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29 agosto, 2013

Intel e Toshiba convidam público a derrotar bigodes alienígenas (não, você não leu errado)



Hoje é quinta-feira, dia de episódio novo de #ThePowerInside, terceiro projeto de branded content originado da parceria entre Intel e Toshiba (leia aqui sobre o primeiro projeto, e aqui sobre o segundo). Desta vez trata-se de um thriller cômico no estilo Buffy. No lugar dos vampiros, bigodes alienígenas. E para acabar com eles, um barbeiro badass, interpretado por Harvey Keitel (The Moustache Slayer?). No elenco estão também Reid Ewing (Modern Family), Analeigh Tipton (Meu Namorado é um Zumbi) e VOCÊ. Sim, você. Descubra como participar aqui.

O protagonista Neil é um nerd que descobre sua força interior e derrota os invasores. Obviamente, o Ultrabook da Toshiba com processador Intel são fundamentais nessa jornada. Marcas como Spotify, Skype, Fossil e Skullcandy também participam da história, uma espécie de branded content dentro do branded content, como vimos acontecer na ação de lançamento de Prometheus (que teve participação da Microsoft) e no ARG Why So Serious (participação da Nokia). Uma tendência bem interessante: se você não pode bancar uma mega campanha transmidiática como a Intel e a Toshiba, existe a possibilidade de encontrar um espaço para sua marca dentro do conteúdo criado para uma marca maior - que conversa com o mesmo tipo de público que o seu ou que possui uma imagem que pode beneficiar a sua.

PJ Pereira, da premiada agência Pereira & O’Dell, declarou à revista Fast Company:

“We’ve learned that you have to plan everything to multiple levels of engagement. If you do it right and have a good story, there will be a small group of people who will geek out about it and want to spend hours obsessed about it. Others will want to be far less involved but wherever you are, the brand message needs to work on all those levels”.

Os dois primeiros episódios trouxeram tiradas ótimas, brincando com o universo hipster e geek como pode ser conferido nas imagens abaixo. Assista aos primeiros episódios aqui.




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30 agosto, 2011

E “INSIDE” segue



A experiência social Inside (que já expliquei aqui porque não chamo de filme nem de websérie ou game) ainda não terminou. Apesar de no episódio 8, postado dia 4 de agosto, Christina ter sido libertada, ainda existem perguntas centrais que permanecem sem resposta. Embora o vídeo tenha sido chamado de “final”, ainda não se sabe quem era o sequestrador, nem qual o motivo do sequestro.

Mas o suspense está com os dias contados. A data para o lançamento do filme Inside foi finalmente anunciada. A estreia será dia 6 de setembro, e será online, no site oficial do projeto.  Neste dia - teoricamente - todas as perguntas serão respondidas. Mas a longa espera e todo mistério em torno da data de lançamento só contribuiu para aumentar o clima de expectativa entre os fãs, que, mesmo depois da "pseudo" conclusão de 4 de agosto, seguem deixando comentários e recados na página de Christina Perasso no Facebook.


E tamanho foi o envolvimento gerado pelo projeto que um fan video acaba de ser postado no YouTube. Trata-se de um tributo, onde participantes de diferentes localidades agradecem aos produtores pela incrível experiência. Tudo indica que o pessoal do marketing da Intel e da Toshiba já tem motivos suficientes para estourar aquela garrafa de champanhe.

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04 agosto, 2011

Filme? Websérie? Game? “INSIDE” é entretenimento 2.0



Artigo originalmente postado no blog O Café.



@ChristinaP887: AJUDEM-ME. EU FUI SEQUESTRADA. LIGUEM PARA A POLÍCIA. ISTO NÃO É UMA BRINCADEIRA. ESTOU REALMENTE ASSUSTADA.

Com este tweet, em 25 de julho de 2011, ChristinaPerasso deu a largada neste que é um dos projetos transmídia mais elaborados (e sinistros) da década. Insideque está programado para “concluir” hoje, é um thriller interativo patrocinado pelos gigantes Toshiba e Intel, onde as redes sociais são parte integral da trama.

Christina (Emmy Rossum) é uma jovem de Seattle que é sequestrada. Sem ter como escapar, sua única forma de contatar o mundo exterior é através de um laptop, deixado ali pelo seu captor, que quer que ela use a Internet para pedir ajuda. Através das redes sociais ela contata a sua mãe, Cathy, as amigas Emma Jennifer, além de Kirk (o misterioso ex-namorado) e um detetive particular. Novos personagens vão surgindo, postando mensagens, fotos e vídeos no Facebook, Twitter e YouTube, e todos eles interagem com o público (na primeira semana a página de Christina no Facebook conquistou mais de 20.000 seguidores). Em Inside, o público é convocado a ajudar, tornando-se assim parte da trama, costurada por uma série de enigmas sobre o passado da protagonista e complexas charadas que têm deixado muita gente acordada na madrugada, na tentativa de decifrá-las juntamente com participantes de fusos horários diversos.

Comentário aterrorizado da mãe de Christina ao reconhecer a foto da filha no background do bilhete.
A idéia central é experimentar o conceito de cinema social – destaco aqui o verbo “experimentar”. Afinal, todas as vezes que iniciei uma conversa sobre o tema, me deparei com uma questão linguística: qual o verbo certo? “Você está assistindo?” Não é bem o caso. “Você está jogando?” Também não. Afinal, não se trata de cinema no sentido literal, pois é seriado e participativo (e nem está listado entre os trabalhos de Emmy Rossum no IMDB). Mas também não chega a ser uma websérie, apesar de todos os episódios estarem online. Por isso talvez o verbo mais adequado, ao menos por enquanto, seja “experimentar”, como o próprio slogan já diz.

Chame de experiência social, ficção colaborativa, transmedia storytelling, inteligência coletiva, ARG, gamificação, twittertainment, branded content, chame do que quiser, buzz words não faltarão. Mas sejam quais forem as terminologias usadas, uma coisa é certa: “We’re not in Kansas anymore”, como diria Dorothy no Mágico de Oz.
Mais uma pista sinistra deixada pelo sequestrador.

Inside é uma forma de produzir e consumir entretenimento própria desta época, que está sendo chamada de “era da imersão”. Somos participantes ao invés de espectadores, somos produtores de conteúdo e não apenas consumidores. As linhas divisórias entre conteúdo e marketing, narrador e audiência, nunca estiveram tão embaralhadas. Estas novas narrativas participativas (que ensaiaram seus primeiros passos na campanha de lançamento do filme Batman – O Cavaleiro das Trevas) nos convidam a mergulhar em um faz de conta virtual, e como Dorothys às avessas, batemos três vezes nossos sapatinhos vermelhos. Não para voltar ao mundo real, mas sim para escapar dele. No lugar dos sapatinhos, precisamos apenas de uma conexão, um username e uma rede de contatos – exatamente as três coisas que o sequestrador de Christina Perasso permite que ela tenha acesso.

E tamanho foi o envolvimento gerado pelo projeto que um fan video acaba de ser postado no YouTube. Trata-se de um tributo, onde participantes de diferentes localidades agradecem às marcas Intel e Toshiba pela incrível experiência. Assista ao vídeo abaixo.



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14 julho, 2011

Depois da “social TV”, agora é a vez da "social Hollywood”



A idéia central de Inside - o novo filme de horror de DJ Caruso (Eu Sou o Número Quatro, Paranóia) - é experimentar o conceito de “cinema social”. Em Inside, usuários do Facebook, Twitter e YouTube são convidados a participar do filme e decidir o destino da protagonista vivida por Emmy Rossum.

O trailer mostra uma jovem que se encontra trancada em um quarto. Sem ter como escapar, sua única forma de contatar o mundo exterior é através de um laptop. E quem ela irá contatar? Você. Quando? A partir de 25 de julho.

Além de poder acompanhar e interagir em tempo real, há a possibilidade de co-estrelar, via webcam. Mas para isso é preciso ser selecionado em um casting call. No site do projeto, em apenas dois dias já foram postados cerca de cem vídeos de aspirantes a co-estrela. Tal processo de seleção não deixa de lembrar o formato já esgotado por Big Brother e The X Factor, mas, se serve de consolo, o objetivo final não é um reality show, mas sim uma ficção colaborativa.

O projeto - cujo slogan é "Her only way out will be to bring you in” - é financiado pelos gigantes Intel e Toshiba (alguém lembra do slogan da Intel?). Trata-se de um exemplo de branded content, característico de uma época que Frank Rose descreve como a era da imersão, onde somos participantes ao invés de espectadores, produtores de conteúdo e não apenas consumidores. As linhas divisórias entre conteúdo e marketing, narrador e audiência, nunca estiveram tão embaralhadas.

Nas palavras de Ron Smith, VP de marketing da Toshiba, o objetivo do projeto é “oferecer uma possibilidade única de envolvimento” com o público, que poderá “enxergar seu próprio nome, seus comentários e sua identidade social incluídas no projeto”. (Fonte: POPSOP)

Difícil prever se Inside dará certo, ou se este será um formato comum daqui a alguns anos. Mas é difícil não ficar ao menos um pouco curiosa. E empolgada com o fato de estar vivendo em uma época em que somos como crianças grandes brincando com brinquedos digitais caros. Brinquedos que podem mudar a forma como produzimos e consumimos entretenimento de uma forma assustadoramente radical.




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