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03 novembro, 2013

O FUTURO DA TV EM UM CLICK

Reproduzo abaixo o artigo da ACCENTURE, publicado em março de 2013, dos autores Robin Murdoch, Youssef Tuma e Marco Vernocchi. Link original aqui.



Imagine um adolescente ao assistir televisão. Ele provavelmente estará com um tablet no colo, pronto para conferir vídeos relacionados ao documentário do Animal Planet, transmitido pela emissora, ou terá pedido o celular da irmã mais velha emprestado para acessar o último episódio de Dança dos Famosos.

Quando esse jovem adolescente tiver idade para ir à universidade, sua experiência com a TV será muito mais rica. Por meio do aparelho, ele poderá convidar os amigos para assistir ao vídeo filmado por seus colegas, que carregou em sua biblioteca de conteúdos doméstica e armazenou na nuvem. Quando os amigos forem embora, ele utilizará o controle remoto da televisão para um passeio em alta resolução pelo bairro de Pequim, onde seu irmão mais velho mora, ou selecionará um cena de seu filme favorito para assistir.

Será o fim do aparelho de TV? O declínio dos televisores foi previsto há anos, por conta do crescimento da internet, mas a TV chegou para ficar. Seu papel de proporcionar entretenimento envolvente, coletivo ou individual continuará. A televisão se transforma a cada dia e o processo por trás da tela passa por mudanças drásticas.

A TV será ainda mais útil para o entretenimento, educação e informação. Executivos, cineastas, canais de televisão, prestadores de serviços via Internet e até os operadores de comunicação, que fazem a ligação final com o consumidor) acreditam que a reinvenção da TV será uma revolução. As organizações que captarem rapidamente as mudanças na criação, financiamento, produção e transmissão de conteúdos televisivos estarão à frente das demais, que poderão enfrentar uma concorrência nova e feroz. Um exemplo disso é a pressão que as empresas de TV a cabo sofrem dos chamados provedores OTT (over-the-top), como a Netflix e a Hulu, que transmitem pela Internet. Atualmente, assistimos o colapso das barreiras que costumavam impedir a entrada de novos participantes no mercado da TV.

Como a TV pode continuar relevante na era dos tablets e smartphones? O tempo dedicado à televisão foi compartilhado com laptops, celulares e tablets e fragmentado, por conta das ocupações e agitações da vida moderna. Esses fatores forçam comportamentos como a gravação de um episódios do seriado do momento, perdido por causa da reunião do conselho escolar.

Pesquisas recentes da Accenture sobre os hábitos dos telespectadores revelam que 62% usam um computador ou laptop enquanto assistem TV e 41% por cento utilizam o celular - enviam mensagens para amigos sobre alguma piada transmitida ou verificam a veracidade do discurso de algum político, por exemplo. Se juntarmos a este cenário a disponibilidade generalizada de Internet sem fio de alta velocidade, a experiência do telespectador moderno se torna muito mais interativa, consumível e fácil de ser compartilhada em tempo real. 

Meio dominante
A telona da sala é e continuará a ser um meio de comunicação dominante. Ainda não há um substituto para a experiência coletiva de se assistir a uma final de campeonato ou da temporada de um seriado popular. Um outro estudo da Accenture revela que os jovens estão muito mais ligados na TV do que se supõe. Mesmo na faixa dos 25 aos 34 anos, eles assistem, em média, 140 horas de programação “tradicional” , mais de 20 vezes a quantidade de horas gastas com vídeos na Internet ou em celulares.

Quase metade desses indivíduos ainda senta em frente a TV para assistir a algum tipo de conteúdo OTT, ao invés de procurar seus tablets ou celulares. Um outro dado que merece destaque é sobre os usuários do YouTube, eles assistem cerca de cinco horas de vídeos por mês, uma quantidade ínfima perto do tempo que passam em frente a TV.


A televisão ainda tem muito poder para atrair audiência e as mudanças e transformações continuarão a seduzir os telespectadores. Em poucos anos poderemos usar a TV para acessar um ecossistema completo de conteúdos ricos e, em grande parte, totalmente interativos e disponíveis via Internet. O acesso será fácil, a partir de catálogos de conteúdos e um aparelho de mão - talvez uma geração futura do smartphone, ou um dispositivo exclusivo que seja tão simples e intuitivo quanto o controle remoto.

Outra tendência significante das mudanças causadas pela revolução da TV é a transformação de telespectadores em criadores de conteúdo capazes de ampliar o que aparece nos canais de notícias. Ao mesmo tempo, os grandes estúdios de cinema atendem a crescente demanda por conteúdo visual de primeira linha e investem pesado na produção de seus blockbusters. Estima-se que foram gastos aproximadamente 150 milhões de dólares com último filme de James Bond, Skyfall, e cerca de 250 milhões de dólares com o filme Batman - O Cavaleiro das Trevas. Essas superproduções são planejadas desde o início para ampliar as oportunidades downstream em extras, vídeos para a Web e aplicativos. Cada vez mais os conteúdos podem ser distribuídos por lojas online, como a Amazon, localizados no Google ou oferecidos sem custos pela Bravo, por exemplo.

Rei do conteúdo
Executivos de redes e operadoras de TV a cabo não precisam procurar muito para enxergar o que abala suas bases. A resposta é óbvia: tecnologia - do aparelho de TV à mídia social cujo compartilhamento de informações por meio dos serviços de nuvem permitem armazenar imensas quantidades de dados. O fato é que o consumidor comanda o conteúdo.

Na última década, o controle passou rapidamente para as mãos do telespectador. Com o TiVo e outros sistemas de gravação digital ficou fácil escolher quando queremos assistir nossos programas favoritos, mas os consumidores também querem personalizar a programação com os recursos de pesquisa, recomendações, redes sociais e serviços cada vez mais integrados. A Accenture verificou que 64% das pessoas preferem pesquisar vídeos por gênero, como faroeste ou desenho animado, e 43% procuram novos vídeos com mecanismos de recomendação, que acompanham suas preferências e sugerem conteúdos similares. Aproximadamente 28% dos usuários de serviços como Netflix e YouTube criaram listas de reprodução de vídeos. Ambas as empresas facilitam esse tipo de operação, pois utilizam o histórico de comportamento dos usuários para fazer recomendações relevantes. A história se repete com os serviços de música oferecidos por empresas como Pandora e Spotify e com a comercialização de mercadorias realizada pela Amazon.com.

As pessoas passaram de simples consumidoras de conteúdos para distribuidoras . Os usuários de mídias sociais têm, em média, 3,2 amigos que publicam vídeos pelo menos uma vez ao dia; quase quatro em cada 10 consumidores publicam vídeos em mídias sociais. Mais da metade dos participantes da pesquisa da Accenture estariam interessados em recomendar vídeos para outras pessoas como parte de sua participação num serviço de vídeos.

Não se trata somente do controle, mas da criação de conteúdo. O termo “prosumer” (contração que significa “consumidor profissional”) começa a aparecer para descrever amadores talentosos que usam tecnologias sofisticadas e acessíveis para produzir reportagens ou vídeos educativos com qualidade. Amantes de aventuras podem comprar uma câmera GoPro por menos de trezentos dólares, acoplá-la a mountain bike ou a mascara de mergulho e produzir imagens de qualidade, que podem ser editadas facilmente em qualquer laptop e compartilhadas em mídias sociais. O crescimento do chamado "conteúdo gerado por usuários" explodiu. O YouTube já tem mais de 800 milhões de usuários únicos por mês e, embora a maioria somente assista, cada vez mais pessoas publicam seus conteúdos ou produções de colegas.

As possibilidades crescem com tanta rapidez e chegam tão longe que podemos dizer que o conteúdo criado pelos prosumers, em breve, será um concorrente sério para alguns tipos de material profissional, como filmagens para telejornais e reality shows. Até mesmo o financiamento para criação de conteúdos foi alterado pelos consumidores.

Se por um lado os fatores tecnológicos pressionam a indústria da mídia, do outro lado estão os anunciantes, que querem e precisam mensurar o retorno de seus investimentos. Para os meios de comunicação tradicionais, dar medidas exatas sempre foi difícil. Com a explosão das mídias de Internet, a situação ficou mais complicada, pois suas métricas são mais precisas e a atenção do telespectador foi fragmentada entre as diversas opções de entretenimento.

Em busca do pote de ouro
Quem é o vencedor no novo mundo da mídia? O consumidor é claro. Outros vencedores provavelmente vão surgir fora da curva que definiu o setor nos últimos cinquenta anos. Não é exagero dizer que empresas como a Amazon e o Google vão ganhar muito, assim como outras que compreenderem o significado da cadeia de valor dos meios tradicionais e do desenvolvimento de novos valores e consumo em mídia. Assistimos à chegada e o crescimento de organizações que oferecem novas opções de acesso a conteúdos digitais. Companhias como o YouTube e a Netflix criam seus próprios conteúdos para diferenciar a marca e melhorar sua posição na batalha pelos direitos autorais. Amazon, Google e Apple já oferecem uma quantidade significativa de conteúdos para seus consumidores, mesmo que essa não seja a base de seus negócios. O negócio do Google é a pesquisa, mas a empresa transmite mais de 4 bilhões de horas de vídeo todo mês por meio do YouTube.

A maior parte das receitas da Apple vem da venda de seus aparelhos. Isso não impediu a companhia de ganhar 2 bilhões de dólares no terceiro trimestre de 2012 com a iTunes Store, Apple Store, iBookstore, vendas de serviços para iPod e acessórios com a marca Apple ou de terceiros para iPod.


Os novatos vão onde o dinheiro está. Eles perceberam que o sucesso no setor de mídia gira em torno dos conteúdos de qualidade. Isso explica o anúncio feito pelo YouTube em outubro de 2011 sobre investimentos de 100 milhões de dólares em canais premium. Em maio de 2012, a Netflix também anunciou seus planos de investir 185 milhões de dólares na criação de conteúdo original em cinco anos.A nova temporada de Arrested Development e House of Cards, versão americana da série britânica política, dirigida por David Fincher e estrelada por Kevin Spacey, são frutos da iniciativa anunciada pela Netflix.

Os deslocamentos tectônicos sofridos pela indústria da mídia mudarão sua paisagem e alterarão tudo, do fluxo de investimentos dos anunciantes ao funcionamento do próprio setor. Parte desse futuro já chegou. Nos últimos meses, alguns provedores de conteúdo em OTT reforçaram sua posição. A Netflix tem mais assinantes do que várias operadoras de TV a cabo nos Estados Unidos. São números impressionantes se considerarmos que a empresa foi fundada em 1997.

As operadoras com mais visão de futuro entre as tradicionais já iniciaram mudanças consideráveis para melhorar seu posicionamento no novo mundo da mídia. A British Sky Broadcasting permite que seu conteúdo seja acessado por dispositivos variados e o YouView - um novo sistema aberto que facilita o acesso às tecnologias de TV por transmissão de IP numa interface intuitiva - está apoiado em gigantes do setor como a BT e a BBC.

Chega de tiros no escuro
Os modelos tradicionais, que envolvem a assinatura de conteúdos, não são os únicos ameaçados pelo novo formato. Com a chegada do formato OTT e diante da maneira que os telespectadores consomem conteúdos - programação assistida de forma holística, com as experiências de entretenimento digital, como TV, filmes, vídeos na Web, jogos e aplicativos -, os anunciantes também terão que se adaptar.
A migração gerenciada de direitos para novas plataformas preservou os anunciantes da TV tradicional e as assinaturas de TV paga como as principais fontes de renda. O setor está prestes a mudar rápido demais para que isso continue assim. As assinaturas podem deixar de ser pacotes inchados e oferecer opções à la carte que permitam escolher e pagar exatamente o conteúdo desejado para fornecedores diferentes, inclusive os da Internet.

Executivos de marketing já trabalham na redistribuição e otimização dos orçamentos entre plataformas. As coletas de dados e ferramentas de análise cada vez mais sofisticadas sobre consumidores auxiliam nesse trabalho e permitem novas formas de direcionamento e medição para as transmissões. A digitalização acaba com as incertezas dos modelos de propaganda tradicionais, porque os dados digitais são mais precisos e detalhados que os analógicos. Muito ainda precisa ser feito para que os departamentos de marketing tradicionais consigam usar com eficácia essas análises para oferecer anúncios personalizados e interativos, com uma compreensão detalhada dos grupos de consumidores que responderão às novas ofertas

O que significa então essa nova cara da TV para as empresas de mídia estabelecidas? A ascensão do consumidor exige modelos de negócio baseados nas suas necessidades mais do que nas de um canal, plataforma ou anunciante em particular. Um único panorama do cliente é obrigatório para uma estratégia multiplataforma centralizada.

As empresas que conseguirem se adaptar experimentarão abordagens diferentes e simultâneas. Será preciso criar e trabalhar com modelos de negócio híbridos e reavaliar constantemente seu lugar no “ecossistema” da mídia. Talvez seja necessário assumir novos papéis para localizar e capturar oportunidades de receita. Os elementos de toda a cadeia da mídia precisam planejar uma arquitetura totalmente diferente e nova para a distribuição de seus produtos.

Em dez anos a TV será uma das maiores peças de mobília da sala de estar e ocupará seu lugar de destaque na vida familiar. As empresas de TV se tornarão irreconhecíveis se comparadas aos modelos operacionais e estruturas atuais. As decisões que são tomadas pelos novatos, no topo e na base da cadeia de valor, obrigam organizações estabelecidas a repensarem radicalmente suas práticas. As redes de transmissão tradicionais - as mais ameaçadas -, precisam agir com rapidez e segurança para sobreviver neste novo mundo.

As decisões tomadas pelas Amazons e Googles vão muito além do próprio setor de comunicações. Essas iniciativas darão o tom das escolhas que os anunciantes terão de fazer, de uma empresa para outra ou da empresa para os consumidores. Suas decisões também influenciarão a educação e são capazes de mudar o rumo do desenvolvimento de novos produtos para fornecimento de conteúdo. Essas mudanças poderiam até mesmo reformar a mídia em seu papel de refletora e influenciadora de políticas públicas.

Parafraseando a velha máxima da política: a nação irá onde a TV for.


(Sobre os autores: Robin Murdoch é líder do grupo de estratégia de Comunicações, Mídia e Tecnologia da Accenture, em Seattle. Youssef D. Tuma é líder de Serviços Digitais para a Accenture no Reino Unido, em Londres. Marco Vernocchi é líder do grupo de Mídia e Entretenimento das operações de Comunicações, Mídia e Tecnologia da Accenture em Milão.)


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10 outubro, 2013

COMO CRIAR HISTÓRIAS: 8 DICAS DE STORYTELLING DE GEORGE R.R. MARTIN E NEIL GAIMAN


The Story Lizard, by Jeremy Zerfoss

Saiu na FastCo. O recém lançado livro Wonderbook: The Guide to Creating Imaginative Fiction, traz Story Lizards e Prologue Fishes (fotos) que nos guiam pelos rebuscados caminhos do storytelling. Mas além destes infographic buddies, o livro traz também dicas do vencedor do Pulitzer Junot Diaz e dos mestres Neil Gaiman e George R.R. Martin.

Abaixo uma amostra do livro. Não tive tempo de traduzir, mas fica a dica.

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Read on for a sampling of Wonderbook: The Guide to Creating Imaginative Fiction tips about how to craft mind-blowing stories:

TELL DON’T SHOW
Hugo Award-winner Kim Stanley Robinson, author of the Mars trilogy, believes "exposition" deserves more respect. He says, "The advice 'show don’t tell' is a zombie idea, killed 40 years ago by the publication in English of Gabriel Garcia Marquez’s One Hundred Years of Solitude, yet still sadly wandering the literary landscape ... what is boring in fiction tends to be the hackneyed plots with all their tired old stage business, while the interesting stuff usually lies in what is called the exposition, meaning the writing about whatever is not us."

NAME WISELY
Fantasy novelist Neil Gaiman stresses the importance of a good name in describing the genesis of his American Gods protagonist. "There’s a magic to names, after all," he says. "I knew his name [needed to be] descriptive. I tried calling him Lazy, but he didn’t seem to like that, and I called him Jack, and he didn’t like that any better. I took to trying every name I ran into on him for size, and he looked back at me from somewhere in my head unimpressed every time. It was like trying to name Rumpelstiltskin. He finally got his name from an Elvis Costello song ... on Bespoke Songs, Lost Dogs, Detours and Rendezvous. It’s performed by Was (Not Was) and is the story of two men named Shadow and Jimmy. I ... tried it on for size ... 
'... Shadow stretched uncomfortably on his prison cot, and glanced across at the Wild Birds of North America wall calendar, with the days he’d been inside crossed off, and he counted the days until he got out.' And once I had a name, I was ready to begin."

BUILD A BETTER BACKSTORY
Stant Litore, author of the Zombie Bible series, asks himself three questions when creating characters. "I take a very pragmatic approach to backstory," he says. "I want to know what moment defined the character’s relationship to their parents, what moment defined their greatest desire, and what moment defined their greatest fear. Those three moments are most of what I need, because those three tell me where the character comes from, what they want, and what holds them back."

TAKE YOUR LUMPS
How to Live Safely in a Science Fictional Universe author Charles Yu, winner of the National Book Foundation 5 Under 35 award, advises "Leave things lumpy." He elaborates, "People want to know how the protagonist’s father’s dress socks looked against his pale white shins. People want to know the titles of the strange and eclectic books lining the walls of his study. People want to know the sounds he made while snoring, how he looked while concentrating, the way his glasses pinched the bridge of his nose, leaving what appeared to be uncomfortable-looking ovals of purple and red discolored skin when he took those glasses off at the end of a long day. Even if those lumps make the mixture less smooth, less pretty, even if you don’t quite know what to do with them, even if they don’t figure into your chemistry--they don’t have a place in the reaction equations--leave them there. Leave the impurities in there.

LET IT BLOOM
George R.R. Martin, author of the Song of Ice and Fire series divides storytellers into pre-planning Architects and Gardeners. "The Gardener just sort of digs a hole and plants a seed, and then he waters it with his blood and sweat before waiting to see what will come up. It’s not totally random, because obviously the Gardener knows what he’s planted; he knows whether it’s an oak tree or a pumpkin. If he’s not taken totally by surprise by further inspiration he has a general idea of what he’s doing ... I lean very much to the side of the Gardener."

The Prologue Fish, by Jeremy Zerfoss

FINISH THE THING
Early in his career Martin produced reams of unfinished story fragments. He learned to appreciate Robert Heinlein's Four Rules for Writing. Martin says "The first one was 'you must write, but the second one was 'you must finish what you write. A lot of young writers somehow get stuck, or it goes awry and they don’t finish those stories. Heinlein was right: You have to overcome that."

DEFORM THE FAMILIAR
Pulitzer Prize winner Junot Diaz says his first-person narratives demand that he push past personal autobiography. “I’ve never been able to write directly about things that happen to me," he says. "I need to deform them in ways to make them strange to me ... if I’m playing the court stenographer, then there isn’t going to be room for play, and if there is no room for play the work sits on the page lifeless. It’s during the play that I come up with all the weird connections, when my subtle structures come to life, when what’s best about the book starts to unfold.”

TALK TO STRANGERS
Arthur C. Clarke Award winner Lauren Beukes, a white South African, created a black Ugandan ex-junkie as the hero of her critically lauded sci-fi noir novel Zoo City. Beukes says "I don’t have a lot of patience for [authors who are] too lazy to do any research ... culture and race and sexuality and even language are all lenses that shape our experiences of the world and who we are in it. The only way to climb into that experience is to research it, through books or blogs or documentaries or journalism or, most important and obvious, through talking to people."

By Hugh Hart.


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30 junho, 2013

Casais "traem" quando o assunto é Netflix


"Adultério" é a nova e genial campanha do Netflix, baseada em uma recente pesquisa que defende que 12% dos casais nos Estados Unidos "traem" seus parceiros assistindo secretamente a episódios de séries que haviam combinado de ver juntos. 

A pesquisa, que chegou a ser notícia até mesmo no telejornal da NBC (e recebeu o título de "Netflix cheaters"), foi conduzida pela Harris InteractiveVeja abaixo o infográfico que resume os principais achados da pesquisa, e dá detalhes bem curiosos do tipo: 5% da "traição" ocorre no banheiro, enquanto 21% acontece na própria cama enquanto o parceiro dorme...






















A campanha reforça o alto grau de autonomia desfrutado pela nova audiência, que pode assistir ao que quer, onde quer e quando quer - mesmo que tenha que mentir depois. Confira o divertido vídeo:





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27 janeiro, 2013

Cresce demanda por conteúdo televisivo nacional

A lei 12.485 - vigente há 4 meses - criada para estimular a produção de TV nacional, já vem mostrando seu efeito sobre a demanda para conteúdo. E como mostra o gráfico, não foi só o acesso à TV por assinatura que cresceu no Brasil nos últimos tempos. O número de produtoras também. Leia mais no artigo de 08/01/2013 da Folha de São Paulo.

Fica a pergunta: e o número de cursos universitários especializados em TV, quando vai crescer? O artigo do IG Economia questiona justamente isso. Vamos torcer para que o Rio Content Market 2013, que acontece agora em fevereiro, aqueça esta discussão.






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26 janeiro, 2013

Consumo de conteúdo em múltiplas telas - Infográfico

A Uberflip preparou um infográfico esclarecedor sobre as relações entre multitasking, múltiplas telas, TV social e consumo de conteúdo, assim como as implicações que estas mudanças comportamentais trazem para a publicidade.

Afinal, as chances de você estar lendo este post no seu smartphone ou tablet são grandes não é mesmo? E a TV, está ligada? Então é bem provável que você esteja alternando seu olhar entre estas palavras que lê agora e outra tela em algum lugar do quarto/sala/escritório no qual você está neste momento. Bem vindo à era do multi-screen content consumption (literalmente: consumo de conteúdo em múltiplas telas).




Fontes: Google, IAB, Nielsen, eConsultancy e ComScore. Para baixar o infográfico completo clique aqui.



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