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28 dezembro, 2013

Estratégias de Transmidiação na Ficção Televisiva Brasileira


Dica de leitura para estudantes e pesquisadores: duas excelentes publicações acadêmicas (2013 e 2011) sobre o mercado televisivo brasileiro e suas estratégias de transmidiação estão disponíveis para download no site da Obitel. Basta clicar nos links abaixo para ler ou fazer download.



Obitel brasil 2011 from obitelbrasil


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03 novembro, 2013

O FUTURO DA TV EM UM CLICK

Reproduzo abaixo o artigo da ACCENTURE, publicado em março de 2013, dos autores Robin Murdoch, Youssef Tuma e Marco Vernocchi. Link original aqui.



Imagine um adolescente ao assistir televisão. Ele provavelmente estará com um tablet no colo, pronto para conferir vídeos relacionados ao documentário do Animal Planet, transmitido pela emissora, ou terá pedido o celular da irmã mais velha emprestado para acessar o último episódio de Dança dos Famosos.

Quando esse jovem adolescente tiver idade para ir à universidade, sua experiência com a TV será muito mais rica. Por meio do aparelho, ele poderá convidar os amigos para assistir ao vídeo filmado por seus colegas, que carregou em sua biblioteca de conteúdos doméstica e armazenou na nuvem. Quando os amigos forem embora, ele utilizará o controle remoto da televisão para um passeio em alta resolução pelo bairro de Pequim, onde seu irmão mais velho mora, ou selecionará um cena de seu filme favorito para assistir.

Será o fim do aparelho de TV? O declínio dos televisores foi previsto há anos, por conta do crescimento da internet, mas a TV chegou para ficar. Seu papel de proporcionar entretenimento envolvente, coletivo ou individual continuará. A televisão se transforma a cada dia e o processo por trás da tela passa por mudanças drásticas.

A TV será ainda mais útil para o entretenimento, educação e informação. Executivos, cineastas, canais de televisão, prestadores de serviços via Internet e até os operadores de comunicação, que fazem a ligação final com o consumidor) acreditam que a reinvenção da TV será uma revolução. As organizações que captarem rapidamente as mudanças na criação, financiamento, produção e transmissão de conteúdos televisivos estarão à frente das demais, que poderão enfrentar uma concorrência nova e feroz. Um exemplo disso é a pressão que as empresas de TV a cabo sofrem dos chamados provedores OTT (over-the-top), como a Netflix e a Hulu, que transmitem pela Internet. Atualmente, assistimos o colapso das barreiras que costumavam impedir a entrada de novos participantes no mercado da TV.

Como a TV pode continuar relevante na era dos tablets e smartphones? O tempo dedicado à televisão foi compartilhado com laptops, celulares e tablets e fragmentado, por conta das ocupações e agitações da vida moderna. Esses fatores forçam comportamentos como a gravação de um episódios do seriado do momento, perdido por causa da reunião do conselho escolar.

Pesquisas recentes da Accenture sobre os hábitos dos telespectadores revelam que 62% usam um computador ou laptop enquanto assistem TV e 41% por cento utilizam o celular - enviam mensagens para amigos sobre alguma piada transmitida ou verificam a veracidade do discurso de algum político, por exemplo. Se juntarmos a este cenário a disponibilidade generalizada de Internet sem fio de alta velocidade, a experiência do telespectador moderno se torna muito mais interativa, consumível e fácil de ser compartilhada em tempo real. 

Meio dominante

A telona da sala é e continuará a ser um meio de comunicação dominante. Ainda não há um substituto para a experiência coletiva de se assistir a uma final de campeonato ou da temporada de um seriado popular. Um outro estudo da Accenture revela que os jovens estão muito mais ligados na TV do que se supõe. Mesmo na faixa dos 25 aos 34 anos, eles assistem, em média, 140 horas de programação “tradicional” , mais de 20 vezes a quantidade de horas gastas com vídeos na Internet ou em celulares.

Quase metade desses indivíduos ainda senta em frente a TV para assistir a algum tipo de conteúdo OTT, ao invés de procurar seus tablets ou celulares. Um outro dado que merece destaque é sobre os usuários do YouTube, eles assistem cerca de cinco horas de vídeos por mês, uma quantidade ínfima perto do tempo que passam em frente a TV.


A televisão ainda tem muito poder para atrair audiência e as mudanças e transformações continuarão a seduzir os telespectadores. Em poucos anos poderemos usar a TV para acessar um ecossistema completo de conteúdos ricos e, em grande parte, totalmente interativos e disponíveis via Internet. O acesso será fácil, a partir de catálogos de conteúdos e um aparelho de mão - talvez uma geração futura do smartphone, ou um dispositivo exclusivo que seja tão simples e intuitivo quanto o controle remoto.

Outra tendência significante das mudanças causadas pela revolução da TV é a transformação de telespectadores em criadores de conteúdo capazes de ampliar o que aparece nos canais de notícias. Ao mesmo tempo, os grandes estúdios de cinema atendem a crescente demanda por conteúdo visual de primeira linha e investem pesado na produção de seus blockbusters. Estima-se que foram gastos aproximadamente 150 milhões de dólares com último filme de James Bond, Skyfall, e cerca de 250 milhões de dólares com o filme Batman - O Cavaleiro das Trevas. Essas superproduções são planejadas desde o início para ampliar as oportunidades downstream em extras, vídeos para a Web e aplicativos. Cada vez mais os conteúdos podem ser distribuídos por lojas online, como a Amazon, localizados no Google ou oferecidos sem custos pela Bravo, por exemplo.

Rei do conteúdo

Executivos de redes e operadoras de TV a cabo não precisam procurar muito para enxergar o que abala suas bases. A resposta é óbvia: tecnologia - do aparelho de TV à mídia social cujo compartilhamento de informações por meio dos serviços de nuvem permitem armazenar imensas quantidades de dados. O fato é que o consumidor comanda o conteúdo.

Na última década, o controle passou rapidamente para as mãos do telespectador. Com o TiVo e outros sistemas de gravação digital ficou fácil escolher quando queremos assistir nossos programas favoritos, mas os consumidores também querem personalizar a programação com os recursos de pesquisa, recomendações, redes sociais e serviços cada vez mais integrados. A Accenture verificou que 64% das pessoas preferem pesquisar vídeos por gênero, como faroeste ou desenho animado, e 43% procuram novos vídeos com mecanismos de recomendação, que acompanham suas preferências e sugerem conteúdos similares. Aproximadamente 28% dos usuários de serviços como Netflix e YouTube criaram listas de reprodução de vídeos. Ambas as empresas facilitam esse tipo de operação, pois utilizam o histórico de comportamento dos usuários para fazer recomendações relevantes. A história se repete com os serviços de música oferecidos por empresas como Pandora e Spotify e com a comercialização de mercadorias realizada pela Amazon.com.

As pessoas passaram de simples consumidoras de conteúdos para distribuidoras . Os usuários de mídias sociais têm, em média, 3,2 amigos que publicam vídeos pelo menos uma vez ao dia; quase quatro em cada 10 consumidores publicam vídeos em mídias sociais. Mais da metade dos participantes da pesquisa da Accenture estariam interessados em recomendar vídeos para outras pessoas como parte de sua participação num serviço de vídeos.

Não se trata somente do controle, mas da criação de conteúdo. O termo “prosumer” (contração que significa “consumidor profissional”) começa a aparecer para descrever amadores talentosos que usam tecnologias sofisticadas e acessíveis para produzir reportagens ou vídeos educativos com qualidade. Amantes de aventuras podem comprar uma câmera GoPro por menos de trezentos dólares, acoplá-la a mountain bike ou a mascara de mergulho e produzir imagens de qualidade, que podem ser editadas facilmente em qualquer laptop e compartilhadas em mídias sociais. O crescimento do chamado "conteúdo gerado por usuários" explodiu. O YouTube já tem mais de 800 milhões de usuários únicos por mês e, embora a maioria somente assista, cada vez mais pessoas publicam seus conteúdos ou produções de colegas.

As possibilidades crescem com tanta rapidez e chegam tão longe que podemos dizer que o conteúdo criado pelos prosumers, em breve, será um concorrente sério para alguns tipos de material profissional, como filmagens para telejornais e reality shows. Até mesmo o financiamento para criação de conteúdos foi alterado pelos consumidores.

Se por um lado os fatores tecnológicos pressionam a indústria da mídia, do outro lado estão os anunciantes, que querem e precisam mensurar o retorno de seus investimentos. Para os meios de comunicação tradicionais, dar medidas exatas sempre foi difícil. Com a explosão das mídias de Internet, a situação ficou mais complicada, pois suas métricas são mais precisas e a atenção do telespectador foi fragmentada entre as diversas opções de entretenimento.

Em busca do pote de ouro

Quem é o vencedor no novo mundo da mídia? O consumidor é claro. Outros vencedores provavelmente vão surgir fora da curva que definiu o setor nos últimos cinquenta anos. Não é exagero dizer que empresas como a Amazon e o Google vão ganhar muito, assim como outras que compreenderem o significado da cadeia de valor dos meios tradicionais e do desenvolvimento de novos valores e consumo em mídia. Assistimos à chegada e o crescimento de organizações que oferecem novas opções de acesso a conteúdos digitais. Companhias como o YouTube e a Netflix criam seus próprios conteúdos para diferenciar a marca e melhorar sua posição na batalha pelos direitos autorais. Amazon, Google e Apple já oferecem uma quantidade significativa de conteúdos para seus consumidores, mesmo que essa não seja a base de seus negócios. O negócio do Google é a pesquisa, mas a empresa transmite mais de 4 bilhões de horas de vídeo todo mês por meio do YouTube.

A maior parte das receitas da Apple vem da venda de seus aparelhos. Isso não impediu a companhia de ganhar 2 bilhões de dólares no terceiro trimestre de 2012 com a iTunes Store, Apple Store, iBookstore, vendas de serviços para iPod e acessórios com a marca Apple ou de terceiros para iPod.


Os novatos vão onde o dinheiro está. Eles perceberam que o sucesso no setor de mídia gira em torno dos conteúdos de qualidade. Isso explica o anúncio feito pelo YouTube em outubro de 2011 sobre investimentos de 100 milhões de dólares em canais premium. Em maio de 2012, a Netflix também anunciou seus planos de investir 185 milhões de dólares na criação de conteúdo original em cinco anos.A nova temporada de Arrested Development e House of Cards, versão americana da série britânica política, dirigida por David Fincher e estrelada por Kevin Spacey, são frutos da iniciativa anunciada pela Netflix.

Os deslocamentos tectônicos sofridos pela indústria da mídia mudarão sua paisagem e alterarão tudo, do fluxo de investimentos dos anunciantes ao funcionamento do próprio setor. Parte desse futuro já chegou. Nos últimos meses, alguns provedores de conteúdo em OTT reforçaram sua posição. A Netflix tem mais assinantes do que várias operadoras de TV a cabo nos Estados Unidos. São números impressionantes se considerarmos que a empresa foi fundada em 1997.

As operadoras com mais visão de futuro entre as tradicionais já iniciaram mudanças consideráveis para melhorar seu posicionamento no novo mundo da mídia. A British Sky Broadcasting permite que seu conteúdo seja acessado por dispositivos variados e o YouView - um novo sistema aberto que facilita o acesso às tecnologias de TV por transmissão de IP numa interface intuitiva - está apoiado em gigantes do setor como a BT e a BBC.

Chega de tiros no escuro

Os modelos tradicionais, que envolvem a assinatura de conteúdos, não são os únicos ameaçados pelo novo formato. Com a chegada do formato OTT e diante da maneira que os telespectadores consomem conteúdos - programação assistida de forma holística, com as experiências de entretenimento digital, como TV, filmes, vídeos na Web, jogos e aplicativos -, os anunciantes também terão que se adaptar.
A migração gerenciada de direitos para novas plataformas preservou os anunciantes da TV tradicional e as assinaturas de TV paga como as principais fontes de renda. O setor está prestes a mudar rápido demais para que isso continue assim. As assinaturas podem deixar de ser pacotes inchados e oferecer opções à la carte que permitam escolher e pagar exatamente o conteúdo desejado para fornecedores diferentes, inclusive os da Internet.

Executivos de marketing já trabalham na redistribuição e otimização dos orçamentos entre plataformas. As coletas de dados e ferramentas de análise cada vez mais sofisticadas sobre consumidores auxiliam nesse trabalho e permitem novas formas de direcionamento e medição para as transmissões. A digitalização acaba com as incertezas dos modelos de propaganda tradicionais, porque os dados digitais são mais precisos e detalhados que os analógicos. Muito ainda precisa ser feito para que os departamentos de marketing tradicionais consigam usar com eficácia essas análises para oferecer anúncios personalizados e interativos, com uma compreensão detalhada dos grupos de consumidores que responderão às novas ofertas

O que significa então essa nova cara da TV para as empresas de mídia estabelecidas? A ascensão do consumidor exige modelos de negócio baseados nas suas necessidades mais do que nas de um canal, plataforma ou anunciante em particular. Um único panorama do cliente é obrigatório para uma estratégia multiplataforma centralizada.

As empresas que conseguirem se adaptar experimentarão abordagens diferentes e simultâneas. Será preciso criar e trabalhar com modelos de negócio híbridos e reavaliar constantemente seu lugar no “ecossistema” da mídia. Talvez seja necessário assumir novos papéis para localizar e capturar oportunidades de receita. Os elementos de toda a cadeia da mídia precisam planejar uma arquitetura totalmente diferente e nova para a distribuição de seus produtos.

Em dez anos a TV será uma das maiores peças de mobília da sala de estar e ocupará seu lugar de destaque na vida familiar. As empresas de TV se tornarão irreconhecíveis se comparadas aos modelos operacionais e estruturas atuais. As decisões que são tomadas pelos novatos, no topo e na base da cadeia de valor, obrigam organizações estabelecidas a repensarem radicalmente suas práticas. As redes de transmissão tradicionais - as mais ameaçadas -, precisam agir com rapidez e segurança para sobreviver neste novo mundo.

As decisões tomadas pelas Amazons e Googles vão muito além do próprio setor de comunicações. Essas iniciativas darão o tom das escolhas que os anunciantes terão de fazer, de uma empresa para outra ou da empresa para os consumidores. Suas decisões também influenciarão a educação e são capazes de mudar o rumo do desenvolvimento de novos produtos para fornecimento de conteúdo. Essas mudanças poderiam até mesmo reformar a mídia em seu papel de refletora e influenciadora de políticas públicas.

Parafraseando a velha máxima da política: a nação irá onde a TV for.


(Sobre os autores: Robin Murdoch é líder do grupo de estratégia de Comunicações, Mídia e Tecnologia da Accenture, em Seattle. Youssef D. Tuma é líder de Serviços Digitais para a Accenture no Reino Unido, em Londres. Marco Vernocchi é líder do grupo de Mídia e Entretenimento das operações de Comunicações, Mídia e Tecnologia da Accenture em Milão.)


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21 outubro, 2013

A arte dos fãs de American Horror Story: Coven

A franquia American Horror Story, do canal americano FX, construiu uma imensa base de fãs ao longo de dois anos. E a terceira temporada, que estreou no Brasil dia 15, na FOX, já tem vários exemplos incríveis de fan art. Veja abaixo alguns destes cartazes criados por fãs. Infelizmente não consegui encontrar o nome dos autores, mas estão todos de parabéns!

Primeiro, vamos à categoria “light”:






Já estes pertencem à categoria “para lá de sinistro”:







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12 outubro, 2013

HAUNTING MELISSA: TERROR NO SEU SMARTPHONE



Haunting Melissa não é uma série de TV. Nem um filme. É uma narrativa seriada feita especialmente para seu dispositivo móvel. HM vai na direção contrária de tendências como o binge watching e o agenciamento oferecido por plataformas como Netflix e Hulu. Quem baixa o aplicativo, que conta a história de uma jovem às voltas com a morte misteriosa de sua mãe, não tem nenhum controle sobre quando verá o próximo capítulo (os produtores evitam o termo “episódio”), que pode chegar às 4 da manhã com um clarão e um sussurro vindo do seu smartphone. Esse detalhe por si só já tem o poder de imergir a audiência no universo da protagonista: ela ignora quando uma nova sombra, telefonema, reflexo, ruído ou entidade se manifestará.

A ação de Halloween #31DaysHM
Além de inovar no formato e na distribuição, o mais interessante de HM é o aspecto interativo que permeia toda a estratégia de marketing. Os produtores do app - indicado ao Best Entertainment App de 2013 - não se utilizaram de grandes verbas nem de ações promocionais tradicionais. Ao invés de limitar-se ao Facebook (que deixou de ser cool para os teens americanos com a entrada da mamãe, do papai e da vovó), HM ganhou hype e fortaleceu sua base de fãs via ações em redes como Instagram, Vine e Tumblr. Estes fãs não consomem conteúdo apenas. Eles produzem. Para celebrar o Halloween, HM lançou a hashtag #31DaysHM: cada dia de outubro traz um tema diferente, e o público posta suas próprias imagens e vídeo (veja as imagens ao lado e abaixo).  Ao invés de empurrar conteúdo promocional pronto, os produtores estimulam o público a produzir e protagonizar o seu. A comunidade se cria, e a conversa acontece naturalmente - na rede e fora dela.

Exemplos de conteúdo criado e compartilhado pelo público durante a ação #31DaysHM.

De acordo com o Pew Research Center's Internet American Life Project, 40% dos teens americanos possuem smartphone e 25% tablets. Se estes dados estiverem corretos, HM poderá ajudar a redesenhar a forma como consumimos narrativas seriadas. E a relação direta dos produtores com o usuário permite monitorar hábitos e ajustar o conteúdo e a distribuição a necessidades individuais, locais ou globais.

Formatos experimentais não atraem imigrantes digitais de imediato, e o fato de se tratar de um híbrido entre série e filme talvez limite HM a um segmento específico. Mas tudo pode ser uma questão de tempo. Nativos digitais se tornaram early adopters em praticamente todas as recentes tendências no ambiente virtual, e cedo ou tarde estes novos comportamentos acabam sendo assimilados pelos outros grupos.

Para fãs do gênero terror, HM é sem dúvida um must-see. Mas atenção: não assista ao trailer abaixo se você se assusta facilmente...




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Leia aqui a matéria do jornal ZERO HORA de 12.10.2013 com a qual colaborei.


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03 setembro, 2013

FUTURO DA TV - Temporada 3 episódio 2



Saiu o 2o episódio da 3a temporada da websérie 2020 Vision da Think TV. Através de entrevistas com especialistas do mercado, a série explora o futuro do mercado televisivo e da publicidade no cenário da convergência tecnológica e cultural.

Neste segundo episódio, Marc Pritchard (Procter & Gamble), Luke Dunkerley (Woolworths) e John Hegarty (BBH).

EPISÓDIO 2: “DRIVING GROWTH”:




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27 agosto, 2013

Kevin Spacey abre o Festival de Televisão de Edinburgo, na Escócia


Semana passada, a palestra de abertura do Edinburgh International Television Festival (conhecida como MacTaggart Lecture) foi feita pelo ator Kevin Spacey. Em 2011, Eric Schmidt, chairman do Google, foi o primeiro convidado de fora da indústria televisiva a ter esta honra (mais aqui). Spacey, por sua vez, foi o primeiro ator.

Spacey lembrou que a TV, atualmente vivendo sua "Terceira Era de Ouro", é solo cada vez mais fértil para dramas de alta qualidade, como Mad Men, Game of Thrones, Homeland e Breaking Bad. Defendendo a importância de uma boa história, alertou os produtores para abraçarem o formato online o mais rápido possível: filmes e séries, segundo ele, deveriam ser lançados simultaneamente na TV, no cinema e em VOD (video on demand).

“Quando a história é boa, o público não deixa de assistir, mesmo que o conteúdo seja mais longo do que três óperas…”

Sobre a questão da pirataria, a estrela do aclamado House of Cards (do Netflix) defendeu que a audiência quer controle e liberdade para ver o que quer e quando quer. Se a indústria do entretenimento não o fizer, vai acabar aprendendo à força a difícil lição aprendida pela indústria fonográfica.

“Dê ao público o que ele quer e quando quer por um preço razoável, e ele não se importará de pagar. Do contrário, ele vai buscar de forma ilegal.”

Assista ao vídeo da palestra:



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13 agosto, 2013

FUTURO DA TV - Temporada 3 episódio 1



Lembra da websérie 2020 Vision sobre o futuro da TV que postei aqui no blog? (Você pode assistir à 1a temporada aqui e à 2a aqui). Pois agora o pessoal da Think TV está lançando a 3a temporada. Usando o mesmo formato das anteriores - entrevistas com especialistas da área -, a série explora o futuro do mercado televisivo e da publicidade no cenário da convergência tecnológica e cultural.

Neste primeiro episódio, Kevin Mayer (Volkswagen), Jeff Goodby (GSP) e John Hegarty (BBH) discutem a importância de criar conexões com audiência.

EPISÓDIO 1: “CREATING CONNECTIONS”:


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30 junho, 2013

Casais "traem" quando o assunto é Netflix


"Adultério" é a nova e genial campanha do Netflix, baseada em uma recente pesquisa que defende que 12% dos casais nos Estados Unidos "traem" seus parceiros assistindo secretamente a episódios de séries que haviam combinado de ver juntos. 

A pesquisa, que chegou a ser notícia até mesmo no telejornal da NBC (e recebeu o título de "Netflix cheaters"), foi conduzida pela Harris Interactive. Veja abaixo o infográfico que resume os principais achados da pesquisa, e dá detalhes bem curiosos do tipo: 5% da "traição" ocorre no banheiro, enquanto 21% acontece na própria cama enquanto o parceiro dorme...






















A campanha reforça o alto grau de autonomia desfrutado pela nova audiência, que pode assistir ao que quer, onde quer e quando quer - mesmo que tenha que mentir depois. Confira o divertido vídeo:





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20 abril, 2013

TV e cinema: Curso Narrativas Imersivas


Este é outro curso de extensão que ministro no mês de maio: Narrativa Audiovisual Imersiva, ideal para aqueles interessados nos novas oportunidades do mercado de cinema, TV e conteúdo digital no Brasil.

Um dos maiores desafios para produtores de TV e cinema hoje é repensar os tradicionais métodos de contar - e circular - suas histórias. Existe um desejo crescente do público de participar na produção e circulação de conteúdo. Por isso a narrativa hoje – seja de séries ou filmes – precisa ser uma experiência intensa e imersiva. Os pontos de partida para esta experiência espalham-se através de múltiplas plataformas, nas quais a história pode ser consumida de forma única e não-linear por cada membro da audiência.

Público: Áreas de comunicação, de cinema e de TV, veículos de comunicação, produtoras de vídeo, produtoras de conteúdo digital (alunos e ex-alunos da PUC têm 10% de desconto).

Período: De 6 a 9 de maio de 2013, das 19h30 às 22h40 (16 horas/aula)

Local: Famecos/PUCRS, Porto Alegre.


18 março, 2013

SxSW 2013: Sobre a distribuição de conteúdo


Direto da SxSW 2013, Fabio Seixas, Diretor Executivo da Conspiração Concept, compartilhou no site do Clube de Criação de São Paulo algumas de suas impressões sobre um dos temas mais discutidos no evento este ano: as novas formas de financiamento e distribuição de conteúdo. Reproduzo abaixo o texto na íntegra (original aqui).


Um dos assuntos sobre o qual mais se falou no SxSW é a distribuição do conteúdo, seja de filmes, músicas ou - por que não? - games. Diferente do passado, quando canais de TV, salas de cinema, rádios e consoles eram as únicas opções, hoje contamos com centenas de soluções. Desde as mais conhecidas, como o Vimeo e o Youtube, para vídeos, e o SoundClound para música, bem como outras mais personalizadas como:

• BandPage, plataforma de música para bandas.
• VHX, para filmmakers que querem vender e distribuir seus próprios conteúdos.
• OUYA, um console de games diferente, que foi lançado no Kickstarter e arrecadou $ 8.5 milhões. Seu lançamento está previsto para esse ano e deve custar em torno de 99 dólares. Produtores de games independentes podem ter sua conta de desenvolvedor (assim como no iTunes) e ganhar dinheiro vendendo games nessa plataforma.


Aliás, o mais legal de tudo o que foi dito é a possibilidade de distribuição independente. Os americanos estão com um mindset super afinado sobre o tema quando falamos de conteúdo independente (ou não), que se resume em criar sua própria audiência (para quem não conhece, o case da Amanda Palmer no TED é uma aula). Só para ter uma ideia, aproximadamente 25% dos livros vendidos na Amazon são de escritores independentes. Hoje, os casos de sucesso não são poucos quando falamos de produção de conteúdo independente.

De todas as ferramentas, a KickStarter é a mais falada e a que vem obtendo muito sucesso para ao mesmo tempo lançar projetos e criar audiência. Para saber quais os projetos mais bem sucedidos acesse Kickstater Stats. Lá você encontra informações do tipo: quase 50% dos projetos publicados foram financiados; as categorias mais bem sucedidas são música, artes plásticas e filmes, respectivamente; 22 projetos captaram mais de $ 1 milhão; 28 dólares é a media de investimento por pessoa/projeto.

Além do dinheiro, o mais importante de um projeto lançado via KickStarter é a audiência que se constrói com ele. Se o seu projeto consegue financiamento, isso significa que ele tem audiência e que ele é bom de verdade (pelo menos para o público pagante). E esse público deve ser cuidado com carinho, pois é o mesmo que vai apoiar um futuro projeto seu e divulgar o projeto atual. Afinal, quando falamos de audiência e visibilidade de conteúdo é bem melhor conseguir captar $ 1 milhão de 50 mil apoiadores/entusiastas, do que de uma pessoa só. E não esqueçam as outras ferramentas, como Facebook, websites e email mkt para construir público, afinal, esse público é seu e não de um projeto apenas. Monte sua base e essa base vai estar sempre lá quando precisar. A Amanda Palmer conseguiu captar mais de $ 1 milhão dos 25 mil fãs que ela tinha no Facebook.


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26 janeiro, 2013

Consumo de conteúdo em múltiplas telas - Infográfico

A Uberflip preparou um infográfico esclarecedor sobre as relações entre multitasking, múltiplas telas, TV social e consumo de conteúdo, assim como as implicações que estas mudanças comportamentais trazem para a publicidade.

Afinal, as chances de você estar lendo este post no seu smartphone ou tablet são grandes não é mesmo? E a TV, está ligada? Então é bem provável que você esteja alternando seu olhar entre estas palavras que lê agora e outra tela em algum lugar do quarto/sala/escritório no qual você está neste momento. Bem vindo à era do multi-screen content consumption (literalmente: consumo de conteúdo em múltiplas telas).




Fontes: Google, IAB, Nielsen, eConsultancy e ComScore. Para baixar o infográfico completo clique aqui.



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22 janeiro, 2013

Jenkins fala sobre "virais", web 2.0 e produção de fãs


Esta é uma deliciosa entrevista em duas partes com o mestre Henry Jenkins, realizada por ninguém menos que Frank Rose (quem foi meu aluno já está cansado de ouvir sobre os dois autores). 

Nela, Jenkins fala sobre como a utilização errada da expressão "fazer um viral" pode ser prejudicial à essência da cultura participativa, e revela alguns dos principais argumentos levantados em sua mais nova publicação, Spreadable Media: Creating Value and Meaning in a Networked Culture (cuja autoria divide com Sam Ford e Joshua Green).

Leia as duas partes da entrevista na sua íntegra (e em inglês) aqui e aqui. Abaixo, compartilho alguns highlights:



“A expressão ‘fazer um viral’ presume uma falsa ideia de controle em uma época em que as organizações possuem cada vez menos domínio sobre como seu conteúdo circula em uma cultura convergente.”

“Vamos começar fazendo uma distinção ente cultura participativa e web 2.0. A atual cultura da participação é resultado de uma extensa luta das comunidades para garantir maior poder de influência sobre decisões que impactam suas vidas. Já a web 2.0 é um modelo de negócios que busca captar esta essência e tirar proveito do desejo de participar do público. (...) Muito do que inicialmente se escreveu sobre web 2.0 pressupõe um mundo onde os interesses das empresas e dos que usam seus serviços estão perfeitamente alinhados. Entretanto, nos últimos cinco ou seis anos, toda grande organização se viu no centro de alguma controvérsia à medida que seus usuários se rebelaram contra aspectos de seus termos de serviço (incluindo disputas sobre censura, copyright, violação de privacidade, data mining e práticas publicitárias).”

“Não tenho certeza se posso oferecer uma solução concreta ou um modelo que funcione melhor – até porque a solução provavelmente não será do tipo ‘um tamanho serve para todos’ – mas espero que o livro encoraje um processo de comunicação mais ativa entre empresas e as comunidades as quais desejam servir.”


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