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28 outubro, 2013

O macabro na TV: quatro dicas para o Dia das Bruxas



(Artigo publicado originalmente no Segundo Caderno do jornal Zero Hora)


No mês do Halloween não faltam opções de entretenimento para quem é fã de sustos. Mas para os que preferem o terror psicológico aos costumeiros banhos de sangue, aqui estão quatro boas alternativas.

Entre as novidades disponíveis no Brasil está a nova temporada de American Horror Story, que há três anos vem redesenhando o gênero terror na TV, agradando a público e crítica com seu visual cinematográfico e elenco recheado de veteranos. Ambientada em uma casa amaldiçoada no primeiro ano e em um hospital psiquiátrico no segundo, a ação agora se passa em New Orleans, e é centrada na poderosa Fiona (Jessica Lange), da facção de bruxas de Salem, e sua filha Cordelia (Sarah Paulson), diretora de uma espécie de Hogwarts ianque. O cenário, como sempre, é um personagem à parte, e a série desta vez incorporou duas personalidades da cultura local: Marie Laveau (Angela Bassett), rainha das bruxas praticantes de vodu, e Madame LaLaurie (Kathy Bates), socialite conhecida por torturar impiedosamente seus escravos.



Ainda sem data para estrear aqui, Dracula é uma coprodução entre NBC e Sky1 que conta com Jonathan Rhys Meyers (The Tudors) no papel principal. A julgar pelo primeiro episódio, os produtores não pretendem economizar nos efeitos especiais e nas cenas picantes - dois elementos imprescindíveis para atrair um público já acostumado aos “padrões HBO”.


Uma outra alternativa pode ser a clássica - e saudosa - Além da Imaginação, série de Rod Serling sobre o sobrenatural que impactou toda uma geração de diretores e roteiristas ao redor do mundo, de Stephen King a Spielberg e JJ Abrams.



Prefere algo mais contemporâneo? Então a pedida é a cerebral Black Mirror, criada por Charlie Brooker, colunista do jornal britânico The Guardian. Nos moldes de Além da Imaginação, esta extraordinária antologia explora a cultura digital e as ansiedades e paranoias geradas pela tecnologia - o “espelho negro” do título. Com Jessica Findlay (Downton Abbey) e Hayley Atwell (Os Pilares da Terra), a série britânica pode ser facilmente encontrada com legendas em português em sites como YouTube e DailyMotion.



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15 agosto, 2013

Publicidade retrô da TV

Já faz alguns anos que venho colecionando anúncios de séries de TV e capas do TV Guide dos anos 60 e 70. Aqui estão alguns dos meus favoritos.

Destaque para: a manchete de capa "Estaria a TV enfrentando seu maior desafio até hoje?", os cupons de inscrição para fã-clubes e o salão de beleza da Mulher Biônica. Incrível como até mesmo as personagens femininas mais "duronas" da época são retratadas como "eye-candy". Longo caminho trilhado daqui até a detetive Sarah Lund de The Killing e a agente Carrie Mathison de Homeland, não?

:::: Charlie's Angels :::: Premiere da série na ABC, setembro de 1976 ::::

:::: TV Guide :::: capas dos anos 60 e 70 ::::



:::: O Homem de 6 Milhões de Dólares e A Mulher Biônica :::: action figures e acessórios ::::

Dallas :::: episódio que revelaria "Quem matou J.R. em 21 de novembro de 1980 na CBS ::::

:::: Planet of the Apes :::: Publicidade da série da CBS ::::


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26 junho, 2013

California dreaming: Mad Men no estilo The O.C.




Cedo ou tarde, toda temporada de Mad Men inclui na narrativa uma viagem à California. E a temporada atual não poderia ser diferente. Por isso o pessoal da Vulture resolveu fazer um mashup entre Mad Men e The O.C. e propôs uma nova vinheta de abertura para a série. Saem os arranha-céus e Lucky Strikes, e entram os banhos de mar e os cigarros "recreativos".




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08 maio, 2013

E se Saul Bass criasse as aberturas de Lost e Mad Men?

Em homenagem a Saul Bass - que faria 93 anos hoje - aqui vai um post originalmente publicado em 2011.



O célebre designer gráfico, além de criar a identidade visual de marcas internacionais como AT&T, Minolta e Warner, ficou conhecido pelas suas aberturas de filmes. Seus trabalhos para grandes cineastas como Hitchcock, Preminger, Kubrick e Scorsese são considerados absolutos clássicos. Um dos seus trabalhos mais conhecidos são os créditos iniciais do filme The Man with the Golden Arm. De fato as latas do filme de Preminger ao serem entregues nos cinemas em 1955, traziam em anexo um bilhete para os projecionistas: “FAVOR ABRIR AS CORTINAS ANTES DA ABERTURA DO FILME”. É que até então era muito comum que as cortinas só fossem abertas após os créditos iniciais, que eram considerados muitas vezes entediantes para a audiência. Mas Preminger considerava os gráficos desenvolvidos por Bass parte integrante da obra. Sua influência pode ser vista até hoje no cinema, na TV e na publicidade. 

Entre as homenagens não-oficiais estão as aberturas de The Hour (da BBC) e Mad Men, e as criadas por fãs de Lost e Mad Men (assista aos vídeos abaixo).

Lost Saul Bass style:



Mad Men Saul Bass style:



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Tributo a Saul Bass


O Google doogle de hoje (08 de maio de 2013) homenageia os 93 anos de nascimento de Saul Bass, designer que tornou célebre a arte de filmes como Spartacus, Um Corpo Que Cai, Intriga Internacional e Psicose. A influência de Bass pode ser vista até hoje em trabalhos de ilustradores do cinema, TV e publicidade. E também em homenagens “não-oficiais” (veja aqui as versões de Lost e Mad Men).




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20 dezembro, 2012

Posters retrô de American Horror Story: Asylum

Se a Sterling Cooper Draper Price criasse os posters promocionais de American Horror Story: Asylum, eles provavelmente ficariam assim. Fan art by Roberto Sánchez.




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27 outubro, 2012

Mad Men filma nova temporada no Havaí

Estas são as primeiras imagens divulgadas da sexta temporada de Mad Men, que abrirá com o casal Draper no Havaí. E atenção para o livro que Don está lendo. Trata-se de Inferno, de Dante Alighieri, na versão traduzida para o inglês por John Ciardi. Esta é a primeira parte da Divina Comédia, que é seguida de Purgatório e Paraíso. 

Mais um que entra para a longa lista de livros aos quais a série faz referência (confira aqui). E se considerarmos que Matthew Weiner adora usar referências literárias para espelhar o mood dos seus personagens, fica então a pergunta: estará Don Draper em sua descida ao inferno? A julgar pela sua trajetória no decorrer destas cinco temporadas e pelo falling man da abertura, o publicitário - e junto com ele o sonho americano que ajudou a vender - ainda tem uma longa queda pela frente até alcançar a redenção. Mas sempre avec elegance.





31 julho, 2012

Santa diferença, Batman!



Há 46 anos Batman ganhou a capa da revista Life, quando a série estreou no canal de TV americano ABC e virou mania nacional. Com certeza uma longa trajetória até o Batman de Chistopher Nolan (que em 1966 ainda nem havia nascido). Abaixo veja alguns trechos da matéria e fotos dos bastidores:

“It’s all over the place. Madness! Supermadness! The entertainment world offers it on all sides, and the public gobbles it up. Batman conquers TV. Kids swing Batman capes in the back yard, and Bat products are everywhere.”
          (Revista Life, 11 de Março de 1966)

Página central da revista
A Dupla Dinâmica escalando um arranha-céu em Gotham City

Adam West (hoje a voz do hilário Mayor West de Family Guy) ensaiando suas falas

E agora uma curiosidade que poucos lembram: os divertidos "window cameos", que incluíam celebridades como Jerry Lewis, Sammy Davis Jr, Bruce Lee (Kato), Dick Clark e vários outros.



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16 abril, 2012

Palestra "Mad Men, Transmídia e Twittertainment"


Esta é para aqueles se interessam por marketing, mídias sociais, transmídia, produção audiovisual, comportamento do consumidor, e, é claro, Mad Men.

Dia 18 de abril  (quarta-feira), às 21 horas, darei uma palestra online sobre “Mad Men, Transmídia e Twittertainment”, tema sobre o qual publiquei um artigo na Revista Geminis, da UFSCAR (quem quiser baixar o PDF do artigo é só clicar aqui). 

A palestra aconterá no Papos na Rede, um site bábaro que promove webinars e chats sobre temas relacionados às mídias sociais. É de graça, e para participar só se inscrever aqui. São apenas 50 vagas, então garanta a sua! 


Para quem não conhece este case, aqui vai o resumo da ópera: em 2008 um grupo de fãs de Mad Men criou perfis dos personagens no Twitter e passou a tuitar em nome deles, criando um universo paralelo á narrativa da série e um novo formato de fan fiction. Os advogados da AMC alegaram violação de copyright e forçaram o microblog a suspender os perfis. Mas a emissora não contava com a força e influência da comunidade de fãs, que ficou ultrajada e deu início a uma extensa polêmica na mídia. Em poucas semanas a emissora percebeu que superestimar o controle sobre seu próprio conteúdo era um grande erro. Os fãs sempre produziram ficção, e na atual cultura da convergência é possível compartilhá-la em proporções - e com uma rapidez - sem precedentes. Se os fãs estavam dispostos a criar brand ficition, a AMC só tinha a lucrar com isto. Assim, a solução foi liberar os perfis no Twitter e englobar a criação de universos paralelos à estratégia de marketing da empresa, com a bem sucedida campanha Mad Men Yourself.



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22 março, 2012

Contagem Regressiva Mad Men: 3 dias


A misoginia de uma época nem tão dourada assim

Anúncios sexistas e politicamente incorretos dos anos 50 e 60, que poderiam facilmente ter sido criados pela equipe da SCDP (apesar dos protestos de Peggy).

Não é de surpreender que mais tarde elas saíram ateando fogo aos seus sutiãs.... Mulheres, preparem-se para sentir o estômago embrulhar:














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14 março, 2012

Contagem Regressiva Mad Men: 12 dias


“Queer Men: Don Loves Roger”

Como seria se Don Draper e Roger Sterling fossem um casal gay? O popculturepirate fez um video remix onde imagens e diálogos da série foram estrategicamente editados para parecer que os dois publicitários têm um “affair”. Assista ao vídeo:

13 março, 2012

Contagem Regressiva Mad Men: 13 dias



“Matthew Weiner no New York Times”

O criador e produtor executivo da série fala com o jornal New York Times sobre a tão aguardada nova temporada de Mad Men. Para ler a entrevista clique aqui.

10 março, 2012

Contagem Regressiva Mad Men: 15 dias

“Quando Don Draper vai morrer?”

Quem pergunta é o blog Vulture, da New York Magazine. Quem responde é o estatístico Jack Luff, após examinar o histórico de vida e os hábitos (bastante) insalubres do publicitário. 

Clique aqui para saber a estimativa de vida de Don.

06 março, 2012

Contagem Regressiva Mad Men: 19 dias


“Mad Fan”

Como seria se um fã de Mad Men começasse a se comportar como os personagens da série nos dias de hoje? Clique aqui para saber.

05 março, 2012

Contagem Regressiva Mad Men: 20 dias



20 dias, 20 posts. A partir de hoje começo minha contagem regressiva para o dia 25 de Março, o tão esperado retorno de Mad Men. Começo buscando no fundo da gaveta alguns posts antigos pelos quais tenho um carinho todo especial.

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"Sally! Bobby! Vão ver televisão!"
A televisão está presente em praticamente todos os episódios de Mad Men, não apenas no background mas também como parte da trama. Através dela, os personagens fizeram um tour pela Casa Branca, assistiram aos assassinatos de Kennedy e Lee Harvey Oswald, vivenciaram o despertar da própria sexualidade e vislumbraram novas oportunidades de negócios. E o que estariam Don, Betty, Peggy, Pete, Dr Fay, Abe, Sally e Bobby assistindo na TV em 1966/1967? Clique aqui para ter uma ideia.

29 janeiro, 2012

De volta para o futuro

Imagens que podem causar um certo estranhamento em quem é fã de Mad Men. Harry Crane é introduzido à tecnologia digital? Don Draper e Pete Campbell trocam o uísque por um mocaccino da Starbucks? E sem um Lucky Strike para acompanhar? Os anos 60 nunca mais serão os mesmos...


17 novembro, 2011

Mad Fan

Um fan video super divertido, escrito e dirigido pelo videomaker Carrick Bartle. Como seria se um fã de Mad Men de repente começasse a se comportar como os personagens da série nos dias de hoje? Imperdível. (Crianças, não recomendamos que tentem isso no ambiente de trabalho...)


29 outubro, 2011

E agora, um Halloween completamente diferente



No dia 5 de outubro de 1969, John Cleese, Terry Gilliam, Eric Idle, Terry Jones, Michael Palin e Graham Chapman apareciam pela primeira vez na BBC1, no primeiro episódio da série inglesa Monty Python’s Flying Circus. Foram ao todo 45 episódios (e 6 filmes) que mudaram a cara da comédia para sempre. De Saturday Night Live nos EUA até o nosso saudoso TV Pirata, vários programas de humor ao redor do mundo se inspiraram nos seis (então) jovens britânicos.

29 agosto, 2011

Dica de livro: "Marshall McLuhan: You Know Nothing of My Work!"


Já falei no post The medium is the MASS-age sobre o centenário de McLuhan. O ilustre teórico cujas ideias revolucionaram por completo a comunicação no século XX completaria 100 anos em julho deste ano. Sua visão quase profética da sociedade ocidental permanece tão atual quanto seu conceito de “Aldeia Global”.

E para quem se interessa pelas temáticas da comunicação e da era digital, o novo livro do escritor canadense Douglas Coupland (autor do best-seller de 1991, Generation X) é um achado. Marshall McLuhan: You Know Nothing of My Work! (uma referência à cena de Annie Hall em que Woody Allen convoca McLuhan para ajudá-lo a ganhar um argumento) é mais do que uma mera biografia do ilustre teórico. Ele acaba por nos levar a uma reflexão sobre as mídias sociais e as novas formas de absorver e digerir informação.

Baseando-se no argumento da década de 60 de McLuhan, de que a imprensa precisaria se adaptar à nova realidade das mídias eletrônicas para sobreviver (como no caso das revistas LIFE e MAD cujo formato enfatizava a imagem), Coupland (talvez ironicamente, talvez não) formatou seu livro de uma maneira que remete à linguagem da internet. O mais interessante é que tal formato - com capítulos curtos, prosa leve, blocos de texto intercalados por inúmeras citações (além de integrar web memes como os conhecidos “name generators”) - não interfere na qualidade do conteúdo. Muito pelo contrário, o texto flui e é surpreendentemente cativante e bem pesquisado. Realmente uma ótima leitura.
-Sir, you know nothing of my work! (Anne Hall, 1977)

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