06 abril, 2012

#GOT140: Game of Thrones em 140 caracteres


A HBO segue sua campanha genial para a série Game of Thrones (leia artigo aqui), atual carro-chefe de sua programação original. Desta vez, está lançando mão de uma estratégia já utilizada pela rede NBC no lançamento de Grimm: os comentários dos próprios fãs no Twitter aparecem em um vídeo promocional da série. Em tempos de TV social, onde todos são críticos na Internet e onde a cultura participativa impera, nada mais adequado.


O vídeo direciona o público para o site www.GOT140.com, onde um painel possibilita acompanhar em tempo real todos os comentários dos fãs que usam a hashtag #GOT140, além da contagem regressiva para o próximo episódio.

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04 abril, 2012

A FAN ART DE MATT NEEDLE – Entrevista exclusiva



(POST DE 29/04/2011 ATUALIZADO COM NOVAS IMAGENS) 
Esta é uma entrevista exclusiva com Matt Needle, ilustrador e designer gráfico que já desenvolveu trabalhos para a revista Wired e para a Nike. Matt busca inspiração na cultura pop, e tem se destacado no mercado internacional pelas suas peças baseadas em séries de TV e cinema.

Apesar de britânico, Matt prefere a TV americana. Ele acredita que esta nova tendência da fan art se deve ao fato de que, na última década, as produções de alta qualidade da TV a cabo trouxeram prestígio à mídia televisiva, atraindo um maior interesse tanto do público como dos artistas. 

Confira a entrevista:

Meditations In an Emergency: O que despertou seu interesse pela TV? Percebo que grande parte dos designers, que como você costumava se inspirar no cinema e na música para criar fan art, agora tem homenageado a televisão.

Matt Needle: Sou um grande fã de TV, desde criança, e nos últimos anos a TV ficou cada vez melhor, principalmente as produções americanas, mas algumas britânicas também (como a ótima Life on Mars, que teve um remake americano deplorável). Depois que a HBO começou a se destacar no final dos anos 90, as outras emissoras tiveram que correr atrás e elevar seus padrões. Séries como The Sopranos, Band of Brothers, The Wire e Six Feet Under prepararam o caminho para séries como Breaking Bad, Mad Men, Walking Dead, Sons of Anarchy e Boardwalk Empire. Torço para que esta tendência se mantenha no futuro.


Meditations In an Emergency: Artistas como Christina Perry e Dyna Moe (conhecidas pelos seus trabalhos com Mad Men) e Ty Mattson (Lost e Dexter) têm indo ainda mais longe e fechado contratos com as próprias emissoras. O website da ABC inclusive vende produtos Lost que vêm com uma etiqueta de “fan made”.

Matt Needle: Certas emissoras perceberam que, se os designers estão criando obras de qualidade baseadas nas suas séries, elas podem ter parte neste lucro. O que não deixa de estar certo. Mas temo que o designer que se envolvem neste tipo de negociação não vê boa parte deste dinheiro. Infelizmente não há muito a fazer, uma vez que as emissoras sempre podem processá-lo por questões de copyright. Por outro lado, é preciso levar em conta que esta prática está dando uma exposição bem maior para estes artistas, que antes só atingiam um grupo limitado de fãs.

Eu só desenho coisas que eu gosto e que me inspiram, seja TV, cinema, música, o que for.

Meditations In an Emergency Você planeja fazer mais tributos a Mad Men e outras séries? Você tem twittado bastante sobre Dexter. É sua nova inspiração? E quanto às séries britânicas?
Matt Needle: No momento não tenho planos para fazer mais ilustrações de Mad Men, mas nunca se diz nunca. Dexter é uma possibilidade. No que diz respeito à TV do Reino Unido, para mim 89% do que produzimos é ruim, com raras exceções. A maior parte da programação é chata, com um visual pobre e um formato que francamente já deu o que tinha que dar.










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03 abril, 2012

Quer ver a conversa gerada pela estreia de Avenida Brasil?

Hoje me deparei com alguns infográficos de TV social no Brasil bem interessantes, no blog Qual Canal. Eles fazem o monitoramento da conversa sobre programas de TV no Twitter, analisando os comentários que usam a #hashtag específica do programa ou @personagem e depois rankeando os mais comentados.

Abaixo o infográfico baseado na conversa gerada pela estreia da nova novela da Globo, Avenida Brasil.






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31 março, 2012

O "extreme branding" da HBO e Game of Thrones


Os fãs dos livros de George R.R. Martin já eram extremamente devotados antes mesmo de Game of Thrones ser adaptado pela HBO no ano passado. E a qualidade incomparável da série de TV (cuja 1ª temporada custou 60 milhões de dólares) só fez intensificar a paixão do público pelo mundo fictício de Westeros.

Com a nova temporada prestes a estrear dia 1º de abril (simultaneamente nos EUA e Brasil), a HBO tem provado que investe pesado não apenas na produção de suas séries, mas também no marketing delas. A 1ª temporada, como já escrevi aqui, contou com uma fantástica campanha transmídia desenvolvida pela Campfire, que convidava o público a imergir através de seus cinco sentidos, tanto online como offline.

Para promover a 2ª temporada, a HBO desenvolveu, novamente com a Campfire, uma campanha que iniciou com o lançamento do DVD da 1ª temporada, estrategicamente planejado cerca de um mês antes da chegada da nova. Os fãs que foram à loja Best Buy de Nova Iorque foram surpreendidos com a presença do “Iron Throne”, e posaram para fotos posteriormente compartilhadas na fan page do Facebook.


Em seguida veio a ação "Contradicting a king is a dangerous thing", realizada na WonderCon 2012, onde os fãs eram convidados a entrar em uma cabine especial e tirar uma foto com sua cabeça decepada, emulando a horrenda imagem do polêmico cartaz promocional “The King does as the King likes”, onde o personagem Eddard Stark aparece com sua cabeça espetada em uma lança. Mais uma vez as fotos foram postadas no Facebook e fartamente compartilhadas. O apelo do “show do eu”, mais uma vez, mostra-se irresistível, como já apontei no caso de Mad Men Yourself (leia artigo aqui).


Logo depois, o canal por assinatura convocou os fãs a escolherem qual família iriam “jurar lealdade”, através da campanha no Facebook “Pledge Your Allegiance”, que prepara o clima para o tema central da temporada: a grande batalha pelo trono de ferro. É hora dos fãs escolherem de que lado estão, e uma vez feito o “juramento” eles são brindados com downloads e brindes especiais.


Mas como é típico da Campfire, as ações são desenhadas para atingir cada uma das subculturas específicas de fãs, que possuem diferentes graus de engajamento, seja via web ou fora dela. Portanto, se “jurar lealdade” online não é suficiente, não há problema. É possível provar devoção de uma forma mais “orgânica” e, digamos, definitiva. Na sexta-feira, dia 30 de março, foi organizado um evento no Wooster Social Club, em Nova Iorque, onde o artista Ami James tatuou, gratuitamente, os brasões dos reinos de Westeros nos braços de 50 hardcore fans. Mike Monello, da Campfire, comentou em entrevista à revista FASTCOMPANY: "Quando descobrimos que haviam fãs postando fotos online de suas tatuagens de Game of Thrones, pensamos: aí está o comprometimento definitivo!"

Sem dúvida um comprometimento e tanto. “Extreme branding”, como está sendo chamado. Ao que parece a expressão "vestir a camiseta da marca” ficou no passado. Hoje o consumidor veste o personagem, imerge no universo da história, e, dependendo do seu grau de dedicação, tatua na própria pele a prova da sua lealdade.




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28 março, 2012

O Futuro da TV: temporada 2 episódio 2


Como já falei aqui, o pessoal da Think TV lançou a segunda temporada do websérie-documentário: “The New TV Landscape”. Desta vez o foco é na publicidade e nos anunciantes. Usando o mesmo formato da primeira série (entrevistas com especialistas da área), a série aborda o tema do futuro do mercado televisivo mundial através de cinco perspectivas diferentes: da mídia, da criatividade, do marketing, da pesquisa e das emissoras. Hoje é a vez da perspectiva criativa.

EPISÓDIO 2: “A Creative Perspective”





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Arte feita por fãs de cinema

O site Reelizer.com, lançado em 2009, está completando três anos agora em abril. Espécie de galeria virtual especializada em pôsters de cinema, o site tem um importante diferencial. Não exibe os cartazes oficiais dos filmes, e sim reinterpretações - algumas bem mais inspiradas do que os originais, diga-se de passagem - feitas por artistas, alguns amadores, outros profissionais.

O espaço é aberto a novos artistas, que podem enviar seus trabalhos, e algumas das obras estão à venda, basta seguir os links.

Selecionei alguns dos meus favoritos, mas sem dúvida vale a pena fazer uma visita ao site e escolher os seus favoritos entre os mais de 400 belíssimos trabalhos.

Eternal Sunshine of the Spotless Mind, por Peter Strain


The Graduate, por Adam Juresko


Alien 3, por Sam Markiewicz


The Breakfast Club, por Jordan A


Wall-e, por Lopesgrafico


Mall Rats, por Laz Marquez


The Shinning, por Ben Whitesell


The Social Network, por Laz Marquez



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25 março, 2012

Vilões abandonados


Como ficariam os terríveis vilões dos filmes dos anos 80 na terceira idade? O projeto HORROR VACUI, concebido pelo fotógrafo Federico Chiesa, tentou imaginar. Este foi o resultado:

Mike Myers, de Halloween


Darth Vader (atenção para foto de Leia e Luke no fundo)


Jason, de Sexta-feira 13


As gêmeas, de O Iluminado (minha favorita)



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Mad Men retorna hoje!

Para quem já estava cansado de esperar...

24 março, 2012

Contagem Regressiva Mad Men: 1 dia



A FineBrothers acaba de criar um divertido vídeo interativo no estilo 8-bit, onde é o usuário quem determina o rumo que a história irá tomar. São três finais diferentes, dependendo das decisões tomadas. Se fizer a escolha certa, Don Draper pode acabar cheio de novas ideias, confiança e paz de espírito. Fazedo a escolha errada, é GAME OVER para Don...



Quer experimentar Mad Men The Game? Então inicie aqui:





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23 março, 2012

Comédia com pedigree


Para quem já está sofrendo por antecipação com o fim de House, recomendo uma dose de Hugh Laurie como você nunca viu. Afinal, antes de ficar conhecido no mundo inteiro como o complicado e talentoso médico da série americana, o ator britânico fez sua carreira na terra natal como comediante (Cambridge FootlightsBlackadder, Jeeves and Wooster, entre outros). E um dos programas que mais se destacam até hoje é a série A Bit of Fry and Laurie, transmitida pela BBC1 e BBC2 entre os anos de 1989 e 1995.

Trata-se de uma coleção de sketches hilários escritos por Hugh Laurie e Stephen Fry. A dupla se conheceu nos anos 80, através de ninguém menos que Emma Thompson (foto), quando todos ainda estudavam em Cambridge.

Sim, Cambridge. Não é a toa que o humor britânico é inteligente. Boa parte de seus comediantes frequentou as prestigiadas universidades localizadas em Oxford e Cambridge (entre eles Sacha Baron Cohen e parte dos integrantes do Monty Python).

Assista a alguns trechos de A Bit of Fry and Laurie legendados em português:






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22 março, 2012

Contagem Regressiva Mad Men: 3 dias


A misoginia de uma época nem tão dourada assim

Anúncios sexistas e politicamente incorretos dos anos 50 e 60, que poderiam facilmente ter sido criados pela equipe da SCDP (apesar dos protestos de Peggy).

Não é de surpreender que mais tarde elas saíram ateando fogo aos seus sutiãs.... Mulheres, preparem-se para sentir o estômago embrulhar:














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21 março, 2012

Dexter ganha campanha transmídia no formato de um ARG



Para criar hype em torno da 5ª temporada de Dexter, a Showtime encomendou um ARG que fosse, nas palavras da empresa, "como uma espécie de leitura de férias para a geração Y".

O desafio caiu nas mãos de Howard Goldkrand da Modernista!, que criou um universo alternativo onde o resultado da história foi determinado pela própria audiência, que teve a oportunidade de perseguir um serial killer e atuar como justiceira tal qual o personagem de Dexter Morgan. Para tornar a ação ainda mais interessante, vários elementos do ARG foram posteriormente inseridos na série, e são reconhecidos somente pelos fãs que participaram do game.





O kick off se deu na San Diego Comic-Con, onde um "assassinato" foi simulado. A partir daí seguiram-se inúmeras pistas e enigmas, espalhadas tanto no mundo virtual (websites, perfis de redes sociais, vídeos) como real (anúncios em classificados, ligações telefônicas), as quais os participantes precisavam desvendar em conjunto para que novas fases fossem liberadas. Na perseguição ao "Infinity Killer", o grande vilão, os participantes contaram com a ajuda profissional da personagem Dee Pratt, uma ex-agente do FBI. Na opinião de Howard Goldkrand, o ARG de Dexter confirma a importância da narrativa transmídia para o futuro do marketing. Ao dar às pessoas um objetivo em comum e instrumentos para formar uma comunidade, ele acredita que um nível mais profundo de envolvimento e intimidade entre marca Dexter e fãs foi gerado.


Assista ao vídeo do case (atenção: pode conter cenas de violência)





         


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20 março, 2012

Contagem Regressiva Mad Men: 5 dias


"Mad Books"


Não é raro os personagens de Mad Men aparecerem lendo ou discutindo livros ou revistas. Às vezes trata-se apenas de um sutil comentário visual, uma breve cena que mostra alguém lendo uma obra culturalmente significante da época, a grande maioria best-sellers. E lá vamos nós para a tecla pause, rewind, pause again, tentando identificar o tal título, na esperança de que nos traga algum insight sobre a essência destes contraditórios personagens. Aqui está um apanhado de todos os livros que aparecem e/ou são mencionados na série:



DON DRAPER:
-Exodus - Leon Uris
-Meditations in an Emergency – de Frank O'Hara
-The Chrysanthemums and the Sword – de Ruth Benedict
-The Spy Who Came in from the Cold – de John le Carré

BETTY DRAPER:
-A Diamond as Big as the Ritz – de F Scott Fitzgerald
-The Best of Everything – de Rona Jaffee
-Ship of Fools – de Katherine Anne Porter

JOAN HOLLOWAY:
-Lady Chatterley’s Lover – de DH Lawrence

ROGER STERLING:
- Confessions of an Advertising Man - de David Ogilvy

PETER CAMPBELL:
-Revista Ebony

SALLY DRAPER:
-The History of Decline and Fall of the Roman Empire – de Edward Gibbon
-Nancy Drew: The Clue of the Black Keys - de Carolyn Keene

JOY (from California):
-The Sound and the Fury – de William Faulkner

JANE STERLING:
- Sterling Gold - "escrito" pelo próprio personagem Roger Sterling da série (e lançado também no "mundo real")

KATHERINE OLSON:
- The Agony and the Ecstasy - de Irving Stone

DRA. FAY:
- Games People Play - de Eric Berne

MRS. BLACKENSHIP:
- Bem... hmm... as palavras cruzadas no NYTimes...



Mais detalhes nas Mad Men Reading Lists da  New York Public Library e do Flavorwire.
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