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29 outubro, 2013

Grandes diretores em ação

Há exatamente dois anos postei aqui fotos de alguns dos meus diretores/atores/filmes favoritos. As imagens são tão legais que decidi que o post merecia um revival

Spielberg com Drew Barrymore no set de ET - O Extraterrestre
Michel Gondry com Charlie Kaufman e Kate Winslet no set de Brilho Eterno...
Woody Allen com Meryl Streep no set de Manhattan
Tim Burton com Johnny Depp e Vincent Price no set de Edward Scissorhands
Hitchcock no set de Psicose em ensaio fotográfico para a Harper's Bazaar, 1962
Polansky com Sharon Tate e no set de Rosemary's Baby com Mia Farrow
John Hughes com Anthony M. Hall e Molly Ringwald no set de The Breakfast Club
Mike Nichols e Liz Taylor no papel que lhe deu o Oscar em Who's Afraid of Virginia Woolf
David Cronenberg e James Woods no set de Videodrome
Sofia Coppola com Bill Murray no set de Lost in Translation
Stanley Kubrick nas filmagens de O Iluminado
And the best for last… Kubrick com Malcolm McDowell no set de Laranja Mecânica

Mais fotos no site FuckYeahDirectors.



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12 fevereiro, 2012

A LISTA DE KUBRICK: FILMES QUE UM DIA VERÍAMOS?

No excelente blog Lists of Note, encontrei essa pérola que vai emocionar - e fazer rir - os fãs do saudoso e genial Stanley Kubrick: uma lista que o diretor chamava de Titles in search of a script.

Eram ideias de nomes de filmes que iam surgindo em sua mente, e que talvez um dia poderiam originar um script (ou não, já que algumas são absolutamente hilárias).

Tony Frewin, seu assistente, comenta no livro The Stanley Kubrick Archives: "Stanley sugeriu uma vez que nós abríssemos uma agência especializada em títulos, chamada Titles 'r' Us. Afinal, levando em conta os filmes que alguns estúdios andavam fazendo, provavelmente haveria mercado para nós".

Abaixo o melhor da lista:




27 julho, 2011

75 FILMES ONLINE: CLÁSSICOS E RARIDADES

Àu bout de souffle

Quer assistir a clássicos da história do cinema de graça? Aqui está uma lista de 75 filmes clássicos disponíveis gratuitamente na web, entre comédias, dramas, documentários e obras raras de grandes nomes como Hitchcock, Godard, Kurosawa, Polanski, Eisenstein, Frank Capra, David Lynch, Elia Kasan, Gus Van Sant. A lista inclui também o primeiro trabalho de Tarantino, de Buñuel, e o “filme perdido” de Kubrick.

Se você tem banda larga e se vira com a língua inglesa e/ou francesa, aqui está uma extraordinária e extensa biblioteca, que pode ainda ser um ótimo recurso para estudantes de cinema, jornalismo, história e literatura. Para mais títulos visite o site Open Culture.

TOP 10:

Àu bout de souffle (Acossado) – Clássico de Godard com Jean-Paul Belmondo. (1960) Aqui 

Dementia 13 – Filme de horror, um dos primeiros trabalhos de Coppola. (1963) Aqui ou aqui 

It Happened One Night – Clássico de Frank Capra, com Clark Gable. (1934) Aqui 

His Girl Friday – Clássico de Howard Hawks, com Cary Grant. (1940) Aqui 

L’Âge d’Or – Filme surrealista de Luis Buñuel, co-escrito por Salvador Dalí. (1930) Aqui 

Monty Python’s And Now For Something Completely Different – Dispensa apresentações. (1971)  Aqui

My Best Friend’s Birthday – Primeiro filme dirigido por Quentin Tarantino. (1987) Aqui 

Plan 9 from Outer Space – Um clássico de Ed Wood. Considerado um dos piores filmes da história do cinema. (1959) Aqui 

The Wild Ride – Cult que traz Jack Nicholson no papel de um jovem rebelde, um de seus primeiros papéis. (1960) Aqui 

The 400 Blows (Os Incompreendidos) – Dirigido por Truffaut, é um dos filmes que define a Nouvelle Vague (1959). Aqui 


COMÉDIA E DRAMA:

A Farewell to Arms – Gary Cooper estrela este clássico baseado no livro de Hemingway. (1932) Aqui 

Alexander Nevsky – Drama histórico do cineasta russo Eisenstein. (1938) Aqui e aqui 

Baby Doll  –  Filme controverso de Elia Kazan, escrito por Tennessee Williams. (1956) Aqui 

Cul-de-Sac – Thriller psicológico de Roman Polanski, com Jacqueline Bisset. (1966) Aqui 

Evidence – Curta sobre crianças assistindo cartoons, feito pelo realizador de Koyaanisqatsi. (1995) Aqui 

Fear and Desire – Versão uncut do raro “filme perdido” de Kubrick, que por não ter gostado do resultado o manteve fora de circulação por anos. (1953) Aqui 

Five Minutes to Live – História de um grande assalto, com Johnny Cash, Ron Howard e Merle Travis. (1961) Aqui 

Hell W10 – Filme mudo e preto e branco, dirigido por Joe Strummer, vocalista do The Clash. (1983) Aqui 

Hell’s House – Drama com Bette Davis, ambientado nos últimos dias da Lei Seca. (1932) Aqui 

Hiroshima mon amour – Filme de Alain Resnais, escrito por Marguerite Duras. (1959) Aqui 

His Divorce, Her Divorce Elizabeth Taylor e Richard Burton. O fim de um casamento por dois pontos de vistas diferentes. (1973) Aqui

Impressions de la haute Mongolie – Falso documentário surrealista dirigido (e estrelado) por Salvador Dalí. (1976) Aqui 

Indiscreet – Comédia com a estrela Gloria Swanson. (1931) Aqui 

Koyaanisqatsi – Filme de Godfrey Reggio, com trilha de Philip Glass. (1982) Aqui 

Lady Blue Shanghai – Curta de David Lynch para Dior. Com Marion Cotillard. (2010) Aqui 

Lost Horizon – Misto de romance e ficção científica de Frank Capra. (1937) Aqui 

Lumiere – Filme de David Lynch, de apenas 55 segundos. (1966) Aqui 

Meet John Doe – Comédia de Frank Capra, com Gary Cooper e Barbara Stanwyck. (1941) Aqui

Meetin’ WA – Neste curta Jean-Luc Godard encontra Woody Allen. (1986) Aqui

Moby Dick – Com Gregory Peck e Orson Welles. (1956) Aqui 

Mr. Smith Goes to Washington – Clássico de Frank Capra, com James Stewart. (1939) Aqui 

Night Tide - Thriller com Dennis Hopper em início de carreira. (1961) Aqui e aqui 

Pygmalion – Baseado na peça de Bernard Shaw. (1938) Aqui 

Rashomon – Do grande cineasta japonês Akira Kurosawa. (1950) Aqui 

Road to Bali – Musical com Bing Crosby e Bob Hope. (1952) Aqui 

Royal Wedding – Com Fred Astaire. (1951) Aqui 

She Done Him Wrong – Com Mae West e Cary Grant. (1933) Aqui 

Shame – Suspense de Roger Corman, com William Shatner, sobre homem enviado a uma cidade sulista para incitar conflitos raciais. (1962) Aqui 

Six Men Getting Sick (Six Times) – Primeiro curta de David Lynch. (1966) Aqui 

Sid and Nancy – Com Gary Oldman. Turbulenta história de Sid Vicious do Sex Pistols e a namorada Nancy. (1986) Aqui 

Slacker – Indie de Richard Linklater, que definiu a Geração X. (1991) Aqui 

Solaris – Drama introspectivo de Andrei Tarkovsky. (1972) Aqui 

The Alphabet – Curta de David Lynch. (1968) Aqui 

The Amputee – Curta de David Lynch para o American Film Institute. (1974)  Aqui 

25 julho, 2011

Malcolm McDowell e Anthony Burgess discutem "Laranja Mecânica"

 

Como já escrevi aqui, Laranja Mecânica (A Clockwork Orange) está completando quarenta anos. E mesmo quatro décadas depois, esta obra prima de Stanley Kubrick permanece um ícone do cinema e da cultura pop, com uma linguagem visual que consegue o feito de permanecer sempre atual.

Em homenagem a este que é um de meus filmes favoritos, segue o vídeo de um programa de TV de 1972, que reúne o escritor Anthony Burgess, autor do livro, o ator Malcolm McDowell, que deu vida ao protagonista Alex, e o crítico de cinema William Everson para debater a controversa e extraordinária versão de Kubrick.

Uma curiosa revelação: a canção Singin’ in the Rain foi introduzida no filme pelo próprio McDowell, que também afirma que, ao contrário da fama, Kubrick não é um diretor intransigente. Outro fato interessante é que o título do livro vem da expressão cockney as queer as a clockwork orange, que quer dizer algo aparentemente normal na superfície mas internamente disfuncional ou demente. Burgess explica também que a expressão mescla dois elementos, o orgânico e o automático, que representam a mente adulterada de Alex.

Destaque também para o cenário do programa, que parece ser tirado de 2001: Uma Odisseia no Espaço; para os hilários cortes de cabelo, e, é claro, para o fato de que os dois convidados fumam compulsivamente. As queer as 1972, I suppose...

21 maio, 2011

Filmografia de Stanley Kubrick em pictogramas


O designer sueco Viktor Hertz criou uma série de posters minimalistas que homenageiam a obra de Stanley Kubrick. Veja mais no site do artista no Flickr.



18 janeiro, 2011

Laranja Mecânica chega à meia idade

Em 2011 o über cult Laranja Mecânica (A Clockwork Orange) está completando 40 anos (a estreia oficial foi em Dezembro de 1971 nos EUA). Nestas quatro décadas, entre cortes, protestos, e muito Beethoven, esta obra prima de Kubrick segue maravilhando e chocando platéias mundo afora, quebrando paradigmas ao retratar a violência de uma forma totalmente estilizada, embalada pela trilha arranjada por Walter (a.k.a. Wendy) Carlos (leia mais sobre a trilha sonora aqui). Trata-se de um raro exemplo de adaptação em que o filme consegue ser superior ao livro.

No Brasil o filme só foi liberado em 1978. Aparentemente a preocupação maior da censura na época era a nudez e não a violência: as cópias exibidas no país possuíam (as hoje lendárias) bolinhas pretas, que tentavam inutilmente cobrir o sexo dos atores nas cenas de nu frontal.

Com bolinhas ou sem bolinhas, Laranja Mecânica ainda é um ícone do cinema e da cultura pop, com uma linguagem visual que consegue o feito de permanecer sempre atual. Portanto aqui vai uma seleção de referências e homenagens encontradas na TV e na web ao longo dos anos. A primeira é um episódio real dos Simpsons, mas as outras são criações exclusivas de fãs.

Os Simpsons:




South Park: (imagem parte do vídeo criado por lolosasd)


Family Guy:

Snoopy "DeLarge": (criado por D4N13L)




Alternate Universe Movie Poster: (à venda na Hartter) 



 Movie Poster: (homenagem criada pelo designer Heath Killen)




Movie Poster: (homenagem criada pelo designer Brandon Schaefer)



 Movie Posters: (duas homenagens criada pelo designer Carlos Ramos)






Vale também incluir entre os tributos ao filme o disco Ein kleines bißchen Horrorschau (A little bit of horrorshow), da banda punk alemã Die Toten Hosen. A canção Hier kommt Alex (Here Comes Alex) já ganhou versões cover e faz parte do game Guitar Hero.





Em tempo: 
Em 1979 o diretor deu uma entrevista exclusiva a Michel Ciment sobre o filme. Leia a entrevista na integra no The Kubrick Site.

17 novembro, 2010

A Clockwork Orange: The Power of Music

Por Sheron Neves, mestre em História do Cinema e TV e doutoranda em Estudos de Televisão pela Birkbeck, University of London

(Paper apresentado em Out/2003 na Birkbeck, University of London, e em Out/2009 na UNIPLI, Centro Universitário Plínio Leite, RJ)

As Stanley Kubrick remains one of the most original directors of the 20th century, it can be argued that A Clockwork Orange remains not only one of his most polemic works but also one of his most ingenious ones.
One of the main characteristics in Kubrick’s cinema is the power of music, one of the aspects in which he is most unique and inventive. The soundtrack in his films serves as more than a mere background accessory, it participates actively in the narrative, and in the case of ACO the music is practically one of the characters, adding new aspects and making comments on the images shown, and sometimes it might even tell a different story from the one being told by the narrator and main character, Alex.

In ACO the music performs a crucial role, and when added to the extreme stylization of images, we are granted a film in which music and image walk so closely together that it is practically impossible to separate one from another.

To portray all the violence presented in Anthony Burgess’ novel, both implicit and explicit, Kubrick chose refinement over obvious objectivity. Thus violence and sex are shown in a theatrical form, accompanied by a powerful musical score, and the scenes are sometimes so exaggerated that instead of violence we see a representation of violence, and instead of sex we see a representation of sex. This aspect is easily spotted in scenes like the “menage a tróis” in Alex’s bedroom (a unusual sex scene which Kubrick chooses to depict in fast motion), the rape of the young girl by Billyboy’s gang, and the fight between Alex and his “droogs” at the marina, where the use of Rossini´s La Gazza Ladra helps to add a rather farcical mood for the scene.
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