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22 setembro, 2013

De olhos bem fechados: storytelling imersivo em áudio 3D

Artigo originalmente publicado em 03/01/2013 no blog da Escola de Criação ESPM.


Apesar do argumento frequentemente utilizado de que os humanos são antes de tudo seres visuais, o sentido da audição não deve ser subestimado, especialmente na criação de narrativas. Usando apenas a audição é possível estimar distâncias, saber de qual direção vem um determinado barulho e perceber quando alguém está se aproximando.

Quem frequenta salas de cinema com sistema de som dolby ou possui um home theater sabe o quanto a experiência sonora de um filme pode ser decisiva na sua apreciação. Entretanto existe uma técnica que, apesar de não ser nova, pode deixar esta experiência ainda mais surpreendente e realista. Com a técnica de gravação conhecida como binaural (binaural recording) que possibilita que fones de ouvidos comuns reproduzam efeitos 3D semelhantes aos sistemas de som 5.1, é possível criar uma experiência auditiva incrivelmente imersiva, emulando a forma como o som deveria ser ouvido na vida real (mais detalhes aqui). Atualmente usada em alguns games, atécnica ainda não é comum na indústria cinematográfica, onde o hype nos últimos anos concentrou-se mais na imagem em 3D. Para que o público experiencie o áudio binaural é preciso que a sala de exibição possua cadeiras adaptadas para fones de ouvido, o que dificulta a sua popularização.

Por outro lado, por que não usar a técnica para vídeos online, webséries e filmes para exibição a bordo de aeronaves? Apesar de não ser especialista em áudio, como publicitária não consigo deixar de enxergar aí uma tremenda oportunidade de marketing. Produtos que nos remetem a sons que ativam outros sentidos – como o de uma cerveja gelada sendo aberta,pipoca estourando ou biscoitos fresquinhos e crocantes – poderiam se aproveitar desta tecnologia para desenvolver vídeos online que proporcionassem um storytelling imersivo e sensorial. Ou até mesmo para trazer à memória experiências negativas que o consumidor deseja evitar: o zumbido de um mosquito no seu ouvido que leva você a comprar a marca x de inseticida, ou quem sabe o barulho da broca do dentista que faz você comprar aquela pasta de dente com extra flúor?

Abaixo alguns exemplos do que vem sendo feito. Você vai precisar de conhecimento básico da língua inglesa e fones de ouvido comuns - além de, em alguns casos, nervos de aço:

   - Entre os mais populares (e simples) estão Virtual Barber Shop e os sons de mosca e outros insetos da Pimp Your Brain. 

   - Menos conhecido, The Screwdriver Effect, da banda MindFlow, simulaum psicopata com uma furadeira “conversando” com a vítima (vetado para os deestômago fraco).

   - Já The Interrogation Chamber, criado por estudantes de Media Technology na Suécia, tem produção mais sofisticada, colocando você na pele de alguém sendo interrogado por vilões que mais parecem saídos de um filme do Austin Powers (incluindo “Bruno, o torturador russo”). A frase “Bruno does not run away from police, police runs away from Bruno” prova que a narrativa foi criada mais para divertir do que para assustar. Divertido é também assistir aos reaction videos.

   - Em 2011 a HBO usou a técnica como parte de sua campanha de lançamento para Game of Thrones, possibilitando que fãs “caminhassem” por entre as mesas de uma taverna em Westeros e escutassem as conversas entre os personagens.

   - Para promover o filme “A Última Casa Da Rua” a Relativity Media lançou um aplicativo gratuito para iPad chamado Escape The House: A 3D Sound Experience, onde os fãs podem “viver” a experiência da protagonista fugindo do assassino na escuridão (enquanto ouve seus próprios batimentos cardíacos).

   - O game BlindSide simula a experiência de ficar cego justamente quando há um monstro atacando sua cidade. (que azar, não?) Sem visão, você precisa se orientar através dos sons a sua volta. Bem mais complicado do que parece.






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30 novembro, 2011

Estudos em 3D

Stereoscopic Media é a nova publicação online da Universidade de Wellington, Nova Zelândia, dedicada exclusivamente à divulgação de trabalhos e pesquisas acadêmicas sobre o tema 3D (cinema, TV, games, fotografia e novas mídias).

Confira os artigos sobre cinema 3D de Bruce Isaacs e Miriam Ross.



01 agosto, 2011

Back to the Future - A televisão de amanhã, ontem



“(...) Não pense que os televisores permanecerão meros retransmissores de programas de redes nacionais e locais. Ele está se transformando um grande terminal centralizador, capaz de exibir imagens vindas de um número crescente de fontes, incluindo aparelhos de vídeo cassete com timers para gravar programas, além de mais de 40 canais de TV a cabo e jogos incrivelmente complexos que podem ser armazenados em disquetes.”

Esta é uma curiosa – e para nós, divertida – reportagem de 1980 da NBC, explorando a "televisão do amanhã”: informações na tela, tele-jogo, disquetes de 5¼ polegadas (que para quem não lembra tinham uma capacidade de armazenamento de 360Kb...), aparelhos para gravação e reprodução de vídeo, enfim, as possibilidades pareciam infinitas, e podiam até mesmo soar como ficção científica para alguns. Fechando o vídeo com chave de ouro, ALF, o ETeimoso, faz um cameo nos 5 segundos finais.

Não foi, porém, o precoce discurso sobre convergência nem a tecnologia (pré-histórica, aos nossos olhos) apresentada que mais me chamaram a atenção. O mais interessante foi observar o tom “olha-só-quão-longe-chegamos” do texto, o que me proporcionou um déjà vu às avessas: em 10 anos estaremos, da mesma forma, rindo de todo o hype gerado pelas atuais tecnologias. O termo “digital” talvez provoque o mesmo desdém que “analógico” provoca hoje. E alguém estará aqui escrevendo um post igualmente presunçoso sobre o quanto o pessoal de 2011 se achava super vanguarda com os seus tablets, seus televisores 3D e suas redes sociais.

Um recado para o pessoal de 2021: peguem leve no sarcasmo, tá? A vez de vocês vai chegar.



17 junho, 2011

The Future of Television: 2020 Vision


A Think TV criou um projeto para explorar a evolução da TV nos próximos dez anos, e como a tecnologia mudará a forma como consumimos e interagimos com o conteúdo televisivo. Para marcar o lançamento do projeto foi produzida uma websérie batizada de 2020 Vision.  A série, em formato de documentário, mostra em seis episódios a opinião de experts da indústria a respeito das oportunidades e possibilidades da TV no futuro.

São entrevistas inéditas com líderes da indústria televisiva mundial, incluindo Jeffrey Katzenberg (DreamWorks), Gary Carter (FremantleMedia), Morgan Wandell (ABC Studios), Melissa Lavigne-Delville (NBC Universal), Tim Baxter (Samsung) e Andrew Robertson (BBDO Worldwide).

Os seis temas a abordados são:


28 abril, 2011

O Futuro da TV – Episódio 3

O terceiro episódio da série 2020 Vision, criado pela Think TV, acaba de ser lançado. O tema do episódio é o 3D, e como esta e outras tecnologias atuais estão transformando a experiência de assistir TV. Quer saber como isto tudo afeta a publicidade? Então assista ao vídeo.

Para mais detalhes sobre o projeto clique aqui.

Episódio 3 – The new dimension:
Clique na imagem para assistir ao 3o episódio

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