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29 junho, 2013

Inscrições abertas para o workshop do Tribeca Film Institute



O Tribeca Film Institute, de Nova York, promoverá três edições do Filmmaker Workshop na América Latina, no México, no Brasil e no Chile. Trata-se de um laboratório colaborativo de dois dias conduzido pela equipe do instituto para auxiliar novos realizadores que estejam com seus projetos no fim da etapa de desenvolvimento ou começo da etapa de produção. O foco será na construção das habilidades para fazer pitching do projeto, propostas escritas e solicitar financiamento internacional.
Serão aceitos projetos de longa-metragem (de no mínimo 70 minutos de duração) de animação, ficção, documentário ou híbrido. O workshop brasileiro acontecerá em São Paulo nos dias 18 e 20 de outubro. 

As inscrições vão até dia 23 de julho. Mais informações e inscrições aqui. 

Fonte: Tela Viva News


24 junho, 2013

Storytelling em um mundo interconectado


A Make Believe (algo como "faz de conta") é uma agência especializada em storytelling, com sedes em Londres e Nova Iorque. Assista abaixo ao belo video da empresa que explica com delicadeza e sabedoria porque aquele que conta um conto ganha um ponto.



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Interessado em marketing de experiência, segunda tela, engajamento de fãs e na aplicação da narrativa transmídia e do storytelling na comunicação de sua empresa? Então dá uma conferida no curso STORYTELLING E TRANSMÍDIA PARA MARCAS da ESPM-Sul. Matrículas abertas.
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07 junho, 2013

Muito além dos Manolos Blahniks e dos cosmopolitans

Imagens compartilhadas ontem por fãs em homenagem à data. Para ver mais digite #SATC15 no Instagram, Twitter ou Tumblr.


Ontem a minha série do coração, Sex and the City, fez 15 anos. Em 6 de junho de 1998 estreava um marco na história da TV, e nascia um ícone cultural que foi, é, e sempre será uma referência para o público feminino. Não pelo sexo, nem pela moda. Mas pela construção de uma narrativa que - embora à primeira vista pareça superficial para os "leigos" - era centrada em torno da vida de quatro mulheres adultas, inteligentes, urbanas e sexuais. Sim, sexuais. E sem pedir desculpas por isso. No decorrer daqueles seis anos, as cenas recheadas de conversas sobre sexo (bem mais frequentes do que o “ato” em si) deixaram muitos homens desconfortáveis. Não por pudor, mas pelo fato de eles serem pela primeira vez na história da TV retratados como objetos sexuais - uma situação um tanto desagradável com a qual as mulheres lidam há anos na publicidade (thanks, Don Draper...) e na mídia em geral.

Me considero uma mulher de sorte. Não só porque tive a chance de assistir SATC em tempo real na TV (no Brasil, nos EUA e na Inglaterra), por ter amigas de diferentes continentes que dividem comigo esta devoção, ou porque tive a oportunidade de escrever minha dissertação de mestrado sobre o tema (e ainda por cima com a orientação da super fabulosa Janet McCabe). Mais do que tudo isso, sou privilegiada por ser contemporânea deste momento divisor de águas, por enxergar SATC como uma história de autoconhecimento e amizade, muito além dos Manolos Blahniks e dos Cosmopolitans, dos Bigs e dos Bergers. 

E por ter quase a mesma idade da protagonista Carrie, tenho sorte também de ter vivenciado outro momento divisor de águas: a primeira imagem de Madonna na tela da TV, para sempre gravada no imaginário das adolescentes da década de 80, brindadas com uma nova forma de ver o feminino. Não ditado pelo masculino, nem ditado por sisudas feministas, mas ditado por uma mulher em controle do seu próprio corpo e imagem. Longe de ser a forma “correta”, era pelo menos uma “outra” forma, uma alternativa àquelas identidades femininas que nos eram oferecidas até então. Um longo caminho ainda pela frente, no doubt. But with a little help from our friends, we'll get there.

E como não poderia faltar o momento “I couldn’t help but wonder...”, aqui vai. Talvez as meninas nascidas nos anos 2000 nunca percebam o quanto têm sorte de já ter o caminho aberto por estas duas referências culturais. Mas talvez ninguém tenha mais sorte do que a minha própria geração, que vivenciou o "pré" e o "pós". Happy birthday SATC. Happy birthday to us all, girls.


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