19 dezembro, 2011

The Spielberg Face



Tubarão, A Cor Púrpura, ET, Contatos Imediatos do 3o Grau, Indiana Jones, Resgate do Soldado Ryan, Inteligência Artificial. Todos estes filmes têm um momento em comum: um longo close do rosto incrédulo de um dos protagonistas, enquanto observa estarrecido algo que está fora de quadro.


The Spielberg Face” é um video essay interessantíssimo produzido por Kevin B. Lee, que faz uma análise do constante uso de longos close-ups no cinema de Spielberg. Apesar de não ter inventado tal recurso, Spielberg sem dúvida contribuiu para sua popularização e fez dele sua marca registrada. Assista ao vídeo e descubra mais:




11 dezembro, 2011

Artigos acadêmicos: Estudos de Televisão


Aqui está uma seleção de artigos acadêmicos na área de Estudos de Televisão publicados no Brasil nos últimos anos. Ao clicar no título você será direcionado ao material completo em PDF.

de Sheron Neves (GEMInIS - UFSCar) A edição completa da revista pode ser acessada aqui.

- FICÇÃO TELEVISIVA: MELODRAMA E IRONIA EM PERSPECTIVA GLOBAL
de Ien Ang (MATRIZes - USP)

- NARRATIVA SERIADA TELEVISIVA: O SERIADO MANDRAKE PARA A HBO
de Lílian Fontes Moreira (Ciberlegenda - UFF)

- REALIDADE AMBÍGUA: IMERSÃO EM THE LOST EXPERIENCE
de Dario Mesquita (GEMInIS - UFSCar)

- TELEVISÃO - FORMAS AUDIOVISUAIS DE FICÇÃO E DE DOCUMENTÁRIO
Editado por Gabriela Borges, Renato Luiz Pucci Jr. e Flávia Seligman (SOCINE)

02 dezembro, 2011

O Reino de Lars von Trier

Esta semana no blog O Café eu escrevo sobre um dos mais bizarros produtos televisivos que já tive o privilégio de assistir: The Kingdom (ou Riget, em dinamarquês). A minissérie teve duas temporadas (a primeira em 1994 e a segunda em 1997) e um total de oito episódios, e foi escrita e dirigida por ninguém menos do que Lars von Trier, que estava prestes a ganhar reconhecimento internacional com o movimento Dogma 95.

Ficou curioso? Então clique na imagem abaixo para ser direcionado ao post.



01 dezembro, 2011

Para os fãs de Stephen King


Esta é para os fãs de Stephen King: confira o site Dark Score Stories, que inclui fotos como estas em destaque acima. Parecem inofensivas? Podem parecer, mas se vistas de perto, é possível perceber algo sinistro no movimento do GIF (observe as mãos do pai), que dá uma pista do que está por vir.

Trata-se de um teaser de Bag of Bones, a nova microssérie (apenas dois episódios de duas horas) baseado na obra do mestre do terror que estreia dia 11 de dezembro. A produção, produzida pelo canal americano A&E (e descrita como “a two-night television event”) conta com atores do porte de Pierce Brosnan, Melissa George (In Treatment) e Annabeth Gish (Pretty Little Liars, Arquivo X).

O ideia do site (criado pela Campfire, responsável pelas campanhas transmídia de True Blood, Game of Thrones, American Horror Story e pelo famoso site fictício de A Bruxa de Blair) não é simplesmente promover a microssérie e apresentar o background da trama (há também depoimentos em áudio de alguns personagens). Para os mais aficionados, pode tornar-se um verdadeiro jogo de detetive: existem 150 referências às obras de Stephen King espalhadas pelas imagens, esperando para serem descobertas. Quer um exemplo? Lembra de Paul Sheldon, o escritor que passa maus bocados nas mãos da fã psicopata em Misery? Pois dois de seus livros encontram-se na estante em uma das fotos.




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30 novembro, 2011

Estudos em 3D

Stereoscopic Media é a nova publicação online da Universidade de Wellington, Nova Zelândia, dedicada exclusivamente à divulgação de trabalhos e pesquisas acadêmicas sobre o tema 3D (cinema, TV, games, fotografia e novas mídias).

Confira os artigos sobre cinema 3D de Bruce Isaacs e Miriam Ross.



A TV social e as novas métricas da audiência

Reproduzo aqui meu artigo para o blog Televisual, publicado em 21/11/2011.


As redes sociais vêm desempenhando um papel fundamental no comportamento da audiência televisiva, assim como na nova estruturação do mercado e do composto de comunicação. Cada vez mais espectadores usam o Facebook, o Twitter (apelidados de “novos corretores da TV”), o YouTube, e os novos apps da TV Social como plataforma para conversar sobre conteúdo televisivo, seja ele em formato de séries, novelas ou comerciais. Este diálogo representa um novo canal de troca entre produtores de conteúdo e consumidores. Mais que isso, esta interação tem fornecido insights aos marketeiros a respeito do perfil das pessoas envolvidas nestas conversas, suas preferências em marcas, seus interesses e comunidades das quais participam. Joe Tripodi, da Coca-Cola, já declarou na Harvard Business Review:

Além de impressões, nós estamos cada vez mais rastreando “expressões” dos nossos consumidores. Pode ser um comentário, um "curti", um vídeo, ou qualquer outro tipo de conteúdo compartilhado. Nós estamos medindo estas expressões e aplicando o que aprendemos na nossa estratégia de marca.


O público não está apenas conversando online sobre TV, ele está compartilhando conteúdo. São trailers, sneak peeks, aplicativos e artigos sobre programas de TV, acompanhados de suas próprias impressões. Outra característica da audiência atual é o seu grau de participação, engajamento e produção de conteúdo. São fan videos, retrailers, mashups, fan art, fan fiction, tudo igualmente compartilhado e comentado nas redes sociais.


Mas afinal, como medir esta “performance social”? Seria hora de substituir a expressão “campeão de audiência” por “campeão de engajamento”? Esta pode não ser tão sonora quanto a primeira, mas uma coisa é certa: muitas empresas estão percebendo que se o seu produto ou programa não gera conversa, ele pode estar fora do jogo. O mercado das novas métricas é bem recente e ainda dando seus primeiros passos, mas mesmo assim já se mostra bastante competitivo. Entre a as principais estão:
 
General Sentiment: Analisa o perfil dos seguidores de uma marca a partir do tipo de programa de TV que eles seguem nas redes sociais, e a partir daí encontra interesses em comum dentro de grupos de seguidores. O CEO da empresa é bem enfático na entrevista abaixo, afirmando que os números da Nielsen já estão obsoletos.



Bluefin Labs: criado por dois integrantes do MIT Media Lab, utiliza uma tecnologia que cruza dados de 43 canais americanos de TV aberta e por assinatura com três bilhões de comentários mensais nas redes sociais. A partir daí consegue mapear não apenas os programas e comerciais, mas as cenas, personagens e até palavras específicas que foram mais comentadas.



Trendrr: A empresa monta o seu index a partir de menções e comentários noTwitter, posts e comentários no Facebook, e check-ins feitos nos apps Miso e GetGlue. Assista abaixo à palestra do CEO da empresa no Social TV Summit 2011.



Index Social: Lançado no país pela agência brasileira Espalhe, mensura a evolução de audiência e o engajamento das marcas nas redes sociais como o Facebook, Twitter e YouTube. Seguindo a lógica dos índices das bolsas de valores, a ferramenta monitora cerca de 320 marcas e, para calcular o índice, leva em conta as que detêm 80% da audiência nas três plataformas a cada dia. Empresas como Claro e Guaraná Antactica figuraram no topo do ranking de audiência em setembro. Já a Brahma Futebol Rio, apesar de só aparecer em sétimo quando se fala em audiência, foi a que mais engajou no mesmo período (maior quantidade de likes, comentários, mentions e retuítes).



Enquanto isso, a Nielsen vem tentando mostrar que está equipada para o novo cenário, lançando pesquisas que incluem desempenho social. Mas apesar dos comentários de que os índices da Nielsen (e similares) estão com os dias contados, ainda é cedo para dizer, até porque a maioria dos novos sistemas de medição não elimina completamente os índices de audiência e sim os cruza com os dados das mídias sociais. A pergunta real é: quanto tempo vai levar para estes novos sistemas de medição se aperfeiçoarem e se tornarem essenciais na tomada de decisão de anunciantes e media buyers? Pode ser que tudo não passe de uma empolgação passageira, mas mesmo assim é bom ficar de olho nos hashtags e retuítes dos seus concorrentes.



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17 novembro, 2011

Mad Fan

Um fan video super divertido, escrito e dirigido pelo videomaker Carrick Bartle. Como seria se um fã de Mad Men de repente começasse a se comportar como os personagens da série nos dias de hoje? Imperdível. (Crianças, não recomendamos que tentem isso no ambiente de trabalho...)


14 novembro, 2011

Henry Jenkins analisa a cultura participativa nas escolas de samba

O genial Henry Jenkins, professor da University of Southern California, co-diretor do MIT Comparative Media Studies, e um dos primeiros a levantar a bandeira da cultura transmidiática, fez recentemente uma análise do que as escolas de samba do Rio de Janeiro têm a nos ensinar sobre a cultura participativa. 


Reproduzo aqui parte do texto (em inglês). Para ler na íntegra acesse seu site Confessions of an Aca/Fan, no qual Jenkins inclusive convida os leitores brasileiros a compartilhar impressões e contribuir com comentários.


"If you dropped in at a Samba School on a typical Saturday night you would take it for a dance hall. The dominant activity is dancing, with the expected accompaniment of drinking, talking and observing the scene. From time to time the dancing stops and someone sings a lyric or makes a short speech over a very loud P.A. system. You would soon begin to realize that there is more continuity, social cohesion and long term common purpose than amongst transient or even regular dancers in a typical American dance hall. The point is that the Samba School has another purpose then the fun of the particular evening. This purpose is related to the famous Carnival which will dominate Rio at Mardi Gras and at which each Samba School will take on a segment of the more than twenty-four hour long procession of street dancing.

12 novembro, 2011

O que você está assistindo? O IntoNow sabe.



IntoNow é um TV app que reconhece qualquer conteúdo passando na TV através do sinal de áudio (semelhante ao que o Shazam faz com música). Uma vez identificado o programa, você pode compartilhar online suas preferências e opiniões com amigos e seguidores nas redes sociais. Foi adquirido em abril deste ano pelo Yahoo!, que pagou por ele nada menos do que 30 milhões de dólares.

É um dos apps mais interessantes da TV Social. Infelizmente no Brasil está disponível, por enquanto, somente para os usuários de Android. Assim que isto mudar, acredito que o IntoNow tem potencial para roubar muitos usuários do GetGlue, atualmente um dos TV apps mais populares entre o público brasileiro.




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11 novembro, 2011

Apps de segunda tela e Social TV



Reproduzo aqui meu primeiro artigo para o Televisual publicado em 01/11/11.

A Internet afinal não matou a televisão, independente do que foi precipitadamente profetizado por alguns críticos afoitos. Esse é justamente o problema com previsões. Na atual era transmidiática, neste novo ecossistema de conectividade no qual estamos inevitavelmente inseridos, somos ainda tão verdes quanto éramos na década de 60, quando a TV começou a invadir os lares e transformar hábitos. Por isso é recomendável limitar-se, ao menos por enquanto, a apenas opiniões informadas, evitando declarações categóricas. O importante é ficar atento às mudanças, que não serão poucas. E neste caso me dou ao luxo de ser bem categórica.

A TV e a web têm mostrado até agora que, a partir do momento que atuam em conjunto, abre-se um imenso leque de oportunidades tanto para anunciantes como para produtores e consumidores de conteúdo. De fato, como defende Frank Rose, as linhas divisórias entre produtores/consumidores, conteúdo/marketing e ficção/realidade estão desaparecendo.

Um dos exemplos desta colaboração entre as plataformas é a TV Social. Listada pelo MIT Technology Review como uma das “Top 10” tendências para 2011, tem sido objeto de discussão entre os especialistas em tecnologia, marketing e publicidade.




Da mesma forma, a TV Conectada e a TV Everywhere se destacam no mercado atual. Mas afinal o que é tudo isso? Com base em artigos dos especialistas Elspeth Rountree e Nick Demartino, aqui vai uma tentativa de esclarecer estas novas tendências:

01 novembro, 2011

Somos todos críticos no Twitter. A NBC que o diga.



As redes sociais criaram um exército de críticos. Todo mundo tem uma opinião, e a Internet é o canal perfeito para expressá-las. De olho nessa tendência, a NBC aproveitou para promover Grimm, sua nova série policial com um toque sobrenatural, de uma forma bem inteligente.
 
Primeiro, deu acesso exclusivo ao primeiro episódio a todos os seguidores do perfil @NBCGrimm no Twitter. Depois, usou citações tiradas das críticas dos próprios internautas no comercial da série (foto). Ótima estratégia para engajar a audiência e criar buzz. Agora, se a série é boa mesmo, daí é outra história. Mas não vão faltar críticos para dizer.

O poder do #hashtag



(UPDATED) Como já escrevi aqui em outros posts, a TV Social é a nova forma de revitalizar a appointment television, ou seja, a TV em tempo real, com a qual o público tem uma "hora marcada". Trata-se de uma excelente saída para as emissoras, que precisam cada vez mais driblar a ameaça dos DVRs (Digital Video Recorders), dos serviços de Video On Demand como Netflix, dos downloads ilegais e a consequente perda de anunciantes.

Pois o vídeo abaixo é parte da estratégia do Twitter para provar que a sua integração com a TV pode ser poderosa. Ele encoraja as emissoras de TV e os anunciantes a usar hashtags durante a transmissão de programas para estimular a audiência a assistir e twittar em tempo real. Afinal, como já declarou o VP de Marketing da Coca-Cola Joe Tripodi, na Harvard Business Review: "Não queremos saber apenas quantas impressões. Estamos interessados também em expressões."


#MensagemRecebida.




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29 outubro, 2011

E agora, um Halloween completamente diferente



No dia 5 de outubro de 1969, John Cleese, Terry Gilliam, Eric Idle, Terry Jones, Michael Palin e Graham Chapman apareciam pela primeira vez na BBC1, no primeiro episódio da série inglesa Monty Python’s Flying Circus. Foram ao todo 45 episódios (e 6 filmes) que mudaram a cara da comédia para sempre. De Saturday Night Live nos EUA até o nosso saudoso TV Pirata, vários programas de humor ao redor do mundo se inspiraram nos seis (então) jovens britânicos.

28 outubro, 2011

Festival Internacional da TV no Rio

As inscrições estão abertas para o Festival Internacional de Televisão, o único em sua categoria na América Latina. Promovido pelo Instituto de Estudos de Televisão (IETV), o festival acontece na cidade do Rio de Janeiro, de 16-22 de novembro de 2011.

Alguns destaques da programação incluem:


Seminário TV.APPs


Acontece em São Paulo no dia 8 de novembro o primeiro seminário TV.APPs que terá a participação dos diversos players envolvidos na criação de aplicativos e conteúdos para a nova televisão. 

Desenvolvedores de softwares, detentores de plataformas de Smart TVs, fabricantes de televisores e caixas over-the-top estarão debatendo os seguintes temas:


25 outubro, 2011

Dica de Leitura: Coleção "Reading Contemporary Television"



(POST UPDATE) A popularidade das séries de televisão sem dúvida não é um fenômeno novo, mas os contextos de produção e recepção se transformaram ao longo da história. A tecnologia digital e estratégias globais das grandes corporações de mídia não apenas aumentaram o mercado para produtos televisivos mas também intensificaram o debate acadêmico sobre as conseqüências da circulação e recepção destes produtos num nível global, nacional, regional e local.

A coleção Reading Contemporary Television da I.B. Taurus / MacMillan oferece uma leitura crítica dos produtos televisivos contemporâneos, com obras que agregam artigos de acadêmicos ingleses e americanos cujas linhas de pesquisa giram em torno da dramaturgia serializada. A coleção é coordenada por Kim Akass, da London Metropolitan University, e Janet McCabe, da Manchester Metropolitan University. Entre os títulos estão:

- Reading Sex and the City, de Janet McCabe e Kim Akass (ed.)
- Reading The Sopranos, de David Lavery (ed.)
- Reading Lost: Perspectives on a Hit TV Show, de Roberta Pearson (ed.)
- Reading CSI, de Mike Allen (ed.)
Reading Six Feet Under, de Janet McCabe e Kim Akass (ed.)

Embora ainda não exista previsão de publicação em português, a maioria das grandes livrarias brasileiras importam os livros sob encomenda.


Outros títulos interessantes na área de cultura visual e estudos de mídia são:
- Re-viewing Television History: Critical Issues, de Helen Wheatley (ed.)
- Third Wave Feminism and Television, de Merri Lisa Johnson (ed.)
- Reading 24: TV Against the Clock, de Steven Peacock (ed.)
- The Queer Politics of Television, de Samuel Chambers

18 outubro, 2011

Um stalker pra chamar de seu



Take This Lollipop é um site extremamente suspeito que pede acesso a seus dados e fotos no Facebook... Assustador? E é para ser. Afinal, o privilégio de ter o seu próprio online stalker não sai assim de graça. Uma vez cadastrado você pode assistir a um vídeo (a propósito, muito bem produzido) onde uma figura para lá de sinistra navega pelo SEU perfil, acaricia SUA foto na tela, e ainda por cima  Se você tem coragem, visite o site.

O site gerou muito hype na Internet e se alastrou rapidamente. Teve tantos acessos depois de ser mencionado em um artigo do New York Times que ficou fora do ar durante um período.

Ainda não se sabe quem ou o que está por trás do misterioso site. Alguns comentam que pode ser uma ação viral para lançar um filme ou série de terror, ou alguma ação promocional de Halloween. É bem possível. Ao que parece, o diretor do vídeo é Jason Zada, que já fez filmes publicitários para a Ray-Ban e Office Max (lembram do site Elf Yourself?). Então é provável que este seja ou um teaser para um filme/série, ou um conteúdo patrocinado, uma ação de branded content, transmídia storytelling ou experiência social aos moldes de Inside (Intel e Toshiba). É esperar para ver se haverá alguma sequência ou ação promocional complementar.


Se você tem coragem, visite o site. Mas se não quiser ver um vídeo customizado com os seus dados e fotos, então assista a este divulgado por uma das "vítimas".




Uma curiosidade: já existem no YouTube mais de cem vídeos mostrando a reação de pessoas ao appUsando uma webcam, oamigos ou em alguns casos elas próprias registraram o momento exato em assistiram ao vídeo (customizado com sua foto) pela primeira vez. Clique na imagem abaixo para ver uma das versões mais divertidas, estrelando quatro adolescentes inglesas (detalhe do poster da Saga Crepúsculo no background...)



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30 setembro, 2011

You are Going to Die in There


O elenco inclui a estrela Jessica Lange

Meu texto no blog O Café desta semana apresenta o novo projeto de Ryan Murphy, que retorna ao fértil terreno da TV a cabo americana com American Horror Story, uma série que mistura horror, mistério e perversões sexuais. Definitivamente um tema bem distante dos alegres números musicais e intrigas água com açúcar de Glee.

Com um macabro site interativo chamado "You Are Going to Die In There", criado pela Campfire (que em 1998 criou o polêmico site fictício de A Bruxa de Blair), o canal FX aposta na narrativa transmídia e nos sustos para promover sua nova série, que estreia dia 5 de outubro nos Estados Unidos e na metade de novembro no Brasil.


Clique aqui para ler o artigo.


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17 setembro, 2011

CFP: Connected Viewing



O Projeto Media Industries (MIP), uma iniciativa do Carsey-Wolf Center, da University of California/Santa Barbara, em conjunto com a Warner Bros., está formando um time de pesquisadores para investigar o tema “Connected Viewing”.


O projeto aceita propostas acadêmicas (em inglês) que explorem áreas como:
- Emerging trends in digital distribution
- Viewing in multiple screens
- New forms of audience activity and fandom
- The cultural implications of connected viewing
- Gaming and connected viewing


09 setembro, 2011

NightVision: horror no Facebook



Social TV. Social Hollywood. Twittertainment. Foursquare Storytelling. E agora Facebook Theatre. Realmente está ficando cada vez mais difícil acompanhar todas as novidades que têm surgido no vasto universo transmídia. São inúmeras as possibilidades e os formatos quando o assunto é contar histórias através das redes sociais e dispositivos móveis. E os profissionais mais pioneiros não têm perdido tempo.

O projeto NightVision é uma de história de horror, sobre um grupo de colegas que se encontra preso em total escuridão nos porões do Imperial College em Londres. Tudo que possuem é uma câmera de vídeo com de visão noturna transmitindo live para o YouTube (ok, não me pergunte como) e acesso ao Facebook (também não entendi como, mas o Wi-Fi do Imperial College deve ser realmente muito bom...).


Assim como Inside, não se trata apenas de um filme, ou de uma série ou de um jogo de realidade alternada. É um misto de todas estas modalidades. Você não apenas assiste ou joga, mas participa e vivencia a história, interagindo e colaborando com outros fãs na tentativa de desvendar a miste­riosa trama que, uma vez concluída, poderá então assistir. Complicado? Bem vindo ao entretenimento 2.0. Exige sua total atenção e dedicação, mas em troca lhe oferece uma experiência absolutamente incrível de imersão.


Diferente do mega projeto de branded content da Intel e Toshiba, NightVision é uma iniciativa independente, que está buscando suporte financeiro de uma forma bem interessante. Através do site Invested.In, qualquer pessoa pode comprar cotas de patrocínio, que vão de 10 dólares (categoria batizada de “Sweaty Palms”), até 100 (categoria “I Will Never Sleep Again”) e 1.500 (também conhecida como “Oops I Sh*t Myself”). De acordo com o investimento feito, tem-se acesso a premiere online, brindes especiais e até participação nos créditos.

NightVision já arrecadou 2.000 dólares, mas precisa de mais 8.000 para poder sair do papel. Difícil prever se conseguirá obter o financiamento necessário. Mas se for adiante, é um prato cheio para aqueles que gostam de histórias de terror no estilo REC A Bruxa de Blair. E com um grande diferencial: como se trata de uma experiência social, é possível comentar, interagir e acompanhar o desenvolvimento da trama via Facebook. E essa parte é de graça.



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31 agosto, 2011

Star Wars no tempo do cinema mudo



Ah, fãs... A criatividade de vocês realmente não tem fim. Esta é uma experiência única: como seria assistir às lutas em Star Wars sem o típico efeito sonoro dos sabres de luz? E Darth Vader dizendo “Luke I’m your father” sem a clássica voz de James Earl Jones? Priceless.


Este fan video foi criado em 2007 por San, Tom D. e Mr. Bastard, para o site “Move your Mool”. Mais detalhes nos créditos finais.


30 agosto, 2011

E “INSIDE” segue



A experiência social Inside (que já expliquei aqui porque não chamo de filme nem de websérie ou game) ainda não terminou. Apesar de no episódio 8, postado dia 4 de agosto, Christina ter sido libertada, ainda existem perguntas centrais que permanecem sem resposta. Embora o vídeo tenha sido chamado de “final”, ainda não se sabe quem era o sequestrador, nem qual o motivo do sequestro.

Mas o suspense está com os dias contados. A data para o lançamento do filme Inside foi finalmente anunciada. A estreia será dia 6 de setembro, e será online, no site oficial do projeto.  Neste dia - teoricamente - todas as perguntas serão respondidas. Mas a longa espera e todo mistério em torno da data de lançamento só contribuiu para aumentar o clima de expectativa entre os fãs, que, mesmo depois da "pseudo" conclusão de 4 de agosto, seguem deixando comentários e recados na página de Christina Perasso no Facebook.


E tamanho foi o envolvimento gerado pelo projeto que um fan video acaba de ser postado no YouTube. Trata-se de um tributo, onde participantes de diferentes localidades agradecem aos produtores pela incrível experiência. Tudo indica que o pessoal do marketing da Intel e da Toshiba já tem motivos suficientes para estourar aquela garrafa de champanhe.

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29 agosto, 2011

Dica de livro: "Marshall McLuhan: You Know Nothing of My Work!"


Já falei no post The medium is the MASS-age sobre o centenário de McLuhan. O ilustre teórico cujas ideias revolucionaram por completo a comunicação no século XX completaria 100 anos em julho deste ano. Sua visão quase profética da sociedade ocidental permanece tão atual quanto seu conceito de “Aldeia Global”.

E para quem se interessa pelas temáticas da comunicação e da era digital, o novo livro do escritor canadense Douglas Coupland (autor do best-seller de 1991, Generation X) é um achado. Marshall McLuhan: You Know Nothing of My Work! (uma referência à cena de Annie Hall em que Woody Allen convoca McLuhan para ajudá-lo a ganhar um argumento) é mais do que uma mera biografia do ilustre teórico. Ele acaba por nos levar a uma reflexão sobre as mídias sociais e as novas formas de absorver e digerir informação.

Baseando-se no argumento da década de 60 de McLuhan, de que a imprensa precisaria se adaptar à nova realidade das mídias eletrônicas para sobreviver (como no caso das revistas LIFE e MAD cujo formato enfatizava a imagem), Coupland (talvez ironicamente, talvez não) formatou seu livro de uma maneira que remete à linguagem da internet. O mais interessante é que tal formato - com capítulos curtos, prosa leve, blocos de texto intercalados por inúmeras citações (além de integrar web memes como os conhecidos “name generators”) - não interfere na qualidade do conteúdo. Muito pelo contrário, o texto flui e é surpreendentemente cativante e bem pesquisado. Realmente uma ótima leitura.
-Sir, you know nothing of my work! (Anne Hall, 1977)

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