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29 outubro, 2013

Grandes diretores em ação

Há exatamente dois anos postei aqui fotos de alguns dos meus diretores/atores/filmes favoritos. As imagens são tão legais que decidi que o post merecia um revival. 

Spielberg com Drew Barrymore no set de ET - O Extraterrestre
Michel Gondry com Charlie Kaufman e Kate Winslet no set de Brilho Eterno...
Woody Allen com Meryl Streep no set de Manhattan
Tim Burton com Johnny Depp e Vincent Price no set de Edward Scissorhands
Hitchcock no set de Psicose em ensaio fotográfico para a Harper's Bazaar, 1962
Polansky com Sharon Tate e no set de Rosemary's Baby com Mia Farrow
John Hughes com Anthony M. Hall e Molly Ringwald no set de The Breakfast Club
Mike Nichols e Liz Taylor no papel que lhe deu o Oscar em Who's Afraid of Virginia Woolf
David Cronenberg e James Woods no set de Videodrome
Sofia Coppola com Bill Murray no set de Lost in Translation
Stanley Kubrick nas filmagens de O Iluminado
And the best for last… Kubrick com Malcolm McDowell no set de Laranja Mecânica

Mais fotos no site FuckYeahDirectors.



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15 agosto, 2013

Quando a ficção "quebra" a parede da realidade



Sabe aquele momento do filme em que a personagem na tela olha para (ou fala com) você, o espectador, gerando cumplicidade e às vezes até certo desconforto? Pois o diretor Leigh Singer fez uma compilação de cenas de clássicos onde a personagem “derruba a quarta parede” (expressão que vem do teatro e refere-se à plateia, que seria a quarta parede do palco). Obviamente não faltou a clássica cena de Annie Hall, quando Woody Allen chama Marshall McLuhan para desbancar um intelectual pedante. “Oh boy, if only life were like this…”


Na TV, o recurso já foi adotado em comédias como The Office e Modern Family, e em dramas como o elogiado House of Cards (a versão de 1990 da BBC abusava ainda mais do recurso). Com certeza existem outros exemplos da TV que estou esquecendo. Dicas?

A edição e o uso da trilha são tão extraordinariamente impecáveis que vale a pena assistir até o final.




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23 março, 2013

Fan art by Nan Lawson


Nan Lawson é uma ilustradora americana de Los Angeles que se inspira na cultura pop para criar seu trabalho - o que inclui clássicos do cinema, da literatura, e é claro, da televisão. Conheça mais do seu trabalho aqui.

Game of Thrones

Annie Hall

Joan (Mad Men) e Lady Mary (Downton Abbey)

Eternal Sunshine of the Spotless Mind

Edward Scissorhands

Once

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29 julho, 2012

Em defesa dos inícios lentos



Girls, a nova série da HBO, divide opiniões. Em especial agora, que foi indicada a nada menos que cinco Emmys. Há quem diga que Lena Dunham – que escreve, dirige, produz e atua na série – é a nova voz da geração Y. Outros dizem que a série é tediosa e as garotas do título não passam de um grupo de narcisistas, sem rumo, mimadas e que só sabem reclamar.

Não estou aqui para defender a série nem Lena Dunham (embora respeite uma garota que aos 24 anos já tinha um filme premiado e um contrato com o maior canal de TV paga do mundo). Estou aqui para defender as séries que se dão ao direito de iniciarem lentas, que não têm intrigas mirabolantes nem dúzias de plot twists, vilões caricatos e protagonistas com as medidas e o cabelo perfeito. Para isto existem os folhetins (e a nova versão de Dallas).


Zosia Mamet, que também está no elenco de Mad Men


Gostaria de dar a seguinte sugestão àqueles que criticaram Girls após assistir a apenas um episódio: dêem mais uma chance à novata Lena (ou Hanna, seu alter-ego na série). Procurem assistir ao menos até o terceiro episódio, ou aos seus trabalhos anteriores, como o filme Tiny Furniture (2010) e as webséries Delusional Downtown Divas (2009) e Tight Shots (2007), e verão que as tramas se assemelham e até se complementam. Todas giram em torno de jovens mulheres tentando entender seu papel numa sociedade - real e virtual - que já não se choca com nada e que não lhes dá limites (exceto o financeiro, já que se trata da geração americana que teve a infelicidade de sair da universidade direto para um mercado em crise). Tudo isso temperado com uma crítica ácida aos tipos "criativos" novaiorquinos, que poderiam tranquilamente fazer parte de um roteiro de Woody Allen.

Pode ser que as meninas realmente exagerem no mimimi e no narcisismo, além de terem um gosto terrível em namorados – e às vezes também em roupas. Mas quem não era assim nos seus vinte e poucos anos, independente da geração, que atire a primeira pedra.


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