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10 julho, 2015

#ATaleOfTwoCities: projeto colaborativo no Vine conecta Brasil e Alemanha



Os viners @FJBaldus (Franz Baldus, diretor da agência digital alemã Koelnkomm Social Media) e @Sheron_n (esta que vos bloga) lançaram um projeto colaborativo onde mesclam imagens de suas cidades (Porto Alegre e Colônia) em vídeos de 6 segundos. A plataforma escolhida foi o Vine, aplicativo/rede social onde se conheceram há cerca de um ano e desde então participam ativamente desta comunidade criativa.

Os temas e locações do projeto exploram desde as pessoas e a arquitetura até o trânsito caótico e os rios que banham as duas cidades (como o Guaíba e o Reno). A ideia não é mostrar pontos turísticos e sim situações do dia a dia. Os dois compartilham imagens entre si, captadas e editadas dentro do próprio Vine, e partir daí buscam similaridades, contrastes e interações entre estes dois universos separados por 10.651 km de distância.

Para acompanhar o projeto basta seguir a tag #ATaleOfTwoCities. Mas o ideal mesmo é baixar o aplicativo gratuito em seu celular/tablet (mesmo que não pretenda produzir vídeos, você pode assistir e repostar). 

Abaixo alguns dos vines feitos em colaboração:

01 novembro, 2013

Motorola lança aplicativo que une storytelling e realidade aumentada


A Motorola mostrou que está investindo pesado no storytelling com o lançamento do aplicativo Spotlight Player (por enquanto uma exclusividade do seu modelo Moto X). Através da movimentação do aparelho, ele permite que o usuário explore o cenário da história em tempo real via realidade aumentada (augmented reality).

A primeira história, lançada ontem, é Windy Day, criada por Jan Pinkava (o mesmo de Ratatouille), sobre um ratinho que vai atrás de seu chapéu que é levado pelo vento através da floresta. Você pode assistir ao vídeo de demonstração abaixo, mas atenção: ele contém spoilers.

Vale destacar também o comercial da Motorola (o segundo vídeo logo abaixo). Como a impressão que se tem é de estar, literalmente, dentro da história, a empresa resolveu brincar com a reação das pessoas ao usar o aplicativo - com certeza um pouco estranha para quem está observando de fora.



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30 outubro, 2013

Os melhores vines de Halloween

Quem está acostumado a ler meu blog sabe que sou entusiasta do aplicativo/rede social Vine (leia mais aqui e aqui), tanto pelo seu potencial de storytelling como pela sua capacidade de criar uma espécie de diálogo visual entre consumidores e marcas. 

No mês do Halloween, é claro, não faltam vines temáticos e/ou com referência a filmes de terror. Por isso selecionei alguns dos melhores postados por marcas e também por usuários extremamente talentosos. Alguns são bastante engraçados, mas atenção: alguns podem ser assustadores, então não esqueça de tirar as crianças da sala. 

 

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12 outubro, 2013

HAUNTING MELISSA: TERROR NO SEU SMARTPHONE



Haunting Melissa não é uma série de TV. Nem um filme. É uma narrativa seriada feita especialmente para seu dispositivo móvel. HM vai na direção contrária de tendências como o binge watching e o agenciamento oferecido por plataformas como Netflix e Hulu. Quem baixa o aplicativo, que conta a história de uma jovem às voltas com a morte misteriosa de sua mãe, não tem nenhum controle sobre quando verá o próximo capítulo (os produtores evitam o termo “episódio”), que pode chegar às 4 da manhã com um clarão e um sussurro vindo do seu smartphone. Esse detalhe por si só já tem o poder de imergir a audiência no universo da protagonista: ela ignora quando uma nova sombra, telefonema, reflexo, ruído ou entidade se manifestará.

A ação de Halloween #31DaysHM
Além de inovar no formato e na distribuição, o mais interessante de HM é o aspecto interativo que permeia toda a estratégia de marketing. Os produtores do app - indicado ao Best Entertainment App de 2013 - não se utilizaram de grandes verbas nem de ações promocionais tradicionais. Ao invés de limitar-se ao Facebook (que deixou de ser cool para os teens americanos com a entrada da mamãe, do papai e da vovó), HM ganhou hype e fortaleceu sua base de fãs via ações em redes como Instagram, Vine e Tumblr. Estes fãs não consomem conteúdo apenas. Eles produzem. Para celebrar o Halloween, HM lançou a hashtag #31DaysHM: cada dia de outubro traz um tema diferente, e o público posta suas próprias imagens e vídeo (veja as imagens ao lado e abaixo).  Ao invés de empurrar conteúdo promocional pronto, os produtores estimulam o público a produzir e protagonizar o seu. A comunidade se cria, e a conversa acontece naturalmente - na rede e fora dela.

Exemplos de conteúdo criado e compartilhado pelo público durante a ação #31DaysHM.

De acordo com o Pew Research Center's Internet American Life Project, 40% dos teens americanos possuem smartphone e 25% tablets. Se estes dados estiverem corretos, HM poderá ajudar a redesenhar a forma como consumimos narrativas seriadas. E a relação direta dos produtores com o usuário permite monitorar hábitos e ajustar o conteúdo e a distribuição a necessidades individuais, locais ou globais.

Formatos experimentais não atraem imigrantes digitais de imediato, e o fato de se tratar de um híbrido entre série e filme talvez limite HM a um segmento específico. Mas tudo pode ser uma questão de tempo. Nativos digitais se tornaram early adopters em praticamente todas as recentes tendências no ambiente virtual, e cedo ou tarde estes novos comportamentos acabam sendo assimilados pelos outros grupos.

Para fãs do gênero terror, HM é sem dúvida um must-see. Mas atenção: não assista ao trailer abaixo se você se assusta facilmente...




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Leia aqui a matéria do jornal ZERO HORA de 12.10.2013 com a qual colaborei.


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22 setembro, 2013

De olhos bem fechados: storytelling imersivo em áudio 3D

Artigo originalmente publicado em 03/01/2013 no blog da Escola de Criação ESPM.


Apesar do argumento frequentemente utilizado de que os humanos são antes de tudo seres visuais, o sentido da audição não deve ser subestimado, especialmente na criação de narrativas. Usando apenas a audição é possível estimar distâncias, saber de qual direção vem um determinado barulho e perceber quando alguém está se aproximando.

Quem frequenta salas de cinema com sistema de som dolby ou possui um home theater sabe o quanto a experiência sonora de um filme pode ser decisiva na sua apreciação. Entretanto existe uma técnica que, apesar de não ser nova, pode deixar esta experiência ainda mais surpreendente e realista. Com a técnica de gravação conhecida como binaural (binaural recording) que possibilita que fones de ouvidos comuns reproduzam efeitos 3D semelhantes aos sistemas de som 5.1, é possível criar uma experiência auditiva incrivelmente imersiva, emulando a forma como o som deveria ser ouvido na vida real (mais detalhes aqui). Atualmente usada em alguns games, atécnica ainda não é comum na indústria cinematográfica, onde o hype nos últimos anos concentrou-se mais na imagem em 3D. Para que o público experiencie o áudio binaural é preciso que a sala de exibição possua cadeiras adaptadas para fones de ouvido, o que dificulta a sua popularização.

Por outro lado, por que não usar a técnica para vídeos online, webséries e filmes para exibição a bordo de aeronaves? Apesar de não ser especialista em áudio, como publicitária não consigo deixar de enxergar aí uma tremenda oportunidade de marketing. Produtos que nos remetem a sons que ativam outros sentidos – como o de uma cerveja gelada sendo aberta,pipoca estourando ou biscoitos fresquinhos e crocantes – poderiam se aproveitar desta tecnologia para desenvolver vídeos online que proporcionassem um storytelling imersivo e sensorial. Ou até mesmo para trazer à memória experiências negativas que o consumidor deseja evitar: o zumbido de um mosquito no seu ouvido que leva você a comprar a marca x de inseticida, ou quem sabe o barulho da broca do dentista que faz você comprar aquela pasta de dente com extra flúor?

Abaixo alguns exemplos do que vem sendo feito. Você vai precisar de conhecimento básico da língua inglesa e fones de ouvido comuns - além de, em alguns casos, nervos de aço:

   - Entre os mais populares (e simples) estão Virtual Barber Shop e os sons de mosca e outros insetos da Pimp Your Brain. 

   - Menos conhecido, The Screwdriver Effect, da banda MindFlow, simulaum psicopata com uma furadeira “conversando” com a vítima (vetado para os deestômago fraco).

   - Já The Interrogation Chamber, criado por estudantes de Media Technology na Suécia, tem produção mais sofisticada, colocando você na pele de alguém sendo interrogado por vilões que mais parecem saídos de um filme do Austin Powers (incluindo “Bruno, o torturador russo”). A frase “Bruno does not run away from police, police runs away from Bruno” prova que a narrativa foi criada mais para divertir do que para assustar. Divertido é também assistir aos reaction videos.

   - Em 2011 a HBO usou a técnica como parte de sua campanha de lançamento para Game of Thrones, possibilitando que fãs “caminhassem” por entre as mesas de uma taverna em Westeros e escutassem as conversas entre os personagens.

   - Para promover o filme “A Última Casa Da Rua” a Relativity Media lançou um aplicativo gratuito para iPad chamado Escape The House: A 3D Sound Experience, onde os fãs podem “viver” a experiência da protagonista fugindo do assassino na escuridão (enquanto ouve seus próprios batimentos cardíacos).

   - O game BlindSide simula a experiência de ficar cego justamente quando há um monstro atacando sua cidade. (que azar, não?) Sem visão, você precisa se orientar através dos sons a sua volta. Bem mais complicado do que parece.






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09 julho, 2013

“Vine ou Instagram?” é a pergunta errada

Artigo originalmente publicado no Blog da Escola de Criação ESPM-Sul.



De acordo com o especialista em mídias sociais Steven Shattuck, o pessoal do marketing que vem quebrando a cabeça decidindo se sua marca deve estar presente no Vine ou Instagram está fazendo a pergunta errada. Seria o equivalente a se perguntar “Qual o melhor, Twitter ou o Facebook?” As duas redes tem seus pontos fortes, linguagem própria e qualidades que não são mutuamente excludentes, e que, trabalhadas em conjunto, podem trazer vários benefícios. Proclamar o “fim do Vine”, escreveu Shattuck esta semana no Social Media Today, seria um tanto míope e prematuro.

Não é preciso decidir entre um ou outro. Ele defende que a queda no uso do Vine logo após a chegada dos vídeos no Instagram (evidenciada no gráfico da Interativa) precisa levar em conta o buzz inicial de lançamento. Muito desse buzz se deve ao fator “experimentação”, e, apesar de muitos usuários terem publicado seus primeiros vídeos no Instagram, nada garante que farão disto um hábito. Já os 13 milhões de usuários do Vine entraram na rede com o intuito único de fazer/assistir a vídeos, e por isso é improvável que migrem para outra plataforma. Seria o mesmo que profetizar que o Facebook, após permitir uploads de vídeos, iria “matar” o Youtube.

Shattuck argumenta também que a queda no uso do Vine nestas primeiras semanas deve ser vista como uma oportunidade. Com menos vídeos sendo postados no Vine, a concorrência por atenção torna-se menos acirrada e aumenta as chances de fidelização. Além disso, ele lembra que, de acordo com os gráficos da MarketingLand, o público do Vine é formado por early adopters, com maior poder de influência do que o do Instagram.

Por isso o questionamento “um ou outro” não pode ser respondido com base apenas na quantidade de usuários, mas também na qualidade destes. Tudo depende do tipo de público que interessa à sua marca. Neste primeiro momento, entretanto, talvez seja preciso estar presente nos dois, até que os hábitos dos próprios usuários se solidifiquem e seus perfis sejam melhor compreendidos. É aguardar para ver.



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15 maio, 2013

TO VINE OR NOT TO VINE?


                                                                                                                                                                         Imagem: Mashable

Como já falei aqui e aqui, independente das inúmeras discussões (e prematuras previsões) sobre o futuro do Vine depois da entrada do Instagram no jogo, ainda acredito que os vídeos de 6 segundos possuem seu valor e uma linguagem própria (tanto visual como sonora) interessantíssima. A nova versão possui inclusive canais temáticos. Abaixo alguns dos favoritos:

ATORES:
Carice Van Houten (Game of Thrones)

Maisie Williams (Game of Thrones)

Darren Criss (Glee)


Matthew Gray Gubler (Criminal Minds)


TEMÁTICO:
Peanuts

Twin Peaks

MARCAS:
Taco Bell

Heineken Brasil

ARTE:

Brock Davis

Pinot

HUMOR:
Kingdaddy

Marlo Meekins





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