosso desejo de vingança lançando um evento nas redes sociais para “assar” (ou apedrejar, a julgar pelos vines abaixo) o personagem.


De acordo com o site Game of Thrones Brasil, tudo começou durante o feriado de Ação de Graças, quando a hashtag #RoastJoffrey começou a ser usada por fãs sugerindo que o clássico peru fosse substituído pelo reizinho sociopata. Aproveitando o hype, a HBO criou o hotsite RoastJoffrey.com, que agrupa todos os posts de descontentamento dirigidos a Joffrey no Twitter, Vine, Facebook e Instagram.

Hoje pela manhã já havia mais de 50.000 “roasts” no hotsite, incluindo o da imagem acima, que pergunta se a Hallmark já possui cartões comemorativos para “Pais-Tios”...

Confira abaixo alguns dos posts no Vine, incluindo o da marca de biscoitos Oreo, que também entrou na brincadeira.




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15 setembro, 2013

Desmondo Ray em busca de amor nos pubs de Londres



No inicio de setembro, o adorável vídeo de um senhorzinho tímido, com voz de criança, procurando uma companheira circulou nas redes sociais. Criado pelo designer australiano Steve Baker, “The Video Dating Tape of Desmondo Ray“ conta a história deste triste/fofo/esquisito personagem, que se autodescreve como “lonely but with love to give”.

Mas a novidade (ao menos para mim) são os cartazes de divulgação que acabo de descobrir em bares e cafés de Londres. Com o rosto rechonchudo do protagonista, o cartaz (que também aparece no filme) acrescenta um elemento transmidiático à narrativa, permitindo que você destaque um dos papelotes na parte inferior e leve com você. 

Além das palavras LOVE ME, a parte destacável traz também o Twitter do personagem (@DesmondoRay) e o link para o vídeo, que você pode assistir abaixo.




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15 agosto, 2013

Quando a ficção "quebra" a parede da realidade



Sabe aquele momento do filme em que a personagem na tela olha para (ou fala com) você, o espectador, gerando cumplicidade e às vezes até certo desconforto? Pois o diretor Leigh Singer fez uma compilação de cenas de clássicos onde a personagem “derruba a quarta parede” (expressão que vem do teatro e refere-se à plateia, que seria a quarta parede do palco). Obviamente não faltou a clássica cena de Annie Hall, quando Woody Allen chama Marshall McLuhan para desbancar um intelectual pedante. “Oh boy, if only life were like this…”


Na TV, o recurso já foi adotado em comédias como The Office e Modern Family, e em dramas como o elogiado House of Cards (a versão de 1990 da BBC abusava ainda mais do recurso). Com certeza existem outros exemplos da TV que estou esquecendo. Dicas?

A edição e o uso da trilha são tão extraordinariamente impecáveis que vale a pena assistir até o final.




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07 junho, 2013

Muito além dos Manolos Blahniks e dos cosmopolitans

Imagens compartilhadas ontem por fãs em homenagem à data. Para ver mais digite #SATC15 no Instagram, Twitter ou Tumblr.


Ontem a minha série do coração, Sex and the City, fez 15 anos. Em 6 de junho de 1998 estreava um marco na história da TV, e nascia um ícone cultural que foi, é, e sempre será uma referência para o público feminino. Não pelo sexo, nem pela moda. Mas pela construção de uma narrativa que - embora à primeira vista pareça superficial para os "leigos" - era centrada em torno da vida de quatro mulheres adultas, inteligentes, urbanas e sexuais. Sim, sexuais. E sem pedir desculpas por isso. No decorrer daqueles seis anos, as cenas recheadas de conversas sobre sexo (bem mais frequentes do que o “ato” em si) deixaram muitos homens desconfortáveis. Não por pudor, mas pelo fato de eles serem pela primeira vez na história da TV retratados como objetos sexuais - uma situação um tanto desagradável com a qual as mulheres lidam há anos na publicidade (thanks, Don Draper...) e na mídia em geral.

Me considero uma mulher de sorte. Não só porque tive a chance de assistir SATC em tempo real na TV (no Brasil, nos EUA e na Inglaterra), por ter amigas de diferentes continentes que dividem comigo esta devoção, ou porque tive a oportunidade de escrever minha dissertação de mestrado sobre o tema (e ainda por cima com a orientação da super fabulosa Janet McCabe). Mais do que tudo isso, sou privilegiada por ser contemporânea deste momento divisor de águas, por enxergar SATC como uma história de autoconhecimento e amizade, muito além dos Manolos Blahniks e dos Cosmopolitans, dos Bigs e dos Bergers. 

E por ter quase a mesma idade da protagonista Carrie, tenho sorte também de ter vivenciado outro momento divisor de águas: a primeira imagem de Madonna na tela da TV, para sempre gravada no imaginário das adolescentes da década de 80, brindadas com uma nova forma de ver o feminino. Não ditado pelo masculino, nem ditado por sisudas feministas, mas ditado por uma mulher em controle do seu próprio corpo e imagem. Longe de ser a forma “correta”, era pelo menos uma “outra” forma, uma alternativa àquelas identidades femininas que nos eram oferecidas até então. Um longo caminho ainda pela frente, no doubt. But with a little help from our friends, we'll get there.

E como não poderia faltar o momento “I couldn’t help but wonder...”, aqui vai. Talvez as meninas nascidas nos anos 2000 nunca percebam o quanto têm sorte de já ter o caminho aberto por estas duas referências culturais. Mas talvez ninguém tenha mais sorte do que a minha própria geração, que vivenciou o "pré" e o "pós". Happy birthday SATC. Happy birthday to us all, girls.


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01 junho, 2013

MASH UPS DE TWIN PEAKS


O editor especialista em stop motion e fã incondicional de David Lynch, Charles Pieper, fez três tributos ao seu mestre. Assista abaixo.

1)  "Peaks and Recreation" é um mash-up de Parks and Recreation e Twin Peaks


2)  E se David Lynch dirigisse Sexta-Feira 13 Parte 5?

 

3)  E se Don Draper visitasse Twin Peaks?

 


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27 fevereiro, 2013

DE ODETE A CARMINHA, A ARTE DE SER VILÃ NA TELINHA



Personagens como Carminha de “Avenida Brasil” e Odete Roitman de “Vale Tudo” entraram para a história da teledramaturgia brasileira como as vilãs que mais amamos odiar (ou que mais odiamos amar).

Pois ninguém mais adequado para falar sobre a arte da vilania do que a própria Beatriz Segall, que no próximo dia 5 vai falar sobre o extraordinário processo de transformar personagens odiosos em paixões nacionais. (talvez os vilōes da atual novela das 21hs pudessem aproveitar a oportunidade... #prontofalei)

Na Casa do Saber da Lagoa. Mais informações aquiPara quem estiver pelo Rio na semana que vem, uma oportunidade e tanto.

10 janeiro, 2013

Mulheres reais fictícias


Mesmo sendo de 2005, esta vale a pena revisitar: a campanha criada pela Ogilvy Chicago para a marca Dove.

Modelos, celebridades e padrões de beleza vêm e vão. Mas personagens como Wilma, Marge e Velma são ícones da cultura pop há varias décadas, e por isso seu apelo é universal e atemporal. Mulheres reais não querem ser comparadas a modelos de beleza inatingíveis. Por isso estas personagens, apesar de pertencerem a um universo fictício, acabam sendo mais “reais” do que as modelos que vemos nas revistas. Umas são mães de família, outras desvendam mistérios. Mas o que todas têm em comum é o fato de que nem sempre dispõem de tempo livre para dar um trato nas madeixas. Exatamente como muitas de nós. E é aí que Dove dá uma mãozinha.




Curiosidade: Muitos críticos comentaram na época que, apesar de todo o discurso “mulher real” da marca, se compararmos cuidadosamente os looks “antes” e “depois”, Dove parece ter tido um efeito reparador não apenas nos cabelos mas também no tamanho do busto das moças.


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01 novembro, 2012

Before (and after) midnight


Apesar de cinema não ser o foco central desse blog, quem acompanha os posts aqui sabe que às vezes eu abro uma exceção. E esta é uma delas. A "trilogia" Before... de Richard Linklater vai por fim virar, oficialmente, uma trilogia. Depois do ingênuo Before Sunrise (1995) e do bittersweet Before Sunset (2004), chega a vez da última etapa da história da francesa Celine (Julie Delpy) e do americano Jesse (Ethan Hawke). Before Midnight foi filmado na Grécia, já está em fase de pós-produção e tem estreia prevista para 2013.

O romance, embora nunca tenha sido um grande sucesso de bilheteria, ainda possui uma fiel base de fãs. Talvez por ser uma referência bem típica da geração X, para quem a ideia de conhecer sua alma gêmea em um trem para Viena, passar 24 horas juntos e depois decidir não trocar telefone/endereço/email não é completamente absurda (tente explicar esse conceito romântico-analógico para a turma digital de hoje...). Ou talvez porque grande parte destes fãs tem aproximadamente a mesma idade dos protagonistas, e portanto aprendeu - como eles - que o conceito de alma gêmea só faz sentido quando você tem vinte e poucos anos. Mas como o nosso cérebro se recusa a compartilhar com o coração essa informação (ainda bem), fica sempre a esperança de que Celine e Jesse acabem juntos. Mesmo que tudo se transforme em abóbora depois da meia noite.


Para fechar, esta é uma cena do longa de animação Waking Life (2001), onde o diretor Linklater ( mesmo da trilogia) resolveu brincar um pouquinho com a narrativa transmídia e incluiu uma cena onde os dois, em alguma realidade paralela, estariam juntos e batendo um papo super existencialista de mais de quatro minutos (as cenas foram originalmente filmadas com os atores e a animação sobreposta posteriormente). A propósito, no segundo filme, Before Sunset, a personagem de Celine faz uma referência à velha senhora que ela cita nesta cena.

15 agosto, 2012

Sean Bean brilha na nova temporada de Accused


Essa é para deixar os fãs de Game of Thrones de queixo caído. Sean Bean, nosso eterno Eddard Stark, provou ser um verdadeiro camaleão, ao interpretar um professor de literatura que é também um travesti, na nova temporada de Accused. A série da BBC, criada pelo aclamado roteirista Jimmy McGovern (de Cracker e The Street), estreou ontem no Reino Unido com críticas bastante positivas.

Abaixo o trailer da nova temporada e as fotos do longo processo de transformação de Sean Bean em Tracie Tremarco.




09 agosto, 2012

"Mad Men" meets "Girls"


A revista Advertising Age chamou o vídeo de “self-consciously postmodern meta-comical hipsterism” (e desconfio que não seja exatamente um elogio...). A campanha do novo app para iPhone da revista The New Yorker, que conta com a presença de astros de duas de minhas séries favoritas, Jon Hamm (Mad Men) e Lena Durnham (Girls), está dividindo opiniões. 

A primeira parte mostra Hamm como apresentador de um talk-show estilo anos 90, entrevistando Durham. A segunda parte é um vídeo apresentado dentro do programa, divulgando o app. Se você se perguntar: “Como é possível Jon Hamm não saber o que é um iPhone?”, ou: “Por que a entrevista acontece nos anos 90?”, você não está sozinho. Mas aparentemente quem questiona estes detalhes não entendeu a piada, ou não é hipster o suficiente para entender. Pode me incluir nesta lista. Apesar de ter adorado ver os dois juntos, o humor "too cool" acabou me remetendo àquele misto de decepção e embaraço que sinto quando assisto a um esquete do Saturday Night Live NY que tem absolutamente tudo para dar certo mas... não dá.

E você, o que achou? Assista ao vídeo (que foi também dirigido por Durham) abaixo:

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