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27 agosto, 2013

Kevin Spacey abre o Festival de Televisão de Edinburgo, na Escócia


Semana passada, a palestra de abertura do Edinburgh International Television Festival (conhecida como MacTaggart Lecture) foi feita pelo ator Kevin Spacey. Em 2011, Eric Schmidt, chairman do Google, foi o primeiro convidado de fora da indústria televisiva a ter esta honra (mais aqui). Spacey, por sua vez, foi o primeiro ator.

Spacey lembrou que a TV, atualmente vivendo sua "Terceira Era de Ouro", é solo cada vez mais fértil para dramas de alta qualidade, como Mad Men, Game of Thrones, Homeland e Breaking Bad. Defendendo a importância de uma boa história, alertou os produtores para abraçarem o formato online o mais rápido possível: filmes e séries, segundo ele, deveriam ser lançados simultaneamente na TV, no cinema e em VOD (video on demand).

“Quando a história é boa, o público não deixa de assistir, mesmo que o conteúdo seja mais longo do que três óperas…”

Sobre a questão da pirataria, a estrela do aclamado House of Cards (do Netflix) defendeu que a audiência quer controle e liberdade para ver o que quer e quando quer. Se a indústria do entretenimento não o fizer, vai acabar aprendendo à força a difícil lição aprendida pela indústria fonográfica.

“Dê ao público o que ele quer e quando quer por um preço razoável, e ele não se importará de pagar. Do contrário, ele vai buscar de forma ilegal.”

Assista ao vídeo da palestra:



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18 março, 2013

SxSW 2013: Sobre a distribuição de conteúdo


Direto da SxSW 2013, Fabio Seixas, Diretor Executivo da Conspiração Concept, compartilhou no site do Clube de Criação de São Paulo algumas de suas impressões sobre um dos temas mais discutidos no evento este ano: as novas formas de financiamento e distribuição de conteúdo. Reproduzo abaixo o texto na íntegra (original aqui).


Um dos assuntos sobre o qual mais se falou no SxSW é a distribuição do conteúdo, seja de filmes, músicas ou - por que não? - games. Diferente do passado, quando canais de TV, salas de cinema, rádios e consoles eram as únicas opções, hoje contamos com centenas de soluções. Desde as mais conhecidas, como o Vimeo e o Youtube, para vídeos, e o SoundClound para música, bem como outras mais personalizadas como:

• BandPage, plataforma de música para bandas.
• VHX, para filmmakers que querem vender e distribuir seus próprios conteúdos.
• OUYA, um console de games diferente, que foi lançado no Kickstarter e arrecadou $ 8.5 milhões. Seu lançamento está previsto para esse ano e deve custar em torno de 99 dólares. Produtores de games independentes podem ter sua conta de desenvolvedor (assim como no iTunes) e ganhar dinheiro vendendo games nessa plataforma.


Aliás, o mais legal de tudo o que foi dito é a possibilidade de distribuição independente. Os americanos estão com um mindset super afinado sobre o tema quando falamos de conteúdo independente (ou não), que se resume em criar sua própria audiência (para quem não conhece, o case da Amanda Palmer no TED é uma aula). Só para ter uma ideia, aproximadamente 25% dos livros vendidos na Amazon são de escritores independentes. Hoje, os casos de sucesso não são poucos quando falamos de produção de conteúdo independente.

De todas as ferramentas, a KickStarter é a mais falada e a que vem obtendo muito sucesso para ao mesmo tempo lançar projetos e criar audiência. Para saber quais os projetos mais bem sucedidos acesse Kickstater Stats. Lá você encontra informações do tipo: quase 50% dos projetos publicados foram financiados; as categorias mais bem sucedidas são música, artes plásticas e filmes, respectivamente; 22 projetos captaram mais de $ 1 milhão; 28 dólares é a media de investimento por pessoa/projeto.

Além do dinheiro, o mais importante de um projeto lançado via KickStarter é a audiência que se constrói com ele. Se o seu projeto consegue financiamento, isso significa que ele tem audiência e que ele é bom de verdade (pelo menos para o público pagante). E esse público deve ser cuidado com carinho, pois é o mesmo que vai apoiar um futuro projeto seu e divulgar o projeto atual. Afinal, quando falamos de audiência e visibilidade de conteúdo é bem melhor conseguir captar $ 1 milhão de 50 mil apoiadores/entusiastas, do que de uma pessoa só. E não esqueçam as outras ferramentas, como Facebook, websites e email mkt para construir público, afinal, esse público é seu e não de um projeto apenas. Monte sua base e essa base vai estar sempre lá quando precisar. A Amanda Palmer conseguiu captar mais de $ 1 milhão dos 25 mil fãs que ela tinha no Facebook.


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06 junho, 2012

Marcas, fãs e o exercício do desapego


A querida e super competente Maria Joana Avellar, coordenadora o Blog da Escola de Criação da ESPM-RS, fez um excelente resumo da minha palestra no 1º Congresso do Grupo de Planejamento do RS.

Se você se interessa por branding, cultura dos fãs, redes sociais, publicidade, marketing, comportamento do consumidor, estudos de TV, ou se simplesmente é fã de Mad Men, então clique aqui para ler. 

Se quiser se aprofundar mais um pouco, pode também ler meu artigo na Revista Comunicação e Cultura no qual baseei a apresentação. Link para artigo no Scribd aqui.



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04 maio, 2012

Congresso do Grupo de Planejamento do RS


Dia 21 de maio acontece em Porto Alegre a primeira edição do Congresso de Planejamento no Rio Grande do Sul.

A ideia do evento é promover uma discussão sobre o futuro do planejamento na publicidade, e para isso acontecer o GPRS formou um line-up bem diverso, incluindo profissionais com pontos de vista diferentes. 


Aqui está a lista dos palestrantes confirmados, da qual tenho a honra de fazer parte:

- Ole Pedersen, Chief Strategy Officer na StrawberryFrog (New York).

- Jason Lonsdale,  Diretor de Planejamento da Saatchi & Saatchi (Sydney).

- Camilla Lie Jenssen, Diretora de Estratégia e Planejamento da Naked Brasil.

- Eduardo Lorenzi, VP de Planejamento da NeogamaBBH e Presidente do GP nacional.

- Rita Almeida, Sócia Diretora da CO.R Inovação.

- Fabiano Coura, Diretor Geral de Planejamento da R/GA.

- Rodrigo Maroni, Diretor de Planejamento e Estratégia Digital na DM9DDB.

- Luciane Paim, Sócia e Diretora de Planejamento da Oito Endobranding.

- Sheron Neves, mestre em Cinema e TV pela Universidade de Londres, professora do curso de Storytelling e Transmídia na Escola de Criação da ESPM.

As vagas são limitadas e as inscrições começam dia 04 de maio. Portanto fiquem ligados na fanpage do GPRS  no Facebook para não perder nenhuma novidade.



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26 agosto, 2011

Chairman do Google é convidado especial do Edinburgh Television Festival



Sinal dos tempos: Eric Schmidt, presidente executivo do Google, será a primeira pessoa de fora do setor de broadcasting a apresentar o discurso de encerramento do primeiro dia do prestigiadíssimo Edinburgh International Television Festival deste ano. O MacTaggart Lecture, como é conhecido, acontece na noite desta sexta-feira, e é normalmente destinado a nomes do primeiro escalão da BBC, do Channel Four, da ITV, e até a algumas personae non gratae como James e Ruppert Murdoch. Mas a honra do MacTaggart Lecture até hoje não havia sido concedida a alguém - teoricamente - de fora do setor.
Eric Schmidt no
festival: sinal dos tempos

De acordo com 
James Robinson, do Guardian, a mensagem central do discurso será clara e direta: "Google needs you". Ao que parece, trata-se de uma tentativa de esquecer as disputas em relação a patentes e copyrights e oferecer o cachimbo da paz ao setor televisivo. A intenção de 
Schmidt é acalmar os ânimos (especialmente após o Google ter adquirido a Motorola, o que torna a empresa a maior fornecedora de decodificadores de TV por assinatura do mundo) e assegurar a todos que o Google não é uma ameaça ao setor e sim um parceiro em potencial, e que o caminho é a colaboração.



05 abril, 2011

MipTV 2011: Conteúdo é arma contra a fragmentação

Pay TVNews, 04 de abril de 2011, por André Mermelstein


Os dois keynotes do primeiro dia do MipTV, em Cannes, tiveram algo em comum. Tanto o CEO da Zodiak, David Frank, quanto o do Canal +, Rodolphe Belmer, reforçaram o papel do conteúdo televisivo forte como forma de enfrentar a queda de audiência causada pela fragmentação das mídias.

Frank afirmou que, ao contrario de algumas previsões, não acredita que o negócio da TV esteja perdido. "Somos uma companhia de TV. Vamos criar para diferentes plataformas, mas o foco será sempre na TV", disse. A Zodiak produz programas de ficção, não-ficção e infantojuvenis, e distribui conteúdo de 45 produtoras.

"Esqueça por um momento todo o barulho em torno das novas plataformas. O que as emissoras no mundo todo ainda procuram é um hit, um programa de sucesso".


Mas a noção de hit também mudou, admite. Hoje o que vale, disse, não é apenas no programa ter grande audiência, mas sim um grande valor, como as propriedades infantis, que geram receitas em outros mercados.

Rodolphe Belmer, do Canal +, foi além. Disse que todo o modelo de produção da companhia está mudando em função das novas mídias, para preservar o business de TV.

Segundo ele, o modelo do Canal +, com seu 27 canais, é diferente do normal em pay-tv, pois é fortemente baseado em exclusividade e identificação de marca, a exemplo do que faz também a HBO.


Siga lendo o artigo original aqui.

29 janeiro, 2011

Call for Papers: “Representations of Love in Film and Television”

O jornal acadêmico Film & History, editado pelo Center for the Study of Film and History, da University of Wisconsin Oshkosh, está aceitando artigos para publicação em sua edição especial “Representations of Love in Film and Television”, que circula no segundo semestre de 2011.

Essa edição especial irá considerar como o tema amor tem sido representado e re-escrito através do cinema e da televisão ao longo dos anos.

Este tópico foi foco da conferência de mesmo nome, realizada em 2010 pela instituição, mas o CFP é aberto a todos e não apenas aos participantes do evento.

Serão considerados artigos de 4.000-7.000 palavras. O deadline é 01 Maio de 2011. Mais informações e contato aqui.

23 janeiro, 2011

VIII Encontro Nacional de História da Mídia


O VIII Encontro Nacional de História da Mídia acontece em Guarapuava (PR), de 28 a 30 de abril de 2011, com o tema central é "Público e Mídia: Perspectivas Históricas". As inscrições estão abertas até dia 15/03/2011 para trabalhos dentro dos seguintes tópicos:

- História do Jornalismo
- História da Publicidade e da Comunicação Institucional
- História da Mídia Digital
- História da Mídia Impressa
- História da Mídia Sonora
- História da Mídia Audiovisual e Visual
- História da Mídia Alternativa
- Historiografia da Mídia

Mais informações aqui.

15 dezembro, 2010

TV por assinatura versus TV aberta – Parte 1: Cães, attention span e o caso de Lone Star

Um dos assuntos que mais geraram discussão na última Flow, a conferência sobre estudos de televisão que acontece todo ano na Universidade do Texas, foi o diferença cada vez mais gritante entre a dramaturgia da TV aberta e da TV paga.

O cancelamento brutal de Lone Star, do canal Fox (nos EUA um canal de TV aberta), após só dois episódios, foi considerado um exemplo deste crescente distanciamento. Apesar da qualidade da produção (assista aqui ao trailer), do elenco que incluía o legendário Jon Voight, e dos elogios da crítica, a série teve baixa audiência e não sobreviveu, à mesma moda de Pushing Daisies e FlashForward, ambas da ABC. Se tivesse sido produzida por um canal a cabo, teria tido o mesmo destino?

O criador de Lone Star, Kyle Killen, participou de um debate durante a conferência, no qual se argumentou que métodos como os índices de audiência, utilizados pela TV aberta para medir o sucesso de um programa, são “impiedosos”.

Killen, que segue tentando vender os direitos do drama para outro canal, usou uma curiosa analogia para explicar o abismo entre os dois tipos de televisão: "A TV por assinatura é como uma pessoa com uma arma na cabeça do seu cão, e ameaçando atirar caso você não consiga entretê-la. A TV aberta também é como uma pessoa com uma arma na cabeça do seu cão, ameaçando atirar caso você não consiga entretê-la, MAS A DIFERENÇA é que se esta pessoa se sentir entediada ou perder a atenção POR MAIS DE 2 MINUTOS, o seu cão está morto."

Trata-se de uma forma interessante de exemplificar a dificuldade de se criar drama suficientemente atraente para a TV aberta americana, onde os níveis de audiência ditam o que vai ou não ser cancelado, independente da qualidade e da quantidade de críticas positivas.
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