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01 novembro, 2013

Motorola lança aplicativo que une storytelling e realidade aumentada


A Motorola mostrou que está investindo pesado no storytelling com o lançamento do aplicativo Spotlight Player (por enquanto uma exclusividade do seu modelo Moto X). Através da movimentação do aparelho, ele permite que o usuário explore o cenário da história em tempo real via realidade aumentada (augmented reality).

A primeira história, lançada ontem, é Windy Day, criada por Jan Pinkava (o mesmo de Ratatouille), sobre um ratinho que vai atrás de seu chapéu que é levado pelo vento através da floresta. Você pode assistir ao vídeo de demonstração abaixo, mas atenção: ele contém spoilers.

Vale destacar também o comercial da Motorola (o segundo vídeo logo abaixo). Como a impressão que se tem é de estar, literalmente, dentro da história, a empresa resolveu brincar com a reação das pessoas ao usar o aplicativo - com certeza um pouco estranha para quem está observando de fora.



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12 outubro, 2013

HAUNTING MELISSA: TERROR NO SEU SMARTPHONE



Haunting Melissa não é uma série de TV. Nem um filme. É uma narrativa seriada feita especialmente para seu dispositivo móvel. HM vai na direção contrária de tendências como o binge watching e o agenciamento oferecido por plataformas como Netflix e Hulu. Quem baixa o aplicativo, que conta a história de uma jovem às voltas com a morte misteriosa de sua mãe, não tem nenhum controle sobre quando verá o próximo capítulo (os produtores evitam o termo “episódio”), que pode chegar às 4 da manhã com um clarão e um sussurro vindo do seu smartphone. Esse detalhe por si só já tem o poder de imergir a audiência no universo da protagonista: ela ignora quando uma nova sombra, telefonema, reflexo, ruído ou entidade se manifestará.

A ação de Halloween #31DaysHM
Além de inovar no formato e na distribuição, o mais interessante de HM é o aspecto interativo que permeia toda a estratégia de marketing. Os produtores do app - indicado ao Best Entertainment App de 2013 - não se utilizaram de grandes verbas nem de ações promocionais tradicionais. Ao invés de limitar-se ao Facebook (que deixou de ser cool para os teens americanos com a entrada da mamãe, do papai e da vovó), HM ganhou hype e fortaleceu sua base de fãs via ações em redes como Instagram, Vine e Tumblr. Estes fãs não consomem conteúdo apenas. Eles produzem. Para celebrar o Halloween, HM lançou a hashtag #31DaysHM: cada dia de outubro traz um tema diferente, e o público posta suas próprias imagens e vídeo (veja as imagens ao lado e abaixo).  Ao invés de empurrar conteúdo promocional pronto, os produtores estimulam o público a produzir e protagonizar o seu. A comunidade se cria, e a conversa acontece naturalmente - na rede e fora dela.

Exemplos de conteúdo criado e compartilhado pelo público durante a ação #31DaysHM.

De acordo com o Pew Research Center's Internet American Life Project, 40% dos teens americanos possuem smartphone e 25% tablets. Se estes dados estiverem corretos, HM poderá ajudar a redesenhar a forma como consumimos narrativas seriadas. E a relação direta dos produtores com o usuário permite monitorar hábitos e ajustar o conteúdo e a distribuição a necessidades individuais, locais ou globais.

Formatos experimentais não atraem imigrantes digitais de imediato, e o fato de se tratar de um híbrido entre série e filme talvez limite HM a um segmento específico. Mas tudo pode ser uma questão de tempo. Nativos digitais se tornaram early adopters em praticamente todas as recentes tendências no ambiente virtual, e cedo ou tarde estes novos comportamentos acabam sendo assimilados pelos outros grupos.

Para fãs do gênero terror, HM é sem dúvida um must-see. Mas atenção: não assista ao trailer abaixo se você se assusta facilmente...




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Leia aqui a matéria do jornal ZERO HORA de 12.10.2013 com a qual colaborei.


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30 agosto, 2013

Milka e os quadradinhos de chocolate desaparecidos


Os supermercados franceses e alemães estão estocados com 10 milhões de barras de chocolate Milka incompletas: em cada uma delas falta um quadradinho. Não se trata de um erro de fabricação, mas sim de uma ação promocional. Através de um código no interior da embalagem, o consumidor pode requisitar que o pedacinho que faltou seja enviado a um amigo. Há também a opção de enviar para você mesmo, provavelmente uma precaução legal.

Uma bela iniciativa, embora onerosa para a empresa, uma vez que exigiu enormes mudanças na sua linha de produção (assista ao vídeo abaixo para mais detalhes). O que me fez pensar: por um custo tão alto, não seria mais proveitoso optar por uma campanha mais ousada e mais atual, onde pistas seriam encontradas online e os consumidores colaborariam entre si para descobrir onde foram parar os missing squares? A história por traz dos desaparecimentos poderia ser revelada posteriormente, através de um comercial onde os participantes teriam a chance de ver seus comentários nas redes sociais. 

Claro, é preciso considerar o posicionamento "Dare to be tender" da marca - e sem dúvida enviar um pedacinho de chocolate a um amigo é um ato carinhoso. Mas se ele estiver bem embalado em um storytelling coeso e interativo, fica ainda mais apetitoso, não?



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12 agosto, 2013

Música colaborativa no Vine


Este post não é sobre marketing nem sobre TV. Então o que está fazendo neste blog, o leitor pode se perguntar. Explico: trata-se de um post sobre conectividade e cultura participativa, que, em essência, permeiam a publicidade, a TV e o conteúdo digital da atualidade. E sobre o incrível potencial criativo e colaborativo de uma ferramenta que, quem me conhece já sabe, sou fã de carteirinha: o Vine.

Se você fizer uma busca por #SongCollab no Vine, vai encontrar centenas e centenas de criações coletivas, mashups, remakes e colaborações entre dois ou mais apaixonados por música. Veja bem: não escrevi músicos, mas apaixonados por música, porque ninguém precisa necessariamente ser um compositor ou letrista para participar. Trata-se de uma brincadeira democrática onde qualquer um participa e todos tem o mesmo espaço: exatamente 6 segundos.

1) Vejamos um primeiro exemplo, bem simples:

Smyth posta:


Ashlyn_Sween responde:


2) Outro exemplo, um pouco mais sofisticado:

O fantástico Trench posta um trecho da clássica "Ain’t No Sunshine":


LNPP faz um post com Jayson Aldridge, sem nenhuma relacão com o anterior:


MarksBasementRecords faz um mashup dos dois vines acima:


3) Este sim, é bem mais elaborado:

Tanner Townsend posta:


Steve-Zero imediatamente responde:


Kwiggles também responde para Townsend e Steve-Zero:


4) É possivel brincar sozinho também, como o Jayson Aldridge neste “self collab”:


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13 abril, 2013

A lógica do engajamento, por Henry Jenkins



Há cerca de um ano a Sorbonne Nouvelle - Université Paris 3 promoveu uma palestra com o professor Henry Jenkins, no Centre Pompidou. @AuroreGallarino fez um post para o blog do Orange Transmedia Lab com o resumo das principais ideias apresentadas.

Leia abaixo um dos trechos (em inglês). Para o conteúdo completo clique aqui.

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The logics of engagement

In Jenkins’ view, 5 logics are contributing to the emergence of transmedia and the phenomenon of increased fan participation (“fandom”):

1- The logic of entertainment, as evidenced by the presence in the US TV schedules of TV series and reality shows;
2- The logic of social connection, highlighted by votes and discussions on social networking sites;
3- The logic of experts, symbolised by the collective intelligence (Levy, 1994true) brought to bear by fans for the purposes of creation, production and discussion. Henry Jenkins cites the examples of the creation of Twin Peaks fan sites and the Lost Wiki, which both collate articles written by fans to offer greater insight into both series;
4- The logic of immersion, which encourages participation. For example, on Oscars night fans could use a number of interactive tools to immerse themselves in the ceremony and form a community;
5- The logic of identification, which enables fans to establish an identity depending on what they watch.

The fan: a central figure

Jenkins opened his presentation by underlining important role of fans. In his opinion, as a result of convergence culture the cultural industries now perceive fans differently and are trying to come to terms with this new variable. He explained, for instance, that a number of television series, including Fringe recently, have been kept on air thanks to fans’ demonstrations of support on social networks.


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11 abril, 2013

E se Mad Men se passasse no Facebook?

Primeiro foi no Twitter, onde os fãs de Mad Men passaram a "encarnar" os personagens da série e produzir conteúdo entre os episódios, conversando entre eles e com seus seguidores. Agora o site Happy Place fez um recap do episódio de estreia da temporada 6 como se a história toda se passasse no Facebook

Veja alguns exemplos (mas cuidado com os muitos spoilers).





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26 janeiro, 2013

Consumo de conteúdo em múltiplas telas - Infográfico

A Uberflip preparou um infográfico esclarecedor sobre as relações entre multitasking, múltiplas telas, TV social e consumo de conteúdo, assim como as implicações que estas mudanças comportamentais trazem para a publicidade.

Afinal, as chances de você estar lendo este post no seu smartphone ou tablet são grandes não é mesmo? E a TV, está ligada? Então é bem provável que você esteja alternando seu olhar entre estas palavras que lê agora e outra tela em algum lugar do quarto/sala/escritório no qual você está neste momento. Bem vindo à era do multi-screen content consumption (literalmente: consumo de conteúdo em múltiplas telas).




Fontes: Google, IAB, Nielsen, eConsultancy e ComScore. Para baixar o infográfico completo clique aqui.



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09 dezembro, 2012

Henry Jenkins está celebrando. E nós?

* Artigo originalmente publicado no Blog da Escola de Criação da ESPM-Sul.


O primeiro livro de Henry Jenkins, Textual Poachers, está completando vinte anos. E para comemorar, será lançada nos EUA uma edição comemorativa, com capa nova especialmente criada por um fan artist. Até aí nada de novo, a primeira versão também estampava uma fan art na capa. A novidade é que Jenkins acaba de anunciar em seu blog Confessions of an Aca-Fan (termo usado designar os acadêmicos de fandom que são também fãs) que está aceitando sugestões de fan fiction que reúnam no mesmo universo os personagens da nova capa: Spock, Darth Vader, Buffy e XenaOs quatro tiveram suas imagens manipuladas para que realidades alternativas aos textos originais possam ser exploradas, e os fãs que aceitarem o desafio só precisam enviar sua sugestão para hjenkins@usc.edu. O escolhido receberá uma versão autografada do livro, além de ter seu texto publicado no blog do autor. Não poderíamos esperar nada menos de alguém que levanta a bandeira da inteligência coletiva e da narrativa transmídia há anos, não é mesmo?

Agora aterrissando na nossa realidade. Apesar de estar entre as mais geniais e respeitadas publicações sobre fandom, Textual Poachers nunca foi publicado no Brasil. O que faz com que muitos estudantes brasileiros interessados no comportamento de fãs e na cultura participativa dependam de dois fatores: (1) precisam ser fluentes em inglês, e (2) precisam ter enough cash para importar o livro. E sabemos que, na nossa realidade acadêmica, nenhum dos dois fatores existe em abundância.

Torço para que esta situação mude em breve. Afinal, os estudos de fandom têm crescido no país, juntamente com os de televisão e cibercultura (leia mais aqui). Além disso, Jenkins é hoje bem mais conhecido aqui do que há vinte anos. Em 2008, durante o lançamento de Cultura da Convergência em português - leitura obrigatória em inúmeros campos de estudo da atualidade - foi até chamado de “o novo McLuhan” pela Revista Época. Exageros à parte, o desafio está lançado. E então editoras? Quem sairá na frente? Aleph? Vozes? Zahar? Campus?

Atenciosamente,
Uma aca-fan esperançosa.



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23 agosto, 2012

90% dos usuários de TV conectada são receptivos à publicidade



Acaba de ser publicada uma pesquisa sobre a relação entre TV conectada (também chamada de Smart TV) e publicidade, realizada pela YuMe em parceria com a empresa de pesquisa Frank Magid. O estudo usou como amostra 736 usuários nos EUA (onde 30% dos domicílios com internet possuem TVs conectadas), e entre os achados destacam-se:

- 90% dos usuários de TV conectada se declararam receptivos à publicidade;
- 66% interagiriam com comerciais em suas TVs conectadas se fossem relevantes;
- 20% afirmaram já ter comprado um produto/serviço após ver sua publicidade via TV conectada.

No Brasil, de acordo com a Sony, a base instalada entre 2009 e 2015 será de mais de 500 milhões de TVs conectadas. De acordo com a LG, a cada cinco TVs de tela plana no país, uma já é conectada.






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20 junho, 2012

O Futuro da TV: temporada 2 episódio 5


Como já falei aqui, a Think TV lançou a segunda temporada do documentário sobre o futuro da televisão, o “New TV Landscape”. Nesta nova temporada, o foco é na publicidade e nos anunciantes. Usando o mesmo formato da primeira série (entrevistas com especialistas da área), a série aborda o tema do futuro do mercado televisivo mundial através de cinco perspectivas diferentes: da mídia, da criatividade, do marketing, da pesquisa e das emissoras.

No episódio de hoje,
David Poltrack, da rede americana CBS, fala sobre o quanto a televisão está se tornando cada vez mais uma experiência interativa, gerando inúmeras oportunidades para anunciantes, tanto comerciais como de fortalecimento de marca.

EPISÓDIO 5: A Network Perspective





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08 junho, 2012

Prometheus e Alien: A linha do tempo

O crítico Nelson Carvajal, da Indiewire, desenhou a suposta linha do tempo entre Prometheus e Alien, o que nos oferece uma ideia do fantástico universo futurista criado por Ridley Scott:

2023 – Peter Weyland, fundador da Weyland Industries, dá um ousado – e um tanto megalômano - discurso no TEDTalks 2023, declarando que os humanos são como deuses, pois têm a habilidade de criar indivíduos cibernéticos à sua imagem e semelhança.

2089 – A arqueóloga Elizabeth Shaw encontra um mapa em uma caverna, o que dá início a uma série de eventos que culminam com uma expedição espacial para descobrir as origens da vida humana (a bordo da espaçonave Prometheus, da Weyland Industries)

2093 – A tripulação da nave chega à lua LV-223, mas ao invés de encontrar as origens da vida, descobre seres destrutivos (mas que ainda não são os monstros de Alien). Após matar a tripulação, um destes seres foge em uma pequena nave.

2122 – A tripulação da nave de carga USCSS Nostromo (que inclui a heroína Ripley) investiga o planetóide LV-426 e encontra as ruínas de uma nave alienígena e os restos fossilizados do monstro de Prometheus.

Abaixo o vídeo onde ele ilustra a linha do tempo com cenas de Prometheus (trailers e virais) e do primeiro filme da trilogia Alien. Clique na imagem para assistir:




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10 maio, 2012

Geração segunda tela

Uma única imagem que resume a nova geração de multitaskers, a "second screen generation". A foto foi tirada durante o Super Bowl deste ano, e a média de idade da turminha é de 9 a 11 anos. O jogo foi um dos maiores eventos de TV social do ano nos EUA. E tudo indica que isso seja apenas o começo de uma grande virada comportamental na forma como experienciamos o conteúdo televisivo.





“Casey and friends watching the Super Bowl. Not only were they communicating with their friends, but they were taking photos and recording videos, consuming and creating content at the same time. Welcome to the second screen generation.” 


(Cory Bergman on Lost Remote)




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07 maio, 2012

Vídeo do curso "Storytelling e Transmídia para Marcas"

Assista abaixo ao vídeo sobre o curso STORYTELLING E TRANSMÍDIA PARA MARCAS da ESPM-Sul. Matrículas abertas.




POR QUE FAZER?

Os novos consumidores são multitarefas, consomem conteúdo em múltiplas telas e conectam-se via múltiplas plataformas. Com isso, seu nível de atenção é cada vez mais baixo, e mantê-los interessados na sua mensagem se tornará um desafio cada vez mais difícil. Especialmente se sua marca não souber entretê-los. A publicidade hoje precisa ser uma experiência para imergir, um convite para participar (o quinto "P" do marketing é a "Participação"). Por isso, no lugar de interrompê-los enquanto fazem algo que os interessa, sua marca precisa SER aquilo que os interessa. Ao invés de interromper o conteúdo para passar a sua mensagem, sua mensagem precisa SER o conteúdo. Ao complementar o mix de comunicação com o transmídia storyteling, marcas como Coca-Cola, Intel, Toshiba, Nokia, HBO e Audi já confirmam que o transmídia storytelling (assim como o branded content e o marketing de experiência) podem sustentar uma profundidade de experiência que fortalece o envolvimento com a marca e gera mais fidelidade.


PARA QUEM É INDICADO?


Profissionais e estudantes que atuam nas áreas de marketing, publicidade, produção audiovisual (TV e cinema), além de empresas de web design e veículos de comunicação.



ONDE OBTENHO MAIS INFORMAÇÕES? AQUI.


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