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30 junho, 2013

Casais "traem" quando o assunto é Netflix


"Adultério" é a nova e genial campanha do Netflix, baseada em uma recente pesquisa que defende que 12% dos casais nos Estados Unidos "traem" seus parceiros assistindo secretamente a episódios de séries que haviam combinado de ver juntos. 

A pesquisa, que chegou a ser notícia até mesmo no telejornal da NBC (e recebeu o título de "Netflix cheaters"), foi conduzida pela Harris InteractiveVeja abaixo o infográfico que resume os principais achados da pesquisa, e dá detalhes bem curiosos do tipo: 5% da "traição" ocorre no banheiro, enquanto 21% acontece na própria cama enquanto o parceiro dorme...






















A campanha reforça o alto grau de autonomia desfrutado pela nova audiência, que pode assistir ao que quer, onde quer e quando quer - mesmo que tenha que mentir depois. Confira o divertido vídeo:





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21 abril, 2012

Dica de livro: “Social TV”

Reproduzo aqui meu artigo publicado no blog Televisual em 30/03/2012.


Desde que foi apontada em 2010 como uma das principais novas tendências pelo MIT Technology Review, a TV social (leia mais aqui e aqui) segue sendo o hot topic na pauta de executivos de emissoras e de publicidade nos EUA. Afinal, a repercussão nas mídias sociais está se tornando cada vez mais o termômetro da popularidade de um programa de TV ou marca, e empresas especializadas em métricas para a TV social (como a BlueFin Labs) já se autoproclamam o “novo Nielsen” (ou Ibope, no caso do Brasil). Apesar de ser um pouco cedo para jogar fora os velhos índices de audiência, sem dúvida seria miopia criar, hoje em dia, um programa ou campanha publicitária sem levar em consideração o seu potencial de interatividade e de viralização na rede.

No Brasil o assunto ainda não pegou fogo de verdade, apesar de já existirem artigos na mídia sobre o poder da segunda tela e seus aplicativos. Talvez o lançamento de um best seller como Social TV, de Mike Proulx e
Stacey Shepatin - o primeiro livro a se dedicar exclusivamente ao assunto - seja o incentivo que nos falte. Por enquanto ainda não há previsão de lançamento em português, mas quem sabe o sucesso que o livro está fazendo lá fora estimule uma de nossas editoras a investir.

Apesar da realidade do livro parecer um pouco distante da nossa (afinal serviços de VOD e streaming, como NetNow, Netflix e iTunes, só chegaram aqui ano passado), acredito em três pontos cruciais que não podem ser menosprezados pelos anunciantes e executivos de marketing:

Primeiro: De acordo com a pesquisa da Motorola Mobility, além de serem os consumidores da América Latina que mais usam dispositivos móveis para ver TV, os brasileiros gastam 6 horas por dia em redes sociais, número semelhante à média global. O estudo reforça a questão de que as redes sociais mudaram a experiência de ver televisão no país: 43% já usaram as mídias sociais para recomendar um programa à outra pessoa, e 82% responderam que usaram a TV social em 2011.

Segundo: No país das novelas, onde a cultura do “você viu ontem à noite?” já faz parte do DNA da população, o prazer do programa em tempo real fala mais alto. Alguns exemplos de que a TV social está bem viva no país: a reprise de Vale Tudo em 2011 colocou o Viva na liderança entre os canais pagos entre 0h45 e 1h45, e muito desta popularidade se deu graças à conversação gerada em tempo real nas redes sociais; o último capítulo de Fina Estampa bateu recorde ao colocar a novela nos Trending Topics na categoria Brasil e Worldwide; e para não ficar só nas novelas, há poucos dias o Universal Channel fez um ação do tipo "Watch and Tweet" durante a estreia da nova série Smash no Brasil.

Terceiro: Nossa posição é vantajosa à medida que podemos aprender com os casos de tentativa e erro das marcas no hemisfério norte. Quando nossa realidade de mercado estiver mais próxima à do mercado americano, já saberemos quais as estratégias que fracassaram e quais funcionaram.


Enquanto a edição em português não sai, aqui está um trecho da entrevista do autor concedida ao blog Lost Remote:


O QUE O INSPIROU A ESCREVER O LIVRO?

Existem várias fontes que discutem as transformações do mercado televisivo atual, mas mesmo assim eu sentia falta de algo que "ligasse os pontos" e analisasse o que todas estas mudanças significam para os anunciantes. A publicidade costumava ser simples, mas hoje a televisão transcende veículos, canais e plataformas. Apesar de esta nova realidade ser emocionante, ela também se torna cada vez mais complicada (e intimidante) para as marcas. A TV voltou a ser uma "mídia nova". Por isso, escrevemos o livro para que fosse um guia para as marcas, à medida que elas experimentam e aprendem a lidar com estas transformações.


VOCÊ PODERIA RESUMIR O LIVRO EM 140 CARACTERES?
Sim, até em 130: “Como marketeiros podem atingir e envolver a audiência combinando a estratégia de TV com a web, mídias sociais e plataformas móveis”. Este na verdade é o subtítulo do livro.

E para finalizar, alguns dos vídeos sobre dois apps da TV social que são citados no livro:

MISO SIDESHOW:


INTONOW:



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05 março, 2012

NETFLIX: Produção de séries próprias pode ameaçar a HBO?



Inicialmente baseada na distribuição de filmes, a Netflix nos EUA está transferindo o foco de seu negócio para as séries de TV. O serviço de VOD (Video On Demand), que chegou este ano ao Brasil, está disponível em 1 entre cada 4 domicílios americanos com banda larga (um total de 21.7 milhões de assinantes).

Ano passado a proporção da demanda de conteúdo destes assinantes foi de 60% séries e 40% filmes. Este ano, embora ainda não possua os números finais, a empresa arrisca que a proporção será de 80% contra 20%. De olho no mercado das séries - que seus executivos chamam de “filmes de 26 horas” - a Netflix acaba de adquirir as temporadas completas de Mad MenBreaking Bad e Lost.

Mas a nova estratégia não pára por aí. Investindo também no desenvolvimento de conteúdo próprio, a empresa planeja a estreia da série original House of Cards este ano, e um revival da saudosa Arrested Development ano que vem. House of Cards é um thriller político baseado na cultuada série britânica de mesmo nome. A nova versão terá ninguém menos do que Kevin Spacey como protagonista e David Fincher (MilleniumA Rede Social) na direção.


Todas essas mudanças têm gerado especulações no mercado americano de que Netflix estaria se tornando a nova HBO. Com certeza a empresa de streaming está muito distante dos parâmetros de qualidade de um Game of Thrones, por exemplo. Mas os nomes de peso que conseguiu reunir para seu primeiro projeto deixam claro que se trata de uma estratégia bastante ambiciosa. E o que diferencia a Netflix da TV aberta – e por isso a inevitável comparação com a HBO e Showtime – é a sua forma de negócio: sem anunciantes, apenas assinantes.

Recentemente na Conferência “What is Television?”, organizada pela Universidade de Oregon, EUA, o produtor Lloyd Segan gerou polêmica ao defender que a Netflix tem a seu favor o fato de que não depende de intermediários (os MSOs, ou operadoras de cabo), e pode se dar ao luxo de desenvolver uma relação bem mais direta com a audiência.









Este formato pode garantir uma maior liberdade de experimentação assim como uma maior participação dos (e interação com) os consumidores. A verdade é que jamais na história a audiência teve tamanho poder de agenciamento como hoje, o que vem causando certa dor de cabeça não só nas emissoras de TV mas em toda a indústria do entretenimento. É esperar para ver de quem será o próximo movimento.


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