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20 maio, 2014

FASTASMA DE JEAN COCTEAU EM CANNES


Fato: o Festival de Cannes 2014 está em andamento desde o dia 14 e se encerra neste Domingo dia 25 de maio. Outro fato: ao longo dos anos inúmeras marcas e patrocinadores já fizeram e seguem fazendo ações promocionais durante o evento.

Mas poucas marcas foram tão inovadoras (e divertidas) quanto a Orange (empresa franco-britânica de telefonia celular) no ano passado, com a campanha que envolvia o ator/roteirista/produtor/diretor do Tribeca Film Festival, Adam Goldberg; o fantasma do diretor/roteirista/designer/poeta francês Jean Cocteau; e a mídia social que é a nova queridinha dos cineastas, videomakers e fotógrafos, o Vine.

Mesmo sendo de 2013, vale a pena assistir mais uma vez. Os vines abaixo mostram Cocteau abordando Goldberg com uma importante missão: apresentar cada um dos indicados a Melhor Filme em 6 segundos (assista a todos no perfil da Orange CineDay). Apesar de reclamar (“Isso soa como muito trabalho”), Goldberg se impressiona ao descobrir que o primeiro filme de Cocteau tratava-se de um vine (ao menos em termos de linguagem...), e acaba topando o desafio.










14 maio, 2014

Merchan virtual em Hannibal



Alguém mais percebeu o product placement virtual da Fiat em Hannibal? Lembrando, a série (originalmente da NBC) é transmitida no Brasil pelo canal AXN (parte do grupo Sony Pictures). Pois o grupo desenvolveu esta tecnologia especial de pós-produção que permite inserir nas cenas a logomarca (e até mesmo os produtos) de anunciantes nacionais/locais. Tudo, de acordo com o release, “sem descaracterizar a série”. 

Bem, quanto a descaracterizar não sei, mas definitivamente aquele logo imenso da Fiat no boné do Will Graham monopolizou minha atenção durante a cena inteira. Fico imaginando o que esperar da 3a temporada. Que tal facas Ginso virtualmente inseridas na mão de Hannibal Lecter? #FicaADica #sqn


Abaixo, as versões da NBC e da AXN.


30 outubro, 2013

Os melhores vines de Halloween

Quem está acostumado a ler meu blog sabe que sou entusiasta do aplicativo/rede social Vine (leia mais aqui e aqui), tanto pelo seu potencial de storytelling como pela sua capacidade de criar uma espécie de diálogo visual entre consumidores e marcas. 

No mês do Halloween, é claro, não faltam vines temáticos e/ou com referência a filmes de terror. Por isso selecionei alguns dos melhores postados por marcas e também por usuários extremamente talentosos. Alguns são bastante engraçados, mas atenção: alguns podem ser assustadores, então não esqueça de tirar as crianças da sala. 

 

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22 setembro, 2013

De olhos bem fechados: storytelling imersivo em áudio 3D

Artigo originalmente publicado em 03/01/2013 no blog da Escola de Criação ESPM.


Apesar do argumento frequentemente utilizado de que os humanos são antes de tudo seres visuais, o sentido da audição não deve ser subestimado, especialmente na criação de narrativas. Usando apenas a audição é possível estimar distâncias, saber de qual direção vem um determinado barulho e perceber quando alguém está se aproximando.

Quem frequenta salas de cinema com sistema de som dolby ou possui um home theater sabe o quanto a experiência sonora de um filme pode ser decisiva na sua apreciação. Entretanto existe uma técnica que, apesar de não ser nova, pode deixar esta experiência ainda mais surpreendente e realista. Com a técnica de gravação conhecida como binaural (binaural recording) que possibilita que fones de ouvidos comuns reproduzam efeitos 3D semelhantes aos sistemas de som 5.1, é possível criar uma experiência auditiva incrivelmente imersiva, emulando a forma como o som deveria ser ouvido na vida real (mais detalhes aqui). Atualmente usada em alguns games, atécnica ainda não é comum na indústria cinematográfica, onde o hype nos últimos anos concentrou-se mais na imagem em 3D. Para que o público experiencie o áudio binaural é preciso que a sala de exibição possua cadeiras adaptadas para fones de ouvido, o que dificulta a sua popularização.

Por outro lado, por que não usar a técnica para vídeos online, webséries e filmes para exibição a bordo de aeronaves? Apesar de não ser especialista em áudio, como publicitária não consigo deixar de enxergar aí uma tremenda oportunidade de marketing. Produtos que nos remetem a sons que ativam outros sentidos – como o de uma cerveja gelada sendo aberta,pipoca estourando ou biscoitos fresquinhos e crocantes – poderiam se aproveitar desta tecnologia para desenvolver vídeos online que proporcionassem um storytelling imersivo e sensorial. Ou até mesmo para trazer à memória experiências negativas que o consumidor deseja evitar: o zumbido de um mosquito no seu ouvido que leva você a comprar a marca x de inseticida, ou quem sabe o barulho da broca do dentista que faz você comprar aquela pasta de dente com extra flúor?

Abaixo alguns exemplos do que vem sendo feito. Você vai precisar de conhecimento básico da língua inglesa e fones de ouvido comuns - além de, em alguns casos, nervos de aço:

   - Entre os mais populares (e simples) estão Virtual Barber Shop e os sons de mosca e outros insetos da Pimp Your Brain. 

   - Menos conhecido, The Screwdriver Effect, da banda MindFlow, simulaum psicopata com uma furadeira “conversando” com a vítima (vetado para os deestômago fraco).

   - Já The Interrogation Chamber, criado por estudantes de Media Technology na Suécia, tem produção mais sofisticada, colocando você na pele de alguém sendo interrogado por vilões que mais parecem saídos de um filme do Austin Powers (incluindo “Bruno, o torturador russo”). A frase “Bruno does not run away from police, police runs away from Bruno” prova que a narrativa foi criada mais para divertir do que para assustar. Divertido é também assistir aos reaction videos.

   - Em 2011 a HBO usou a técnica como parte de sua campanha de lançamento para Game of Thrones, possibilitando que fãs “caminhassem” por entre as mesas de uma taverna em Westeros e escutassem as conversas entre os personagens.

   - Para promover o filme “A Última Casa Da Rua” a Relativity Media lançou um aplicativo gratuito para iPad chamado Escape The House: A 3D Sound Experience, onde os fãs podem “viver” a experiência da protagonista fugindo do assassino na escuridão (enquanto ouve seus próprios batimentos cardíacos).

   - O game BlindSide simula a experiência de ficar cego justamente quando há um monstro atacando sua cidade. (que azar, não?) Sem visão, você precisa se orientar através dos sons a sua volta. Bem mais complicado do que parece.






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30 agosto, 2013

Milka e os quadradinhos de chocolate desaparecidos


Os supermercados franceses e alemães estão estocados com 10 milhões de barras de chocolate Milka incompletas: em cada uma delas falta um quadradinho. Não se trata de um erro de fabricação, mas sim de uma ação promocional. Através de um código no interior da embalagem, o consumidor pode requisitar que o pedacinho que faltou seja enviado a um amigo. Há também a opção de enviar para você mesmo, provavelmente uma precaução legal.

Uma bela iniciativa, embora onerosa para a empresa, uma vez que exigiu enormes mudanças na sua linha de produção (assista ao vídeo abaixo para mais detalhes). O que me fez pensar: por um custo tão alto, não seria mais proveitoso optar por uma campanha mais ousada e mais atual, onde pistas seriam encontradas online e os consumidores colaborariam entre si para descobrir onde foram parar os missing squares? A história por traz dos desaparecimentos poderia ser revelada posteriormente, através de um comercial onde os participantes teriam a chance de ver seus comentários nas redes sociais. 

Claro, é preciso considerar o posicionamento "Dare to be tender" da marca - e sem dúvida enviar um pedacinho de chocolate a um amigo é um ato carinhoso. Mas se ele estiver bem embalado em um storytelling coeso e interativo, fica ainda mais apetitoso, não?



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09 julho, 2013

“Vine ou Instagram?” é a pergunta errada

Artigo originalmente publicado no Blog da Escola de Criação ESPM-Sul.



De acordo com o especialista em mídias sociais Steven Shattuck, o pessoal do marketing que vem quebrando a cabeça decidindo se sua marca deve estar presente no Vine ou Instagram está fazendo a pergunta errada. Seria o equivalente a se perguntar “Qual o melhor, Twitter ou o Facebook?” As duas redes tem seus pontos fortes, linguagem própria e qualidades que não são mutuamente excludentes, e que, trabalhadas em conjunto, podem trazer vários benefícios. Proclamar o “fim do Vine”, escreveu Shattuck esta semana no Social Media Today, seria um tanto míope e prematuro.

Não é preciso decidir entre um ou outro. Ele defende que a queda no uso do Vine logo após a chegada dos vídeos no Instagram (evidenciada no gráfico da Interativa) precisa levar em conta o buzz inicial de lançamento. Muito desse buzz se deve ao fator “experimentação”, e, apesar de muitos usuários terem publicado seus primeiros vídeos no Instagram, nada garante que farão disto um hábito. Já os 13 milhões de usuários do Vine entraram na rede com o intuito único de fazer/assistir a vídeos, e por isso é improvável que migrem para outra plataforma. Seria o mesmo que profetizar que o Facebook, após permitir uploads de vídeos, iria “matar” o Youtube.

Shattuck argumenta também que a queda no uso do Vine nestas primeiras semanas deve ser vista como uma oportunidade. Com menos vídeos sendo postados no Vine, a concorrência por atenção torna-se menos acirrada e aumenta as chances de fidelização. Além disso, ele lembra que, de acordo com os gráficos da MarketingLand, o público do Vine é formado por early adopters, com maior poder de influência do que o do Instagram.

Por isso o questionamento “um ou outro” não pode ser respondido com base apenas na quantidade de usuários, mas também na qualidade destes. Tudo depende do tipo de público que interessa à sua marca. Neste primeiro momento, entretanto, talvez seja preciso estar presente nos dois, até que os hábitos dos próprios usuários se solidifiquem e seus perfis sejam melhor compreendidos. É aguardar para ver.



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16 maio, 2013

Conteúdo de marca: Chanel lança filme de 18 min



Mais um belo exemplo de branded content. Para comemorar o 100º aniversário de sua primeira loja na França, Chanel lança filme de 18 minutos protagonizado por Keira Knightley (que faz o papel de Coco Chanel). Assista abaixo:





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14 maio, 2013

Vine: storytelling em 6 segundos

Originalmente publicado no blog da Escola de Criação ESPM-Sul.



Depois de nos ensinar a conversar em 140 caracteres, agora o Twitter quer provar que 6 segundos são suficientes para contar uma história em vídeo. Com o aplicativo Vine, lançado no início deste ano, usuários podem gravar e postar vídeos de até 6 segundos de duração.

Não demorou para as marcas começarem a experimentar com a ferramenta, de revistas de moda a automóveis, de destilados a sabonetes. Nesta fase inicial, a grande vantagem é que ainda não existe certo e errado, pois todos ainda estão aprendendo a se relacionar com o formato “menos é mais”. Além disso, o Vine, assim como o Twitter, é democrático. Não interessa se você é apenas um simples mortal ou uma celebridade, uma mega marca ou uma micro empresa: ali todos têm o mesmo espaço.

E se todos têm o mesmo espaço, então o que irá diferenciá-lo no final será sua mensagem, seu conteúdo, a história que você tem para contar. Ela precisa ser memorável e criativa. Seja você uma marca ou um cineasta, um jornalista ou um chef de cozinha.

No Brasil, o Guaraná Antarctica foi uma das primeiras marcas a usar o Vine. Na Espanha, Toyota. No Reino Unido, Cadbury e Bacardi. Nos EUA, Dove, Calvin Klein e Malibu Rum vêm se destacando. A rede Urban Outfitters recentemente realizou em conjunto com a Converse o concurso A day in the life of your Converse sneakers”. O hotel Cavendish London premiou em fevereiro o vine mais romântico. E o fato do ilustre Tribeca Film Festival deste ano ter também premiado os melhores vines (escolhidos por ninguém menos do que Penny Marshall e Adam Goldberg) comprova o potencial da ferramenta, que traz uma linguagem visual própria e incontáveis possibilidades narrativas.













O aplicativo é gratuito e pode ser baixado na App Store (por enquanto disponível somente para sistema operacional iOS). Fonte do infográficoIstoéDinheiro.


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