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28 dezembro, 2013

Estratégias de Transmidiação na Ficção Televisiva Brasileira


Dica de leitura para estudantes e pesquisadores: duas excelentes publicações acadêmicas (2013 e 2011) sobre o mercado televisivo brasileiro e suas estratégias de transmidiação estão disponíveis para download no site da Obitel. Basta clicar nos links abaixo para ler ou fazer download.



Obitel brasil 2011 from obitelbrasil


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02 outubro, 2013

Menino do Rio

Voltou ao ar ontem a novela Água Viva (1980), com Betty Faria, Lucélia Santos, Reginaldo Faria, Jorge Fernando e Fábio Júnior, no canal Viva da Globosat. Escrita por Gilberto Braga (com colaboração de Manoel Carlos) e inspirada no musical americano "Annie", a novela conta a história da órfã de 12 anos Maria Helena (Isabela Garcia, em seu primeiro papel na TV).

Dentre as curiosidades da produção está o dia em que Tônia Carrero, Glória Pires, Maria Zilda e Maria Padilha foram repreendidas no posto 9 de Ipanema ao simularem uma cena de topless. Abaixo algumas fotos de revistas da época (mais no UOL).




Assista ao promo do canal Viva, com cenas da clássica abertura e trilha eternizada na voz de Baby do Brasil (na época Baby Consuelo).

17 março, 2013

Autora de "Friends" diz que séries substituirão as novelas na TV brasileira


Em visita ao Brasil para treinar os roteiristas da Globosat, Marta Kauffman, coautora de Friends, disse ao Estadão que o principal produto de exportação da televisão brasileira está com os dias contados. A declaração tem causado certa polêmica. E você, o que acha?

Reproduzo abaixo o artigo "Adeus às Novelas", de João Fernando, para o Estadão de 15/03/2013:


Marta Kauffman
"Assim como acontece com as novelas, parece que a maioria das séries de vocês têm uma ideia limitada. Nos EUA, a primeira coisa que você se pergunta  é: isso pode durar cinco ou dez anos? De onde virão outras histórias? Essa será a mudança", analisa a autora, que não se lembra do nome das atrações que viu. "Uma era sobre uma família e a outra era uma coisa policial", conta. Questionada se o segundo programa era o seriado Força-Tarefa (Globo), ela concorda.

Em uma palestra aos roteiristas, na terça passada, ela reforçou a opinião de que as tramas da noite estão com os dias contados. "Direi coisas que vão deixá-los tristes. A telenovela não vai ser o primeiro gênero de entretenimento, não vai funcionar mais. Todo mundo tem de pensar algo diferente a ser feito. As pessoas não veem mais TV como antes. Quando a novela acaba, ninguém vê no DVD nem assiste no YouTube", avalia.

Para ela, produzir programas com temporadas é o caminho da TV. "Acho que isso está evoluindo aqui. Minha esperança é que o mercado saiba que é preciso fazer um investimento para os próximos anos. Nos EUA, tudo está acontecendo na TV e nas séries para internet. Há outras maneiras de contar histórias."

Agora, Marta está envolvida na produção de Call me Crazy: A Five Film, continuação do filme para TV Five, sobre mulheres com câncer de mama. "Descobri que gosto de fazer as pessoas chorarem assim como faço rir", aposta. Ela, porém, afirma que não fará uma versão de Friends para o cinema. "Não há esperança. Prefiro que as pessoas fiquem querendo que aconteça em vez de desapontá-las. É um programa com muitas câmeras, difícil de transformar em filme. E as pessoas envelhecem. Vão passar metade do filme falando: 'Nossa, ele está acabado'. Não podemos fazer o que já fizemos. Vamos deixar todos querendo mais."



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27 fevereiro, 2013

DE ODETE A CARMINHA, A ARTE DE SER VILÃ NA TELINHA



Personagens como Carminha de “Avenida Brasil” e Odete Roitman de “Vale Tudo” entraram para a história da teledramaturgia brasileira como as vilãs que mais amamos odiar (ou que mais odiamos amar).

Pois ninguém mais adequado para falar sobre a arte da vilania do que a própria Beatriz Segall, que no próximo dia 5 vai falar sobre o extraordinário processo de transformar personagens odiosos em paixões nacionais. (talvez os vilōes da atual novela das 21hs pudessem aproveitar a oportunidade... #prontofalei)

Na Casa do Saber da Lagoa. Mais informações aquiPara quem estiver pelo Rio na semana que vem, uma oportunidade e tanto.

08 novembro, 2012

Revenge tem promo "congelada" no canal Sony


Ainda na cauda do fenômeno de Avenida Brasil, o canal Sony colocou no ar com uma promo para a nova temporada da série Revenge que imita a famosa - e para lá de memetizada - imagem congelada da novela. Como a trama da série se parece com a do folhetim (garota se infiltra em uma família atrás de vingança), o canal não perdeu a chance (só perdeu no timing...) de brincar com as diferenças entre os dois gêneros. O texto do vídeo alega que "esta protagonista sim sabe se vingar", e no final entra a assinatura: "História de novela, mas com pegada de série".

Qualquer semelhança não é mera coincidência. Será que a Rede Globo não vai comprar briga no Conar como fez com a Vivo? Melhor assistir ao vídeo logo antes que seja bloqueado.





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19 outubro, 2012

#ACULPAÉDAINTERNET


(Artigo publicado originalmente no Blog da Escola de Criação da ESPM Sul)


Hoje é um dia histórico. Ao menos para quem pesquisa comunicação e mídia. Chega ao fim Avenida Brasil, que entra para a história da TV brasileira como a novela de maior sucesso na Internet. A chamada “novela 2.0” foi muito além do tradicional de “sucesso de audiência”, tornando-se um “sucesso de engajamento”. Mas onde entra o Ibope nisso tudo? O Ibope segue medindo a audiência, como faz desde os tempos em que a Janete Clair assassinou o Salomão Ayala e o Manuel Carlos juntou o Quinzinho e o João Victor. Ou seja: há décadas atrás. Entretanto, tentar comparar a audiência do último capítulo que irá ao ar hoje com o de uma novela de dez anos atrás é o equivalente a comparar a Lady Gaga com a Doris Day. Tratam-se de produtos de ambientes midiáticos completamente diferentes.

A sala de estar hoje é virtual, onde o público reage - e interage - em tempo real através da segunda tela do smartphone, tablet ou laptop, e onde comentários do tipo “Essa Carminha é doida”, que se diria à pessoa sentada ao lado, se transformam em #oioioi #EssaCarminhaÉDoida nas redes sociais, que incluem também Tumblrs hilários como Nina das Entocas (imagem acima) e Love Carminha, perfis no Twitter como @MalditaDaRita e @Gato_Genesio (o gato branco de porcelana que enfeita a mansão do Divino) e vídeo mashups como o Funk Me Serve.


Para medir o hype e a quantidade de conteúdo produzido pelos fãs, são necessárias métricas especificas que levam em conta os milhares de hashtags, avatares, GIFs, memes e comentários que não entram na contabilização dos índices de audiência, mas que são um termômetro eficiente para medir a popularidade de um tema na atual cultura da convergência.

Com Avenida Brasil, a TV social provou que chegou no país para ficar (vejas números no Brasil e no mundo). Fenômeno que há muito já se destacando entre fãs de séries, a TV social encontrou aqui um público ávido por participação, principalmente em um momento em que a classe C está cada vez mais conectada. De olho neste mercado, até o Hipermercado Extra e a Vivo pegaram uma carona, o que no caso da operadora acabou em polêmica devido ao uso do personagem Tufão sem autorização da Globo.

Fica meu parabéns para o público brasileiro, pelo bom humor e criatividade, por criar avatares congelados sem ajuda de nenhum aplicativo, por ter divulgado a novela com mais competência que uma campanha publicitária milionária, e por tornar a narrativa online às vezes mais interessante que a própria trama. Não estenderei porém o parabéns à Globo, que na minha opinião não soube explorar o imenso potencial de TV social de Avenida Brasil. Mas quero acreditar que a lição foi aprendida para as próximas. E se não foi, #aculpaNÃOédaRita.




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