30 agosto, 2013

Milka e os quadradinhos de chocolate desaparecidos


Os supermercados franceses e alemães estão estocados com 10 milhões de barras de chocolate Milka incompletas: em cada uma delas falta um quadradinho. Não se trata de um erro de fabricação, mas sim de uma ação promocional. Através de um código no interior da embalagem, o consumidor pode requisitar que o pedacinho que faltou seja enviado a um amigo. Há também a opção de enviar para você mesmo, provavelmente uma precaução legal.

Uma bela iniciativa, embora onerosa para a empresa, uma vez que exigiu enormes mudanças na sua linha de produção (assista ao vídeo abaixo para mais detalhes). O que me fez pensar: por um custo tão alto, não seria mais proveitoso optar por uma campanha mais ousada e mais atual, onde pistas seriam encontradas online e os consumidores colaborariam entre si para descobrir onde foram parar os missing squares? A história por traz dos desaparecimentos poderia ser revelada posteriormente, através de um comercial onde os participantes teriam a chance de ver seus comentários nas redes sociais. 

Claro, é preciso considerar o posicionamento "Dare to be tender" da marca - e sem dúvida enviar um pedacinho de chocolate a um amigo é um ato carinhoso. Mas se ele estiver bem embalado em um storytelling coeso e interativo, fica ainda mais apetitoso, não?



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29 agosto, 2013

Intel e Toshiba convidam público a derrotar bigodes alienígenas (não, você não leu errado)



Hoje é quinta-feira, dia de episódio novo de #ThePowerInside, terceiro projeto de branded content originado da parceria entre Intel e Toshiba (leia aqui sobre o primeiro projeto, e aqui sobre o segundo). Desta vez trata-se de um thriller cômico no estilo Buffy. No lugar dos vampiros, bigodes alienígenas. E para acabar com eles, um barbeiro badass, interpretado por Harvey Keitel (The Moustache Slayer?). No elenco estão também Reid Ewing (Modern Family), Analeigh Tipton (Meu Namorado é um Zumbi) e VOCÊ. Sim, você. Descubra como participar aqui.

O protagonista Neil é um nerd que descobre sua força interior e derrota os invasores. Obviamente, o Ultrabook da Toshiba com processador Intel são fundamentais nessa jornada. Marcas como Spotify, Skype, Fossil e Skullcandy também participam da história, uma espécie de branded content dentro do branded content, como vimos acontecer na ação de lançamento de Prometheus (que teve participação da Microsoft) e no ARG Why So Serious (participação da Nokia). Uma tendência bem interessante: se você não pode bancar uma mega campanha transmidiática como a Intel e a Toshiba, existe a possibilidade de encontrar um espaço para sua marca dentro do conteúdo criado para uma marca maior - que conversa com o mesmo tipo de público que o seu ou que possui uma imagem que pode beneficiar a sua.

PJ Pereira, da premiada agência Pereira & O’Dell, declarou à revista Fast Company:

“We’ve learned that you have to plan everything to multiple levels of engagement. If you do it right and have a good story, there will be a small group of people who will geek out about it and want to spend hours obsessed about it. Others will want to be far less involved but wherever you are, the brand message needs to work on all those levels”.

Os dois primeiros episódios trouxeram tiradas ótimas, brincando com o universo hipster e geek como pode ser conferido nas imagens abaixo. Assista aos primeiros episódios aqui.




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27 agosto, 2013

Kevin Spacey abre o Festival de Televisão de Edinburgo, na Escócia


Semana passada, a palestra de abertura do Edinburgh International Television Festival (conhecida como MacTaggart Lecture) foi feita pelo ator Kevin Spacey. Em 2011, Eric Schmidt, chairman do Google, foi o primeiro convidado de fora da indústria televisiva a ter esta honra (mais aqui). Spacey, por sua vez, foi o primeiro ator.

Spacey lembrou que a TV, atualmente vivendo sua "Terceira Era de Ouro", é solo cada vez mais fértil para dramas de alta qualidade, como Mad Men, Game of Thrones, Homeland e Breaking Bad. Defendendo a importância de uma boa história, alertou os produtores para abraçarem o formato online o mais rápido possível: filmes e séries, segundo ele, deveriam ser lançados simultaneamente na TV, no cinema e em VOD (video on demand).

“Quando a história é boa, o público não deixa de assistir, mesmo que o conteúdo seja mais longo do que três óperas…”

Sobre a questão da pirataria, a estrela do aclamado House of Cards (do Netflix) defendeu que a audiência quer controle e liberdade para ver o que quer e quando quer. Se a indústria do entretenimento não o fizer, vai acabar aprendendo à força a difícil lição aprendida pela indústria fonográfica.

“Dê ao público o que ele quer e quando quer por um preço razoável, e ele não se importará de pagar. Do contrário, ele vai buscar de forma ilegal.”

Assista ao vídeo da palestra:



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15 agosto, 2013

Quando a ficção "quebra" a parede da realidade



Sabe aquele momento do filme em que a personagem na tela olha para (ou fala com) você, o espectador, gerando cumplicidade e às vezes até certo desconforto? Pois o diretor Leigh Singer fez uma compilação de cenas de clássicos onde a personagem “derruba a quarta parede” (expressão que vem do teatro e refere-se à plateia, que seria a quarta parede do palco). Obviamente não faltou a clássica cena de Annie Hall, quando Woody Allen chama Marshall McLuhan para desbancar um intelectual pedante. “Oh boy, if only life were like this…”


Na TV, o recurso já foi adotado em comédias como The Office e Modern Family, e em dramas como o elogiado House of Cards (a versão de 1990 da BBC abusava ainda mais do recurso). Com certeza existem outros exemplos da TV que estou esquecendo. Dicas?

A edição e o uso da trilha são tão extraordinariamente impecáveis que vale a pena assistir até o final.




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Revista GEMInIS lança edição sobre a TV pós digital




A nova edição da Revista GEMnIS, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) é inteiramente dedicada ao debate da TV pós digital e ao novo ecossistema midiático, compreendido pelas comunidades online que compartilham a experiência do "assistir conectado". Neste ambiente a noção de TV Social promove mudanças no modelo de fluxo televisivo, criando novos desafios para a produção, distribuição e comercialização de conteúdo.

É um imenso privilégio ter minha resenha do livro Social TV: How Marketers Can Reach and Engage Audiences by Connecting Television to the Web, Social Media, and Mobile (Proulx e Shepatin, 2012) publicada junto a artigos de excelente qualidade escritos por acadêmicos das mais variadas universidades do Brasil. O livro, que ainda não foi publicado em português, explica como a redes sociais trouxeram de volta a cultura do appointment television, listando inúmeras estratégias para engajar e recompensar quem assiste um programa durante sua transmissão em tempo real, seja através de aplicativos de segunda tela, hashtags promocionais ou de conteúdo complementar.

Para acessar a revista completa, clique aqui.
Para acessar minha resenha, clique aqui.




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Publicidade retrô da TV

Já faz alguns anos que venho colecionando anúncios de séries de TV e capas do TV Guide dos anos 60 e 70. Aqui estão alguns dos meus favoritos.

Destaque para: a manchete de capa "Estaria a TV enfrentando seu maior desafio até hoje?", os cupons de inscrição para fã-clubes e o salão de beleza da Mulher Biônica. Incrível como até mesmo as personagens femininas mais "duronas" da época são retratadas como "eye-candy". Longo caminho trilhado daqui até a detetive Sarah Lund de The Killing e a agente Carrie Mathison de Homeland, não?

:::: Charlie's Angels :::: Premiere da série na ABC, setembro de 1976 ::::

:::: TV Guide :::: capas dos anos 60 e 70 ::::



:::: O Homem de 6 Milhões de Dólares e A Mulher Biônica :::: action figures e acessórios ::::

Dallas :::: episódio que revelaria "Quem matou J.R. em 21 de novembro de 1980 na CBS ::::

:::: Planet of the Apes :::: Publicidade da série da CBS ::::


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14 agosto, 2013

Breaking Bad e Star Trek: The Pie-Eating Contest

Quem assistiu ao novo episódio de Breaking Bad deste Domingo com certeza se divertiu com o "roteiro" para Star Trek criado pelo personagem Badger, do núcleo "geek-viajandão" da série (formado pelos amigos de Jesse Pinkman). Mas o que poucos sabem é que Star Trek: The Pie-Eating Contest trata-se de uma fan fiction originalmente escrita pelo próprio Vince Gilligan, que há muito vinha querendo inclui-la de alguma forma no universo narrativo de Breaking Bad. E se você ficou imaginando como seria se Badge conseguisse realmente vender a ideia para os produtores de Star Trek, aqui vai uma divertida versão em animação feita pelo pessoal da Vulture. Confira:





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Fan art para comer




Já falei sobre a tendência dos fãs de se apropriarem do conteúdo de séries e filmes para criar fan art, fan fiction, e até fan videos. Mas esta categoria me parece um tanto inusitada: biscoitos e guloseimas. Ou será que deveríamos chamar de fan food? Alguma outra sugestão?












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A dor e a delícia da TV escandinava



O solo mais fértil para a teledramaturgia de qualidade – em especial thrillers psicológicos - não é mais o americano nem o britânico. É a península escandinava. Os ingleses já sabem disso, e retransmitem sua grande maioria, sempre com sucesso de público e crítica. Os remakes também têm rendido bons frutos, como é o caso de The Killing e Wallander (com elenco do calibre de Kenneth Branagh), além de outros que já se encontram em fase de produção.

O fenômeno do “nordic-noir” não é tão novo. Nos anos 90 a bizarra minissérie The Kingdom, escrita e dirigida por ninguém menos do que Lars von Trier, impressionou audiências ao redor do mundo ao mesclar a estética crua do Dogma 95 com fenômenos sobrenaturais e suspense.

Sofia Helin na versão escandinava de The Bridge
Mas meu argumento baseia-se especialmente em dramas recentes. O primeiro é The Bridge, uma série policial sueco-dinamarquesa que gira em torno de vários assassinatos e de uma detetive com síndrome de asperger. O canal FX Brasil recentemente transmitiu o remake americano, com Diane Kruger no papel da brilhante policial, mas a atuação da sueca Sofia Helin é absolutamente impecável e, na minha opinião, muito melhor. A versão original pode ser assistida gratuitamente no Now ou no site Muu

O segundo caso é a série sueca Real Humans, que no Brasil já passou no canal pago Max. Classificá-la puramente como ficção cientifica seria simplista demais. Este belo – e amargo – drama é um tratado sobre a raça humana, sobre dignidade e solidão, que em momentos lembra a ternura de O Homem Bicentenário e em outros a crueldade de A. I. Inteligência ArtificialA história se passa num futuro próximo, onde os hubots (ou human-robots, como são chamados) estão à venda tanto para serviços domésticos como para prostituição. Mas quando os humanos começam a perder seus empregos e até suas esposas, a coisa muda de figura. Psiquiatras passam a tratar casos de atração por androides, advogados questionam a legislação, e grupos terroristas se formam para defender a raça humana. Numa alusão à escravidão, as máquinas também se rebelam e passam a lutar pela liberdade e aceitação social.

Se tiver oportunidade, não deixe de assistir a estas duas joias nórdicas que conseguem passear tão sutilmente entre o sombrio e o encantador.



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