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14 julho, 2016

Curso “TV Expandida: Mobilidades na Cultura Audiovisual”




Curso bem legal da Unisinos para quem quer se atualizar nas novas tendências do audiovisual, da TV, e do vídeo digital. TV Expandida: Mobilidades na Cultura Audiovisual é um curso enxuto: são só quatro sábados. Mas nessas 32 horas você terá um panorama completo sobre a nova gramática do vídeo digital, suas adaptações para diferentes plataformas e os comportamentos migratórios das audiências. Em um contexto de linguagens líquidas propagadas a partir de redes sociais como Facebook, Youtube, Twitter, Vine, Periscope, Snapchat e via serviços de vídeo streaming como YouTube, Netflix, Hulu e Amazon Prime, o curso contextualiza as principais tendências do ambiente midiático contemporâneo.

Quando: 13/08/2016 a 03/09/2016 (total de 4 sábados)
Carga horária: 32 horas
Onde: Porto Alegre 
Público: Acadêmicos e profissionais das áreas de Comunicação, Marketing, Cinema, Artes Visuais, Cultura Digital, além do público em geral que busca entendimento do atual mercado.

Ministrantes:
ANDRES KALIKOSKE TEIXEIRA
Doutor em Ciências da Comunicação - UNISINOS. Desenvolve pesquisas sobre cultura audiovisual, com ênfase em comunicação digital e convergência de mídias. Membro do grupo de pesquisa Processos Comunicacionais (Processocom) do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da Unisinos. Professor universitário em níveis de graduação e pós-graduação. Coordenador da Especialização em Televisão e Convergência Digital (Unisinos).

SHERON NEVES
Master em History of Film and Visual Media - Birkbeck, University of London. Master em Media Studies - Birkbeck, University of London. Graduado em Comunicação Social - PUCRS. Professora universitária em níveis de especialização e pós-graduação (ESPM-Sul e PUCRS). Experiência em marketing e comunicação, incluindo empresas como Grupo RBS, Grendene, Hertz e Dell. Áreas de pesquisa incluem TV, convergência, marketing, storytelling, transmídia, social vídeo e audiovisual na cultura participativa.

Inscrições: http://www.unisinos.br/cursos-de-extensao/tv-expandida-mobilidades-na-cultura-audiovisual-ex122561/25028



24 abril, 2015

Mordomos e sabres de luz


O sensacional projeto The Evil Butler se utiliza de dois universos narrativos já existentes (e que até então poderiam parecer inconciliáveis) para ajudar uma boa causa. 

A ação faz um cross over entre “Downton Abbey” e “Star Wars” para incentivar doações de suporte ao ator Rob James-Collier (o maquiavélico Thomas Barrow da série), que irá correr na Maratona de Londres no final de abril. O objetivo é arrecadar 10 mil libras esterlinas para a causa da esclerose múltipla. 

Se você curte “Downton Abbey” e “Star Wars não pode deixar de assistir ao hilário vídeo “Downton Wars Part 1: The Phantom Valet”, dirigido pelo próprio Rob, com a participação de outros atores da série. Se o valor de 10 mil libras for atingido, o segundo vídeo será disponibilizado: “Downton Wars Part 2: The Evil Butler Strikes Back”.


24 novembro, 2014

Anais da I Jornada Internacional GEMInIS: Entretenimento Transmídia 2014



Já estão disponíveis os Anais Online da JIG 2014 (I Jornada Internacional GEMInIS: Entretenimento Transmídia), que aconteceu de 13 a 15 de maio de 2014, na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Os artigos completos dos trabalhos apresentados no evento estão distribuídos nos seis Seminários Temáticos listados abaixo. Clique aqui para ter acesso a todos.

- Narrativa Audiovisual

- Política do Mercado do Entretenimento e a Indústria Audiovisual
- Produção de Fãs e Cultura Participativa
- Redes de Produção e Circulação do Conteúdo Audiovisual
- Serialidade e Narrativa Transmídia
- Tecnologia e o Ensino nas Redes

Entre os trabalhos apresentados está o meu artigo, “O Vine e o Diálogo Audiovisual na Cultura Participativa”, que também pode ser acessado logo abaixo.




31 março, 2014

Dica de Livro: "The Art of Immersion"







Há pouco tempo éramos espectadores, consumidores passivos da mídia de massa. Agora, nas redes sociais, nós somos a mídia. Filmes, séries e comerciais de TV hoje precisam ser convites para participar – experiências para imergir.






Livro essencial para quem estuda ou trabalha com comunicação, publicidade, webdesign, cinema, TV ou produção de conteúdo em geral: The Art of Immersion: How the Digital Generation is Remaking Hollywood, Madison Avenue and the Way We Tell Stories, de Frank Rose. Lançado em fevereiro de 2011, o livro acaba de sair em paperback (versão mais barata). The Art of Immersion já faz parte da lista de leituras obrigatórias em diversos cursos das áreas de comunicação, marketing e linguística nos EUA e Reino Unido. Infelizmente ainda não há previsão de publicação em português.

Frank Rose, que é também colunista da revista Wired, escreve sobre como, numa época em que histórias estão se tornando jogos, e jogos estão se tornando histórias, o real e fictício começam a se confundir. Os limites entre narrador e audiência, conteúdo e marketing, ilusão e realidade, que antes pareciam claros, começam a se misturar no atual ambiente transmídia.

A teoria de Rose está ligada ao conceito de convergência midiática e cultural de Henry Jenkins, e no atual comportamento do público consumidor. O autor defende que hoje não vemos mais os filmes, as séries de TV e a publicidade como antes. Não podemos mais ser chamados de telespectadores. O termo correto é participante.

Usando inúmeros exemplos, de Charles Dickens a Super Mario Bros, de Avatar aos ARGs (Alternate Reality Games), o autor mostra o que acontece com o nosso cérebro quando “imergimos” em uma boa história, e como o storytelling, quando usado de forma correta e inteligente, pode trabalhar a favor de uma marca.

Leitura indispensável e deliciosa.

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10 janeiro, 2014

CINEMAX FAZ HISTÓRIA NO VINE

       
Para promover a segunda temporada da série Banshee, o canal Cinemax usou o Vine. Ok, até aí nada de novo. Afinal, cresce cada vez mais o número empresas presentes na rede social de vídeos de 6 segundos. 

Qual a novidade então? É que o Cinemax não se utilizou dos clássicos “trailers” como a maioria dos estúdios. Para engajar o público e proporcionar uma maior imersão, o canal expandiu a narrativa utilizando cenas com os personagens da série. E, de acordo com o showrunner da série, é a primeira vez que o Vine é é utilizado desta forma transmidiática por um canal de TV. 

Escritos por Jonathan Tropper, os vídeos nos mostram o que está passando na mente dos personagens centrais. Confira aí embaixo três deles:

Kai Procter se encontra num macabro frigorífico:


Carrie Hopewell sofre com uma séria crise de identidade.

Enquanto isso, o personagem principal, Lucas Hood, está na cadeia.

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28 dezembro, 2013

Estratégias de Transmidiação na Ficção Televisiva Brasileira


Dica de leitura para estudantes e pesquisadores: duas excelentes publicações acadêmicas (2013 e 2011) sobre o mercado televisivo brasileiro e suas estratégias de transmidiação estão disponíveis para download no site da Obitel. Basta clicar nos links abaixo para ler ou fazer download.



Obitel brasil 2011 from obitelbrasil


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03 novembro, 2013

O storytelling imersivo de Mike Monello

O que o filme A Bruxa de Blair, a série Game of Thrones e os automóveis da Audi têm em comum? O talento de Mike Monello, da agência Campfire, por trás de suas campanhas.

No final dos anos 90, junto com Daniel Myrick e Eduardo Sánchez, ele ajudou a criar um universo paralelo que gerou tamanho envolvimento com o público que fez de A Bruxa de Blair um dos 100 filmes de maior faturamento de todos os tempos. O que estes jovens fizeram na época, bem antes do surgimento das redes sociais, foi nada menos do que experimentar com a linguagem transmídia, criando extensões de narrativa em diversas plataformas (cinema, website, especial para a TV, livro e game) que instigaram a curiosidade do público e permitiram a imersão no universo da história. Leia abaixo o artigo onde ele aborda tópicos como: transmídia storytelling e os fãs da marca.

O suposto "desaparecimento" dos três documentaristas
Por Mike Monello


"Em 1998 me juntei a quatro amigos em Orlando para produzir o que iniciou como um filme independente e terminou como A Bruxa de Blair. Dar vida à lenda da bruxa através de várias mídias foi a mais incrível e inusitada experiência de storytelling da minha vida. Havia uma constante carga de adrenalina em contar uma história online e em tempo real para uma audiência que só crescia. Nós conseguimos criar, antes do Facebook, Twitter e YouTube, uma conexão profundamente significativa com os fãs antes mesmo do filme estar finalizado.

Game of Thrones e a exótica culinária imaginada de Westeros
Nós influenciamos o comportamento dos fãs de uma forma bem mais valiosa do que simplesmente clicar em um botão de "compartilhar": eles pressionaram tanto os gerentes de cinemas locais que acabaram elevando o filme da categoria "pequeno lançamento independente" para "sucesso mainstream do verão", exibido em 2.500 salas. A experiência de fazer e promover A Bruxa de Blair abriu meus olhos para o poder - e as possibilidades - do storytelling em um mundo conectado.

Agora avance 13 anos. A crescente hiperconectividade deu visibilidade a comportamentos antes ofuscados pela comunicação de massa. Testemunhamos a emergência das redes sociais e memes, a democratização da notícia, o crescimento do influenciador online, da tecnologia móvel, do cloud computing e do
tecnólogo criativo.

Mas hiperconectividade não se refere só a tecnologia, canais de mídia e redes. Na sua essência, ela tem a ver com o poder da propaganda boca-a-boca e sobre os novos usos de uma das tradições mais antigas: o storytelling. Nos áureos tempos do comercial de 30 segundos, publicitários usavam histórias para educar e converter um público que era cativo e atento. Hoje a hiperconectividade nos levou à fragmentação, e a audiência recebe informações quando e onde quer, em múltiplas telas, em 140 caracteres e em incontáveis newsfeeds.

Isto é incômodo para marketeiros acostumados a contar brand stories cuidadosamente controladas. Para tirar vantagem destas transformações, o primeiro passo é criar um universo robusto dentro do qual a história da marca pode se desdobrar de forma autêntica, independente da direção que tomar ou de quem irá determiná-la.

Em uma campanha de marketing, isto significa criar experiências múltiplas para os consumidores, usando inúmeros canais, tanto online como offline. Dar às pessoas matéria-prima para que juntem os pedaços da história na sua própria mente, do seu próprio jeito e nas suas próprias palavras. Esta abordagem inspira brand stories compartilháveis, na linguagem personalizada de cada consumidor.


Também representa uma ousada porém gratificante mudança no controle da voz da marca: do marketeiro para o consumidor. Os anúncios impressos e comerciais de 30 segundos contavam histórias a uma audiência passiva. Mas o marketing baseado na experiência dá às pessoas uma história para compartilhar.

O resultado: o universo da marca passa a viver dentro da mente do consumidor. Construir este universo da marca vai além de mensagens cuidadosamente elaboradas com base em um manual de marketing. É preciso criar regras para este universo, canais de comunicação adequados e experiências que permitam que a história tome forma organicamente. Mas a campanha deve levar em conta que os consumidores não precisam -e não irão- participar de cada uma das experiências.
The Art of the Heist: o Alternate Reality Game da Audi
Como funciona na prática? Para assegurar que a primeira temporada de Game of Thrones fosse um sucesso, a Campfire evocou o universo da série de TV antes dela existir. Criamos experiências sensoriais que convidavam a ver, ouvir, tocar, cheirar e provar o mundo de Westeros. A campanha começou com o envio de caixas aromáticas especialmente desenhadas a influenciadores online, e culminou com um food truck (coordenado pelo chef Tom Colicchio) nas ruas de Nova Iorque e Los Angeles. Nós demos vida à série na mente dos consumidores (inicialmente apenas curiosos e posteriormente evangelistas), fazendo de Game of Thrones uma das mais antecipadas e bem sucedidas séries de 2011.

Curiosidade é uma ferramenta extremamente eficiente para influenciar o comportamento do consumidor. Seja rastreando um carro "roubado" do New York Auto Show (campanha The Art of the Heist da Audi), ou decifrando cartas escritas em línguas mortas (campanha de lançamento de True Blood), a curiosidade motiva os consumidores a viver experiências que formam o universo da marca, e dá motivos para que compartilhem suas descobertas com seguidores.

Este tipo de campanha é altamente imersiva, e permite diferentes níveis de engajamento com diferentes tipos de consumidores, do meramente curioso ao mais fanático. Esta abordagem exige um conhecimento profundo das subculturas de fãs. Embora o Facebook tenha popularizado a palavra "fã", se realmente compreendermos a cultura dos fãs poderemos converter observadores casuais em consumidores engajados e ansiosos por explorar o universo da marca. E não simplesmente pessoas que clicaram no botão "Curtir".


O "site de encontros" entre humanos e vampiros
Na Campfire nós imergimos nas subculturas de fãs para identificar os divers, dippers e skimmers. Os divers são um nicho que vive e respira o universo da marca, os dippers interagem casualmente com ela e os skimmers ficam mais na superfície. É preciso atingir cada um dos grupos separadamente e satisfazer suas necessidades. Graças a um mundo hiperconectado, um grupo influencia o outro, e é compreendendo este ecossistema que se tem os insights necessários para expandir o alcance da marca. Engajando primeiramente os divers, é possível gerar buzz suficiente para gerar um efeito cascata, que influencia então os dippers e finalmente os skimmers e o mainstream.

Independente do seu nível de envolvimento, quando consumidores visualizam o universo que resulta destas inúmeras experiências via múltiplas plataformas, eles desenvolvem um senso de propriedade da marca. A conexão com a marca é personalizada, e o laço emocional é duradouro.
Storytelling hiperconectado não é fácil, mas é uma ferramenta crucial do marketing atual. A verdadeira moeda das mídias sociais são histórias. Surpreenda e envolva as pessoas no universo de sua marca, e elas vão lhe ajudar a espalhar sua história."

(Texto traduzido por Sheron Neves)





10 outubro, 2013

COMO CRIAR HISTÓRIAS: 8 DICAS DE STORYTELLING DE GEORGE R.R. MARTIN E NEIL GAIMAN


The Story Lizard, by Jeremy Zerfoss

Saiu na FastCo. O recém lançado livro Wonderbook: The Guide to Creating Imaginative Fiction, traz Story Lizards e Prologue Fishes (fotos) que nos guiam pelos rebuscados caminhos do storytelling. Mas além destes infographic buddies, o livro traz também dicas do vencedor do Pulitzer Junot Diaz e dos mestres Neil Gaiman e George R.R. Martin.

Abaixo uma amostra do livro. Não tive tempo de traduzir, mas fica a dica.

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Read on for a sampling of Wonderbook: The Guide to Creating Imaginative Fiction tips about how to craft mind-blowing stories:

TELL DON’T SHOW
Hugo Award-winner Kim Stanley Robinson, author of the Mars trilogy, believes "exposition" deserves more respect. He says, "The advice 'show don’t tell' is a zombie idea, killed 40 years ago by the publication in English of Gabriel Garcia Marquez’s One Hundred Years of Solitude, yet still sadly wandering the literary landscape ... what is boring in fiction tends to be the hackneyed plots with all their tired old stage business, while the interesting stuff usually lies in what is called the exposition, meaning the writing about whatever is not us."

NAME WISELY
Fantasy novelist Neil Gaiman stresses the importance of a good name in describing the genesis of his American Gods protagonist. "There’s a magic to names, after all," he says. "I knew his name [needed to be] descriptive. I tried calling him Lazy, but he didn’t seem to like that, and I called him Jack, and he didn’t like that any better. I took to trying every name I ran into on him for size, and he looked back at me from somewhere in my head unimpressed every time. It was like trying to name Rumpelstiltskin. He finally got his name from an Elvis Costello song ... on Bespoke Songs, Lost Dogs, Detours and Rendezvous. It’s performed by Was (Not Was) and is the story of two men named Shadow and Jimmy. I ... tried it on for size ... 
'... Shadow stretched uncomfortably on his prison cot, and glanced across at the Wild Birds of North America wall calendar, with the days he’d been inside crossed off, and he counted the days until he got out.' And once I had a name, I was ready to begin."

BUILD A BETTER BACKSTORY
Stant Litore, author of the Zombie Bible series, asks himself three questions when creating characters. "I take a very pragmatic approach to backstory," he says. "I want to know what moment defined the character’s relationship to their parents, what moment defined their greatest desire, and what moment defined their greatest fear. Those three moments are most of what I need, because those three tell me where the character comes from, what they want, and what holds them back."

TAKE YOUR LUMPS
How to Live Safely in a Science Fictional Universe author Charles Yu, winner of the National Book Foundation 5 Under 35 award, advises "Leave things lumpy." He elaborates, "People want to know how the protagonist’s father’s dress socks looked against his pale white shins. People want to know the titles of the strange and eclectic books lining the walls of his study. People want to know the sounds he made while snoring, how he looked while concentrating, the way his glasses pinched the bridge of his nose, leaving what appeared to be uncomfortable-looking ovals of purple and red discolored skin when he took those glasses off at the end of a long day. Even if those lumps make the mixture less smooth, less pretty, even if you don’t quite know what to do with them, even if they don’t figure into your chemistry--they don’t have a place in the reaction equations--leave them there. Leave the impurities in there.

LET IT BLOOM
George R.R. Martin, author of the Song of Ice and Fire series divides storytellers into pre-planning Architects and Gardeners. "The Gardener just sort of digs a hole and plants a seed, and then he waters it with his blood and sweat before waiting to see what will come up. It’s not totally random, because obviously the Gardener knows what he’s planted; he knows whether it’s an oak tree or a pumpkin. If he’s not taken totally by surprise by further inspiration he has a general idea of what he’s doing ... I lean very much to the side of the Gardener."

The Prologue Fish, by Jeremy Zerfoss

FINISH THE THING
Early in his career Martin produced reams of unfinished story fragments. He learned to appreciate Robert Heinlein's Four Rules for Writing. Martin says "The first one was 'you must write, but the second one was 'you must finish what you write. A lot of young writers somehow get stuck, or it goes awry and they don’t finish those stories. Heinlein was right: You have to overcome that."

DEFORM THE FAMILIAR
Pulitzer Prize winner Junot Diaz says his first-person narratives demand that he push past personal autobiography. “I’ve never been able to write directly about things that happen to me," he says. "I need to deform them in ways to make them strange to me ... if I’m playing the court stenographer, then there isn’t going to be room for play, and if there is no room for play the work sits on the page lifeless. It’s during the play that I come up with all the weird connections, when my subtle structures come to life, when what’s best about the book starts to unfold.”

TALK TO STRANGERS
Arthur C. Clarke Award winner Lauren Beukes, a white South African, created a black Ugandan ex-junkie as the hero of her critically lauded sci-fi noir novel Zoo City. Beukes says "I don’t have a lot of patience for [authors who are] too lazy to do any research ... culture and race and sexuality and even language are all lenses that shape our experiences of the world and who we are in it. The only way to climb into that experience is to research it, through books or blogs or documentaries or journalism or, most important and obvious, through talking to people."

By Hugh Hart.


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